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segunda-feira, 23 de julho de 2018

[10076] - CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL - RESCALDO

FRANÇA - CAMPEÃO DO MUNDO DE FUTEBOL - 2018

Fin!

E assim terminam mais umas semanas sempre entusiasmantes, que caracterizam estes períodos dos grandes torneios de futebol. Mais entusiasmo para uns que para outros, como sempre no desporto.
Fiquei, agradavelmente surpreendido com a capacidade russa, para organizar uma competição a esta escala, e pelo envolvimento da população.

Quanto à Bola! Ganhou a França, e diga-se que com todo o mérito. Foi a equipa mais adulta e eficaz do torneio, que mostrou quase sempre uma grande qualidade, aliada a um exasperante sentido prático. Os franceses aprenderam a dura lição da final do Euro 2016, e desta vez entraram com a plena noção do que tinham que fazer. Taticamente, estiveram irrepreensíveis. O futebol croata, que desde o primeiro momento da competição, prometeu muito, não desiludiu. Foi uma prestação fantástica desta belíssima geração de jogadores, que estou em crer, ainda dará grandes alegrias à sua desinibida presidente.

Resta uma menção honrosa para a Bélgica, que terminou no 3º lugar, também merecidamente, após um jogo sempre ingrato, como é este dos vencidos das meias-finais, e onde, mais uma vez ficaram a nu as deficiências da seleção Inglesa.

Fui abordando um pouco, todas as outras seleções, mas cabe ainda fazer uma curta e pragmática reflexão da participação portuguesa:
A queda nos oitavos-de-final, sabe a pouco, até porque, a qualidade parece existir. No entanto, teimou em não explodir novamente. Parece uma equipa inibida de colocar em campo, todo o seu potencial. Houve ainda jogadores que não corresponderam minimamente às expectativas, com o expoente máximo no “flop” que foi a presença de Gonçalo Guedes. André Silva, ficou perdido no esquema tático de Fernando Santos, e também acaba por passar ao lado desta competição. Os laterais estiveram muitos furos abaixo do desejável, até Raphael Guerreiro, que fez um grande europeu, parecia desta feita, algo debilitado fisicamente. Já no centro da defesa estivemos melhor, com Pepe e Fontes em bom nível.

No meio campo as coisas complicaram-se, notou-se a falta de Danilo, e não houve quem conseguisse, realmente pegar no jogo e transportá-lo para o ataque, à exceção de alguns momentos de William Carvalho.
Faltou obviamente algum talento para acompanhar Cristiano Ronaldo. Falta aliás, a esta equipa, um verdadeiro número 10 (à moda de Deco e Rui Costa), que tenha a capacidade de levar a bola para os últimos 30 metros, e que a entregue redonda para os finalizadores!

No ataque, para além do solitário CR7, uns pormenores de Bernardo Silva e outros de Quaresma, não foram suficientes.
Essencialmente, o que mais falta faz a esta talentosa geração, é um treinador com a competência necessária. 

Nunca fui um entusiasta do futebol praticado pelas equipas de Fernando Santos. A conquista do título europeu em 2016, foi um feito assinalável, mas que convenhamos, teve para além de vontade e competência, laivos de milagre dos deuses. Não sou daqueles que gostam de minimizar os feitos nacionais, mas também não me sinto confortável a glorificar, só porque sim!

Resumindo: Parece-me que estes rapazes, que fizeram coisas muito interessantes e relevantes nas camadas jovens das seleções, e que demonstram qualidade nos melhores campeonatos do velho continente, necessitam de um líder mais corajoso e menos conservador.

Reencontro marcado para o Euro 2020, onde Fernando Santos, terá a oportunidade de desmentir todas as barbaridades que lhe apontei. (E eu ficarei então muito feliz por estar errado!)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

[10075] - CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL - FINAL

Mbape e Modric as estrelas da final.


Finalmente!

E chegamos ao dia “F”, depois de muitas horas de peripécias, com mais ou menos queda, chegaram à final as equipas que fizeram por isso, e que não falharam nos momentos cruciais.
Ficaram relegados para o “triste” jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares: uma Bélgica que deixou a sensação de “quase lá”, e que praticou um futebol por vezes entusiasmante, e uma Inglaterra, que confirmou que ainda não está preparada para mais altos voos.

A final:
A Croácia, confirmou o alto potencial que tem evidenciado nos últimos torneios. Acabou por não ceder no aspeto físico, apesar de ter mais quilómetros nas pernas e demonstrou ser uma equipa que consegue um equilíbrio entre: Estratégia – Arte – Intensidade, e que não deixa ninguém indiferente. Palpita-me que, excluindo os francófonos, o resto do planeta estará a torcer por eles!
Por sua vez, a França não desapontou quem apostou na sua imensa qualidade e consistência. Está por direito próprio naquela que é a segunda final consecutiva de uma grande competição, facto, desde logo assinalável. Isto, apesar de ter uma equipa muito jovem e com muitos estreantes em grandes competições (não se nota!), a experiência acumulada das suas principais unidades, deverá indicar o caminho do sucesso, daquela que parte como favorita à vitória no jogo do próximo dia 15 em Moscovo.

Bem! mas estamos a falar da mesma França que partiu como clara favorita à final do Euro 2016!!! Será que teremos um Ederic no caminho destes gauleses???


sexta-feira, 29 de junho de 2018

[10072] - CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL - III


ANTEVISÃO DOS OITAVOS- DE-FINAL


FRANÇA – ARGENTINA

A França demonstrou ser um conjunto mais equilibrado, isso apesar de não deslumbrar. A equipa alviceleste, não convenceu, assim como Messi, pareceu sentir a falta dos seus companheiros do Barça. Será com certeza, um dos jogos mais interessantes de seguir desta fase, tratando-se quase de uma final antecipada.
Com as devidas reservas, parece-nos que a França parte com alguma dose de favoritismo.


URUGUAI – PORTUGAL

O Uruguai passou pela fase de grupos com três vitórias, mas a verdade é que não foi posta completamente à prova. Quanto a Portugal, ainda não convenceu, tendo como atenuante o fato ter estado num grupo, claramente mais competitivo.
Estamos perante uma “tripla”, pelo que tudo se resolverá nos “detalhes”. Esperemos que um deles seja um CR7 inspirado.


ESPANHA – RÚSSIA

Se tudo correr com normalidade, e apesar do “factor casa”, a Espanha também parte como clara favorita nesta eliminatória. Na verdade, a Rússia, soçobrou claramente, no único verdadeiro teste da primeira fase contra o Uruguai.
A Espanha parte como clara favorita.


CROÁCIA – DINAMARCA

O futebol de grande qualidade e eficácia, praticado pelos croatas, um dos conjuntos que encerraram a primeira fase, só com vitórias, deverá ser suficiente para uma Dinamarca, pragmática, mas com acções muito previsíveis.
Quanto a mim, os croatas perfilam-se para serem uma das grandes “surpresas”, deste campeonato.


BRASIL – MÉXICO

O México começou em alta e acabou em baixa a fase de grupos, deixando poucas razões para acreditar que tem soluções para derrotar um super-favorito Brasil, que apesar de ter contra, o comportamento egoísta de Neymar, tem claramente mais argumentos.
Com grande dose de confiança, o Brasil, pode ir marcando o hotel para a próxima fase.


BÉLGICA – JAPÃO

À Bélgica terá saído o brinde desta fase de apuramento. O futebol não é uma ciência exacta, mas não acreditamos que os Nipónicos tenham o mínimo de argumentos para esta talentosa selecção belga.
A Bélgica parte com uma dose muito elevada de favoritismo.


SUÉCIA – SUIÇA

No jogo de menor cartaz destes oitavos-de-final, defrontam-se duas equipas muito parecidas, embora a Suiça tenha individualidades mais criativas do seu lado. Contudo, já assistimos (Suécia – México), como o conjunto sueco pode ser terrível mente eficaz.
Guardo aqui, uma pequena dose de favoritismo para o conjunto sueco.


COLÔMBIA – INGLATERRA

Mais uma partida com forças altamente equilibradas, isto apesar de estarmos perante duas equipas com características algo distintas. Os colombianos, mais repentistas e imaginativos, os ingleses mais físicos, retilíneos, mas, contudo, mais tecnicistas que em gerações anteriores. Vejamos se o facto desta Inglaterra, não ter sido realmente posta à prova na primeira fase (a partida com a Bélgica não contou), não lhe custará o apuramento.
Outro jogo de “tripla”, com ligeiro favoritismo para os ingleses.

Paulo Azevedo

terça-feira, 26 de junho de 2018

[10069] - CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL - II

25 JUNHO - RICARDO QUARESMA - RÚSSIA 2018

Portugal nos Oitavos
Com uma magistral "trivela", ao minuto 45, Ricardo Quaresma, pôs Portugal na frente do marcador na partida desta noite contra o Irão, e que encerrava a participação de ambas as equipas na fase de grupos do Campeonato do Mundo.

Ao Irão era obrigatório ganhar, para almejar a próxima fase, à equipa da quinas, bastava o empate, ficando a ideia que o seleccionado, tinha ordens para adormecer o jogo, e foi o que fez na maioria do tempo, com posse de bola, mas sempre muito longe da área adversária.

Faltou à equipa das quinas, matar o jogo, como se diz em linguagem futebolística, quando Cristiano Ronaldo falhou a conversão de uma grande penalidade aos 52 minutos, este factor revelou-se num verdadeiro tónico para a equipa do Irão, que ganhou confiança e se lançou ao ataque.

Nessa fase, ficou patente a nossa incapacidade de construir jogadas de perigo em transição, de forma a aproveitar o maior balanceamento dos iranianos. Houve uma maior pressão sobre o nosso meio campo e defesa, mas temos que destacar neste particular, a assombrosa exibição de Pepe, um muro intransponível!

Diga-se que tivemos demasiadas intervenções do VAR, num jogo muito quezilento, principalmente por parte do conjunto treinado pelo português Carlos Queiróz, os iranianos tanto se queixaram do VAR, que lá conseguiram arrancar, em período de descontos (93 minutos), uma grande penalidade (quanto a mim inexistente), e que trouxe, o já habitual final dramático das partidas do conjunto de Fernando Santos.

A melhor notícia é que o empate chegou para passar aos oitavos-de-final da competição, onde vamos encontrar o Uruguai.

A Espanha, mercê do empate tardio que conseguiu contra a surpreendente Marrocos, qualificou-se em 1º lugar, no grupo de Portugal e vai defrontar a Organizadora, Russia, na próxima fase.

O Irão e Marrocos terminam assim a sua participação no Campeonato do Mundo de Futebol - Russia 2018.

É permitido sonhar mais um pouco, até ao próximo sábado... pelo menos!

Paulo Azevedo

quinta-feira, 21 de junho de 2018

[10067] -CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL - I


ANÁLISE GERAL - 20 JUNHO 


GRUPO A

Rússia – Ganhou confiança com a goleada da estreia, não tendo ainda sido posta realmente à prova. Não me parece com tarimba para muito mais, contudo o facto e jogar em casa, pode ser galvanizador.

Arábia Saudita – Claramente uma das mais frágeis seleções do torneio. Alguma técnica, mas pouco mais.

Egipto – Com a estrela, Salah, em défice físico, e a derrota a abrir, as coisas ficaram muito complicadas, para uma seleção que prometia fazer uma gracinha.

Uruguai – Sem grande brilhantismo, mas com competência suficiente para passarem á segunda fase. Não nos parece uma equipa talhada para grades surpresas.

GRUPO B

Portugal – Uma entrada em bom plano e um apagão de ideias, uma equipa deprimida e muito previsível. Se não mudar os seus processos, será mais uma desilusão para os fans de Ronaldo, que parece estar muito mal acompanhado.

Espanha – Até ao momento, a equipa que praticou o melhor futebol, confirmando o seu estatuto de favorita. Uma equipa experiente e muito rotinada, vai ser difícil bater esta Espanha.

Marrocos – Uma equipa bem arrumada e altamente competitiva. Pode-se queixar de alguma falta de sorte, mas de qualquer forma, no futebol é preciso concretizar. Deixou contudo, uma boa imagem do seu futebol.

Irão – Bem arrumada defensivamente, mas com carências notórias, quando se torna necessário atacar, coloca-se em posição de ser a equipa que vai decidir sobre a classificação do grupo.

GRUPO C

França – Uma entrada tímida, mas com um potencial que convém confirmar. Grandes individualidades que ainda não acertaram como equipa. esta França não deixa de ser uma das mais fortes candidatas.

Austrália – O seu estilo de jogo direto e muito físico, deixa antever grades dificuldades para todos os que os defrontarem, no entanto, não nos parece ter ainda consistência para almejar chegar a uma fase mais adiantada.

Perú – Uma equipa com um futebol alegre e de ataque, no entanto, pareceu faltar alguma experiência destes palcos, num grupo muito equilibrado, vai ter a vida muito difícil.

Dinamarca – A experiência e competência, são adjetivos que colam bem com esta equipa muito compacta, complementada com elementos que podem desequilibrar, é uma seleção talhada para fazer a vida difícil a qualquer adversário.

GRUPO D

Argentina – Quando o seu astro Messi, não acerta, a equipa fica órfã de ideias, vida muito complicada para a seleção da Pampas, que teima em não acertar como equipa.

Islândia – Um pouco á imagem da Austrália, mas neste caso, com ideias de jogo mais concretas. Á imagem do Euro 2016, já provou que pode ainda causar alguma contrariedade aos favoritos à passagem no seu grupo.

Croácia – Recheada de nomes sonantes, que jogam nas principais ligas europeias., esta seleção tem tido, contudo, alguma dificuldade em afirmar-se, estamos sempre à espera que apareça a interpor-se entre as mais cotadas, veremos se é desta.

Nigéria – Um começo em falso para a seleção mais cotada de África, e o facto de estar num grupo muito equilibrado, vai tornar a tarefa de passagem á próxima fase, numa missão muito difícil.

GRUPO E

Costa Rica – Como em outras situações, vem de um grupo de apuramento, onde os competidores, estão num nível médio inferior às restantes confederações, pelo que mostra quase sempre o mesmo déficit competitivo. Para além do mais, ficou num grupo forte, onde as suas hipóteses são pouco mais que nulas.

Sérvia – Outra equipa recheada de excelentes individualidades, mas onde parece faltar ainda alguma consistência coletiva. Parece-nos tarefa muito difícil, contrariar o favoritismo da Alemanha e do México.

Brasil – Um futebol demasiado redondo e algo fulanizado, pode deitar tudo a perder, para uma das mais interessantes gerações de futebolistas brasileiros das últimas décadas. Vamos ter que esperar pelo segundo jogo, para aquilatar da real capacidade competitiva desta equipa, o que passa por termos um Neymar mais solidário.

Suíça – Uma equipa sem grandes individualidades, mas muito arrumada, que tornou a vida do Brasil muito difícil na primeira jornada. Cremos que discutirá a palmo, a qualificação com a Suécia e o Brasil.

GRUPO F

Alemanha – outra entrada em falso de um crónico favorito. No entanto, e pela inegável qualidade da equipa, se não se agudizarem alguns dos problemas internos, continuará a ser um dos principais candidatos à vitória neste mundial.

México – Surpreendeu a capacidade de anular a equipa alemã na primeira jornada, mas a verdade é que estamos a falar de um coletivo que já tem muita experiência internacional, e que está muito rotinado. Será com certeza uma equipa para chegar a uma fase mais adiantada da competição.

Suécia – Uma seleção que já nos habituou a atuar como um pendulo. Na linha de outas seleções escandinavas, será sempre um oponente desconfortável. Contudo, não lhe vemos qualidade suficiente para ir além da segunda fase.

Coreia do Sul – Um estilo muito próprio e alguma qualidade técnica, ainda não são suficientes para esta seleção almejar a mais do que uma passagem pela fase de grupos.

GRUPO G

Bélgica – Uma das seleções mais prestigiadas do certame, fruto da sua história recente e da posição no ranking. Contudo, demora em confirmar aquela, que para muitos, é a mais dotada das gerações de futebolistas Belgas, esperamos sempre ver um pouco mais.

Panamá – Uma passagem pela fase de grupos, e pouco mais se espera desta equipa de completos desconhecidos do planeta do futebol. Se conquistar algum ponto, será com certeza um feito assinalável.

Tunísia – Assim como as suas congéneres africanas, subiu um patamar na qualidade de jogo, contudo, parece-nos que ainda lhes falta a necessária experiência destes palcos, para poder sonhar com algo mais.

Inglaterra – Desde 1966 que esperam por algo grandioso, no entanto, e apesar de estarmos perante uma equipa recheada de excelentes executantes, não nos parece que tenham futebol suficiente para altos voos. passará sem problemas a fase de grupos, porque está num grupo claramente acessível.

GRUPO H

Colômbia – Está inserido num grupo onde partia como claro favorito, mas fruto da escorregadela inicial, ficou à mercê dos sortilégios de um dos mais equilibrados e imprevisíveis grupos.

Japão – Com aquele espírito lutador e alguma capacidade técnica, este japão tem vindo a crescer, de participação em participação. O empate com a Colômbia, estará intimamente ligado ao facto de esta ter jogado em inferioridade numérica, quase toda a partida, mas diga-se, que por culpa própria. Será a equipa capaz de desempatar o grupo? veremos!

Polónia – A sua estrela, esteve meio apagada na primeira contenda, contudo é uma equipa com excelentes argumentos, mas com um plano de jogo sempre muito linear, estamos em crer, que esta previsibilidade não a deixará ir muito mais longe.

Senegal – Um bom começo da seleção africana que já tem no currículo uma vitória a abrir com a França. Muito fortes estes senegaleses, são claros candidatos a passar à próxima fase, mas não terão ainda argumentos para muito mais.