quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A GRANDE PORCARIA...

Este documento já tem mais de dois anos e a "roubalheira" que ilustra não deve ter ajudado a gerência pois, aparentemente, a Churrascaria Porcão que ocupava um daqueles armazéns da zona portuária de Lisboa, deve ter falido...
Repare-se que o talão refere a importância de € 173,20 quando a soma das colunas resulta em € 111,30 o que nos leva à constatação de um ROUBO de  € 61,90 ou seja. 55%...
Está provado que o cuidado de apenas conferirmos o numero de pratos, de pães e de cafés, não é suficiente quando os servidores estão agindo de má fé e adulteram as máquinas registadoras por forma a provocarem o aumento fraudulento da despesa...Há, pois, que conferir SEMPRE a soma dos talões-facturas, sobretudo se este contem um numero elevado de colunas...
Via de regra, os churrascos dos nossos irmãos do lado de lá do Atlântico são maravilhosos mas, infelizmente, muitos deles vieram para Portugal na ânsia de enriquecer rapidamente à custa do portuguesinho estúpido...

Pesquiza
Amendes

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O FIEL AMIGO . (1)...


Colaboração de Amendes
Continua...

A CASA DA MEIA-PORTA...


Quando há dias vim aqui contar as historias do "Vale" como moeda de troca nas transacções do dia-a-dia no Mindelo, Cabo Verde, a amiga Eloah, lá do outro lado do Atlântico, comentava, entre outras coisas, "que havia confiança" e, aqui, ela acertou na "mouche"...
Há muitos anos, meu pai andou pelo país inteiro, a montar "aerodínamos", que era uma espécie de moinho de vento, de duas pás, que fazia accionar um dínamo que produzia energia eléctrica contínua que, armazenada em baterias, iluminava tantas lâmpadas quanto a capacidade das ditas baterias e a potência do dínamo permitisse...Era uma forma de os lugares mais recônditos do país terem um pouco de luz nas longas noites de Inverno... Ora, como o meu pai não podia garantir em que dia e a que horas estaria em determinado sítio para montar uns tantos aerodínamos e as pessoas, por sua vez, necessitavam de ir tratar da suas vidas nas culturas da terra ou no pastoreio, deixavam as portas das casas cerradas mas...com as chaves nas fechaduras, do lado de fora!
Ainda hoje há casas com meias-portas...A meia porta de cima abre-se logo pela manhã para entrar luz e calor: calor da atmosfera e das gentes que passam e lançam os "bons-dias" para dentro da casa pela meia porta escancarada e que escancarada ficará enquanto houver gente presente!
Quando estive em Angola e todos os meses necessitava fazer uma viagem nocturna de cerca de 300 km, passava pelo Posto de Nana-Candundo, cerca da meia-noite...Em pleno mato, numa clareira aberta para o efeito, tinha sido implantada a casa do Chefe Rodrigues que, passando as noites à caça, deixava a porta apenas presa no trinco para que os viajantes pudessem entrar e reestabelecer forças com um cafézinho, forte e quente, que ele deixava em cima da mesa em garrafas termos, com cubinhos de açúcar e cream-crakers ingleses...
Estas três situações, entre muitas, reflectem, precisamente, aquilo a que a Eloah se referiu e se foi perdendo ao longo da História: a confiança!

NOVAS MUSICAS PROTOCOLARES...


Como se sabe, quando o Presidente da Republica fala, toca-se o Hino, o Nacional...Agora, quando falam os Ministros, incluindo o Primeiro, executa-se "Grândola, Vila Morena" com mais ou menos palavras de ordem , insultos, palavrões e quejandas libertinagens...Desta forma, fica, desde já, decidido que, sempre que falem os Secretários de Estado, se deve fazer ouvir "E Depois do Adeus", se fala o P.S., toque-se "Ó Tempo, Volta para Trás" e quando tiverem a palavra os verdes, os vermelhos e os encarnados, deve fazer-.se ouvir "A Internacional" ou, então, "A Casa da Mariquinhas"...

O MESMO PAÍS, O MESMO POVO, OS MESMOS MALES...


ESTA COISA DE SE SAÍR À RUA PARA REIVINDICAR MESMO AQUILO A QUE SE NÃO TEM DIREITO É COISA QUE FAZ PARTE DA NOSSO HISTÓRIA, DA NOSSA MANEIRA DE SER, OU DE NÃO SE SER COMO SE DEVERIA SER SE NÃO QUIZESSEMOS SER COMO SOMOS!


Entre esta "manif" dos anos 20 do século XX e as de hoje há pequenas nuances que as distingem como seja, a ausência de estandartes políticos e/ou sindicais, e o facto de, os da foto reproduzida exigirem pão ou TRABALHO...Hoje, por norma, as massas reclamam EMPREGOS! Pontos de Vista!

Colabor.
Amendes

A HISTÓRIA NÃO MUDA OS FEITIOS...

É COSTUME DIZER-SE, HOJE, QUE ANTIGAMENTE
IR AO FUTEBOL ERA UMA UMA FESTA DE FAMILIA..

Colabor.
Amendes
.


A DUPLA INVENCIVEL...


MEL-COM-CANELA
(IV)
MALES DOS RINS

Uma chávena de água tépida com uma colher de mel e duas de canela em pó, combate com eficácia os males renais.
Tomar uma chávena de manhã e outra à tarde até que desapareçam os sintomas de incómodo e/ou dor...

IN VINO VERITAS - XI...


REGIÕES DEMARCADAS - VI
OS VINHOS DO DÃO

A Região Demarcada do Dão, de longa tradição vinhateira, tem o centro em Viseu e é atravessada pelos rios Dão e Mondego.
Das castas cultivadas são de destacar as tintas Touriga Nacional, Tinta Pinheiro, Jean, Alfracheiro Preto e Alvarelhão e as  brancas Arinto do Dão, Barcelo, Cerceal, Encruzado e Borrado das Moscas.
A graduação alcoólica média destes vinhos é de 12 graus. Os tintos são perfumados, de gosto suave, com uma maravilhosa cor rubi melhoram muitíssimo com a idade, oferecendo então um  "bouquet" esplendoroso e, ao serem suavemente agitados em copo, a cor rubi toma laivos de atijolados.
Os brancos são frescos, suaves, de uma bela cor citrina, com aroma e sabor pronunciado a fruta.
Os vinhos do Dão para serem comercializados com a denominação de origem, são sujeitos a apertados controles que lhes garantem genuinidade e qualidade.
Alguns vinhos excelentes, dos mais antigos: 1960, 1966, 1970. 1980, etc..

CONHEÇA A CARNE QUE COMPRA...



PICANHA - Parte macia, mais marmorizada e com capa de gordura com um sabor acentuado. É de fácil preparo e muito suculenta. Própria para churrascos podendo ser confeccionada inteira ou em postas no espeto ou na grelha. É boa para assados e bifes. É importante prepará-la com a gordura para que o sabor e maciez fiquem mais acentuados, podendo, depois, retirar a gordura na altura de servir. Se houver, ainda, uma membrana prateada na parte inferior da picanha, retire-a antes do preparo para evitar que a carne  "encolha" durante a confecção...

 PICANHA DE BOVINO - HOLANDA

PICANHA AA DE BOVINO - BRASIL
E
PICANHA B DE BOVINO - HOLANDA


FERTILIDADE IMPROVÁVEL...

INDIANA DÁ À LUZ ONZE FILHOS...



SERÁ ISTO POSSIVEL!?
Colabor.
Amendes



À LETRA...



Em Oxford Street, Londres, um muçulmano de barba farta e chinelos dourados, toma um táxi e, quando o veículo arranca logo manda o chofer fechar o rádio, pois "nos tempos do Profeta não havia essa musica de infiéis"...
Conciliador, o condutor fecha o rádio, pára o carro e, saindo, abre a porta do lado do passageiro...Quando este lhe pergunta o que se passa, ele responde, educadamente:
- Senhor, nos tempos do Profeta não havia táxis...Agradeço que desça e aguarde o próximo camelo!
Colab. A. Mendes

POEIRA DO TEMPO - 010...

NESTA FOTO ESTARÃO PAIS E MÃES DE MUITOS
SETENTÕES DE HOJE...

-ooOoo-


Colab. A.Mendes

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

VALE...TUDO!


Antigamente, nas aldeias, vilas, cidades pequenas e bairros das maiores, era vulgar os merceeiro venderem a crédito a clientes escolhidos - de boas contas - o que não evitava 100% os calotes mas ajudava quem recebia à semana, à quinzena e mesmo ao mês...Costumavam ter um caderninho para  cada caso onde iam anotando as compras diárias dos clientes e, ao fim do período combinado, somava-se tudo e faziam-se as contas...Os clientes que sabiam escrever costumavam ter os caderninhos em seu poder, e escreviam com o seu próprio punho o rol das compras e, depois de aviar, o merceeiro colocava os preços...Era um sistema que, segundo julgo, ainda subsiste nalguns lugares e que até terá tendência a renascer face às dificuldades económicas com que parte importante da população se debate...
Em Cabo Verde, pelo menos durante os tempos que por lá vivi, entre 1943 e 1977, existia o "vício" do "Vale"... Era um pedaço de papel qualquer onde se pudesse escrever meia dúzia de palavras, para deixar nas lojas em troca da compra de tudo...E quando dizemos tudo, significamos isso mesmo: TUDO! 
Ia-se à Casa do Leão comprar um livro, e fazia-se um Vale; ia-se ao Benvindo comprar uma camisa de Macau, e fazia-se um Vale; ia-se à Drogaria comprar uns parafusos, e fazia-se um vale; ia-se ao Café Portugal tomar um groguinho e um pastelinho de peixe, e fazia-se um Vale...Até se ia ao cinema, quer ao Éden-Park quer ao Parque Miramar à custa de Vales e nem o Blá escapava a fazer umas corridas do seu belo Mercedes branco, pagas a Vale...Claro que no fim de cada mês, lá eram somados os vales e a malta andava de loja em loja, de bar em bar, de cinema em cinema, a pagar o que devia e dar início a um novo ciclo...Algumas vezes havia bronca pois havia uns "brothers" que se esqueciam ou se atrasavam o que podia colocar o sistema em perigo com enorme prejuízo para toda a classe dos "Valistas" do Mindelo para quem, andar com dinheiro no bolso não era prioritário: era o lenço, o maço de tabaco, isqueiro ou fosforos "Jonkopings" (?) e...pouco mais, uma vez que, como se sabe, o Vale dava para tudo...
Claro que parece que havia uma excepção, pois as "meninas" de Lombo e não só tinham uma política "comercial" que não deixava margem para dúvidas: "D'nhêro da mon, costa na tchôn!" 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A ARTE DE CHO-SUN, CHINESA, 19 ANOS...




ATENÇÃO: Parece "Photoshop" mas não é !!!
Mais pinturas de Cho-sun em
www.zitovisao.blogspot.com
Colaboração
de
Valdemar Pereira

A ORIGEM DO iPAD...


EM MIÚDO, EU TIVE UMA iPEDRA... TINHA UM "MONITOR" DE 12 POLEGADAS!!!
-oooOooo-

Não gastava energia nenhuma!
Nem sequer energia solar!
Até um prego enferrujado servia para escrever!
Quando me enganava, bastava um cuspinho no "screen",
passava a mão por cima e fazia um "reset" total" !
E, o melhor de tudo...
A INTELEGÊNCIA ERA TRANSFERIDA DO MEU
CÉREBRO PARA O "DEVICE" E NÃO
O CONTRÁRIO !!!
Colaboração
Valdemar
Pereira

sábado, 16 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

FÓSSIL VIVO...


Isto é um OKAPI, que parece uma girafa de pescoço curto mascarada de zebra não sendo, no entanto, nem uma nem outra, embora seja aparentada com a primeira...Existe em escasso numero (cerca de 15.000)  na Republica Democrática do Congo...Muito embora fosse conhecido pelos egípcios antigos, só no século XX foi conhecido da Europa...Para além da decoração um tanto bizarra, o bicho ainda tem uma faculdade estranha: a maior parte da sua dieta é feita à base de produtos altamente venenosos para os humanos!
Não admira que alguns naturalistas o chamem de "fóssil vivo"!

IN EXTREMIS...


POEIRA DO TEMPO - (008)...

DA PRAIA A LISBOA EM 58 DIAS..



Colab. A.Mendes

CONHEÇA A CARNE QUE COMPRA - 01


Cada vez mais as chamadas "carnes-de-vaca" são mais caras pelo que, quanto mais se souber sobre elas, melhor, pois melhor aproveitamento se lhes pode dar com as economias inerentes...
Comecemos pelo LOMBO...É uma peça de carne que se encontra na zona lombar, entre as costelas. Muito suculenta e extremamente tenra...

MEDALHÕES DE LOMBO DE BOVINO - BRASIL (5+)

LOMBOS DE VITELÃO E DE BOVINO - HOLANDA

A VAZIA, é uma peça da parte exterior das costelas, de forma rectangular. Utilizada para bifes, assar e grelhar.

VAZIA DE BOVINO 5/6 - HOLANDA


VAZIA DE NOVILHO CHAROLÊS - FRANÇA


Fonte - Revista "Makro" - Continua...

UMA QUESTÃO DE BOM SENSO---


Demonstrando uma falta de sensibilidade tremenda, os pais dos alu nos muçulmanos das escolas de Antibes, França, exigiram a retirada da carne de porco das ementas das cantinas escolares...
O Presidente da Câmara, Jean Léonetti, recusou, liminarmente e enviou uma nota aos pais de todos os alunos explicando os seus pontos de vista...~
Aqui ficam algumas das passagens mais significativas dessa carta;
...É necessário que os muçulmanos compreendam que se devem adaptar à França, aos seus costumes. às suas tradições e ao seu modo de vida, pois foram eles que escolheram imigrar.
...É necessário que compreendam que é a eles que compete modificar o seu modo de vida e não aos franceses que tão generosamente os acolheram.
...É necessário que compreendam que os franceses não são xenófobos nem racistas e que aceitaram numerosos imigrantes muito antes da vinda de muçulmanos (aliás, a inversa não é verdadeira pois os países muçulmanos não aceitam estrangeiros no seu território).
...Aos muçulmanos a quem o laicismo incomoda e que não se sentem bem em França, eu faço notar que existem 57 magníficos países muçulmanos no mundo, a maior parte deles sub-povoados, e preparados para os receber de braços abertos e no respeito da chaira.
...Se abandonaram os seus países para vir para França e não para outro país muçulmano é porque concluíram que estariam melhor em França que em qualquer outro lugar.
...Devem colocar-se a questão, de uma  vez por todas:  porque razão é melhor estar em França do que nos locais de onde vieram?
...As cantinas-escolares com carne de porco talvez façam parte da resposta!

Colaboração
Valdemar
Pereira

POEIRA DO TEMPO - (007)...

RUA DE LISBOA
Que eu saiba, já se chamou Rua de D.Carlos, Rua Dr. Roberto Duarte Silva, Rua de Lisboa e não sei que mais...Também parece que, cada vez que a rebaptizam, pouco depois regressa a chamar-se de Lisboa pelo que talvez fosse aconselhável não mexer mais no assunto até porque pode alguém pensar que há razões escondidas  e quiçá, inconfessáveis, para estar sempre a bulir com a toponímia da mais célebre e bela artéria do Mindelo...
A rua foi citada no "post" anterior de Poeira do Tempo e tanto bastou  para que o amigo Joaquim Saial, o Djack, "menin' de ponta-de-praia" me inundasse a caixa de correio com fotos da Rua de Lisboa, algumas tão antigas como a própria rua...Tentei dar-lhe uma certa ordem cronológica que os amigos visionadores farão o obséquio de conferir, de acordo com os seus próprios critérios. Agora, bsôte fazê favor de matá sôdade de temp' de canequinha...








quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

BAR-RESTAURANTE ATLAS...


Por volta dos fins da II Grande Guerra (1939/1945) não havia no Mindelo, capital da Ilha de S.Vicente de Cabo Verde, um restaurante que merecesse esse nome, mas parecia haver já uma classe média capaz de frequentar tal tipo de estabelecimentos...Era esta, pelo menos, a convicção do meu pai, José de Azevedo, ourives e relojoeiro, que aí se tinha fixado com mulher e filhos, por volta do ano de 1941... 
Por essa altura, não estou certo se em consequència de um ataque de um submarino alemão ou por avaria, a tripulação de um navio de longo curso foi desembarcada e a maior parte recambiada por diversos meios aos seu países de origem, enquanto outros se foram deixando ficar. dedicando-se a diversas actividades...Entre estes, havia três italianos: o Giuseppe Micheloni, o Aste Agostini e o Antonio Conte. O primeiro, era cozinheiro, o segundo, chefe-de-mesa e o terceiro, criado de mesa...Estava traçado o destino e o nascimento do "Bar-Restaurante Atlas" assegurado, com uma sociedade destes três com o meu pai que, claro, entrou com o dinheiro que os outros não tinham - ou diziam não ter!
Tudo foi preparado com requinte, desde o balcão alto com tampo de zinco para o Bar, expositores, mesas e cadeiras, louça especialmente fabricada em Sacavem com a marca "Atlas", talheres de Guimarães como nome do restaurante cunhado, toalhas e guardanapos de algodão, música ambiente e até tinha um letreiro luminoso, engenhoca concebida e executada pelo Senhor Azevedo, graças ao mecanismo de um relógio-despertador, fios, lâmpadas e outros apetrechos que comandavam o acender e apagar das letras e/ou das palavras...um espectáculo nunca visto no Mindelo, enfim!
Graças a estes italianos que, ao fim de pouco tempo já falavam crioulo, aprendi a gostar de massa, de todos os tipos, a que eles chamavam "Pastaciutta" que, vim a saber mais tarde, é o  nome genérico que dão às massas com ou sem molhos, em Nápoles...
Micheloni acendia o fogo no enorme fogão de lenha às seis da manhã, pois o molho de tomate especial para a pasta Bolonhesa necessita de muitas horas de cozedura em fogo muito lento, para ficar deliciosamente aveludado...Assobiava e cantava todo o dia, com excepção da tarde em que a nossa cabra Clotilde, que nos fornecia o leite diário, lhe comeu o chapéu de palha que usava e de que se esquecera, em cima de um banco...
Antonio e Agostini serviam às mesas com uma eficiência e segurança magnificas, pratos arrojados que as pessoas não estavam habituadas a comer e a que, não raro, torciam o nariz...Lembro-me, especialmente, do almoço em que serviram bifes grelhados com vegetais salteados...Foi um escândalo, pois  nunca ninguém tinha jamais comido bifes com couves...Ainda se fosse arroz ou batatas fritas!
Enfim, foi uma aventura que não durou muito e deixou o meu pai de tanga, quando os três transalpinos, saudosos das suas "ragazzi" resolveram retornar à Itália...
O Bar-Restaurante Atlas, de que sobram, ainda, alguns pratos fechou as portas, o letreiro luminoso foi retirado e, pouso tempo depois, substituído pelo nome "Farmácia do Leão"...Já lá vão, creio, cerca de 63 anos!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

POEIRA DO TEMPO - (006)...


MINDELO - 1910
LOJA DE COMÉRCIO-GERAL

Este documento apareceu sem mais indicações, mas com comentários prévios que identificam o local uns, como sendo da antiga Loja Central, na esquina da Rua de Lisboa, frente ao Banco, outros, como sendo a Casa Miranda.
Eu quase que juro que se trata da primeira pois, eu próprio, trabalhei num pequeno escritório criado ao fundo, à esquerda, sendo o balcão e as prateleiras tal como ainda eram no meu tempo.
Ao que recordo, a Casa Miranda tinha um balcão corrido, de uma ponta à outra do estabelecimento e não em L, como o da foto.
Talvez algum dos nossos visitantes tenha uma palavra a dizer, quiçá para identificar os elegantíssimos balconistas...
De qualquer forma, trata-se de uma loja muito bem posta, com tudo muito arrumadinho e pessoal muito aprumado...Sobre o balcão, devidamente defendidos das  moscas, devia haver alguns dos petiscos da época...O que sería?
Colaboração
A.Mendes