sábado, 24 de janeiro de 2015

[7724] - INCOERÊNCIAS...


UM HOMEM DE DIREITA COM IDEIAS DE ESQUERDA, É UM TIPO SIMPÁTICO... UM HOMEM DE ESQUERDA COM IDEIAS DE DIREITA, É UM TIPO REPUGNANTE!
(George Wolinski)

Citado por Valdemar Pereira

[7723] - COSTA NO CONGRESSO DO PAICV...


Sabiam que  António Costa vai participar no Congresso do PAICV,   neste fim de semana?! 
Seria bom que questionassem o Costa sobre o que é que ele pensa da Regionalização...
 (José F. Lopes)...

O líder do Partido Socialista português, António Costa, é um dos convidados e já confirmou a presença no Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que acontece no próximo fim-de-semana. A informação foi avançada pela presidente do partido, Janira Hopffer Almada, que disse ainda ter enviado convite também ao Primeiro-ministro da Guiné Bissau, Domingos Simões Pereira.

Além de assistir, António Costa, recém-eleito líder do PS, deverá ler uma mensagem no Congresso. Já Domingos Simões Pereira, ainda não confirmou a sua presença no Conclave que marca o fim de 15 anos de liderança de José Maria Neves, que se manterá como Primeiro-ministro até o final da legislatura, ou seja, no primeiro semestre de 2016.

Ainda sobre o Congresso, sabe-se que Janira Hopffer Almada convidou o líder parlamentar tambarina e seu adversário derrotado nas directas de 14 de Dezembro, Felisberto Vieira, para ocupar a vice-presidência do partido. Filú, recorda-se, obteve cerca de 40% dos votos nessa disputa interna.

A nova presidente do PAICV também endereçou um convite a ministra da Saúde, Cristina Fontes Lima, para o cargo de presidente do Conselho Nacional, numa tentativa de “juntar” todas as forças e aproveitar as competências do partido. Nem Felisberto Vieira nem Cristina Fontes ainda não comentaram os convites e nem responderam ao repto da nova líder. (da Imprensa)

[7722] - FUTEBOL SOLIDÁRIO...


A Seleção Nacional irá defrontar Cabo Verde a 31 de março, num encontro particular cuja receita reverterá a favor das vítimas da erupção do vulcão da ilha do Fogo, que deixou cerca de 1.600 pessoas desalojadas e prejuízos superiores a 45 milhões de euros. Ao que foi possível saber, o encontro, acertado diretamente entre os presidentes das duas federações, Fernando Gomes e Mário Semedo, terá lugar na zona da Grande Lisboa, embora ainda não esteja definido em que estádio. A última vez que as duas equipas se defrontaram foi em maio de 2010, na Covilhã, em partida que terminou com um nulo.

A partida surgirá dois dias depois do importante encontro em casa com a Sérvia, a contar para a qualificação do Euro’2016. Portugal é segundo do Grupo I, com seis pontos em três jogos, atrás da Dinamarca, que tem sete pontos em quatro partidas. (in Record).

[7721] - SOLIDARIEDADE...


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[7720] - ENCRUZILHADAS...

Dos confins do Tibete às areias da ilha...
(Colab. José F. Lopes)

[7719] - PARA QUE CONSTE...

Nota - Cremos haver um engano na data...

[7718] - CRÓNICAS DESAFORADAS...


A propósito da referencia feita no blogue "Esquina do Tempo", de Brito-Semedo,  à cerimónia do lançamento do livro de João Branco, em S. Vicente, o amigo Adriano Miranda Lima comentou:

Excelente, excelente apresentação do Brito Semedo, um cidadão igual a si próprio em tudo o que faz ou em tudo em que se posiciona ou se manifesta: senhor da verdade e do afrontamento de peito descoberto quando a vê atropelada ou mascarada, enfim, um mindelense que “não leva  desaforo para casa”, como tantas vezes no-lo tem demonstrado neste blogue. Diria que o(s) apresentador(es) não podiam ter sido mais judiciosamente  escolhidos, um e outro em sincera sintonia psicológica com o autor, esse outro mindelense,  que é um “cabo-verdiano de sinal contrário, porque era o que queria ficar apesar de poder partir”- o João Branco. 
Mesmo sem  ler ainda o livro, o prevejo excelente, porque verdadeiro e certeiro no “desaforo” das suas denúncias. Basta atentar nos pequenos excertos recortados pelo Brito Semedo para crer que as “Crónicas Desaforadas” têm de mexer com as nossas consciências adormecidas ou convenientemente anestesiadas perante certa realidade que nos devia interpelar e incomodar. É imperativo que mexam, que nos sacudam violentamente! É que estas crónicas são um alerta bem vindo e um despertador cujas cordas têm de ser continuamente rodadas para que a campainha não cesse de retinir enquanto não acordarmos da nossa letargia.  A Praça Nova, um dos excertos mencionados, é bem uma evidência, porventura a mais paradigmática, do estado de degradação da sociedade mindelense.  É uma evidência que choca mais ainda porque ela é hoje um indesejável proscénio das nossas misérias e das nossas dores quando antes o era das nossas momentâneas alegrias e presumidas vaidades. Hoje,  os mindelenses que podiam (re)agir passam e fingem que nada vêem, nada mesmo, a caminho do seu conforto doméstico, dos seus whiskeys velhos e dos seus almoços.  É esta a sociedade que nos trouxe a independência política? É para isso que tantos sonharam?
Recorto estas palavras aqui ditas: “Por alguma razão uma criatura como o João Vário faz hoje tanta falta a Cabo Verde”. Sim, o João Vário, aquele  que foi proscrito porque sentiu a tensão existencial que lhe permitia lobrigar o que os seus pares não viam, que tinha essa visão de medianeiro entre a consciência individual e a universal. Conforta-me pensar que o João Vário possa estar latente na nossa consciência e que o sinal que dão mindelenses como o João Branco, o Brito Semedo e outros possa ser o tão necessário catalisador da “revolução” que urge empreender nos espíritos das gentes da nossa querida ilha do Mindelo.

Um bem-haja  a todos!    

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[7717] - CABO VERDE - 40 ANOS DE INDEPENDENCIA...

JOSÉ FORTES LOPES
1ª Parte- Quando o Cabo Verde moderno renasceu em S. Vicente 

Com este artigo dou o início a uma série de artigos alusivos aos 40 da Independência de Cabo Verde. Como não podia deixar de ser, nos dois primeiros artigos faço referências à história de Cabo Verde e contextualizo o papel de S. Vicente na sua geração e formação, num momento em que a insurgência de um certo fundamentalismo tenta reescrever a História à sua maneira, conveniência e interesse. Cabo Verde é hoje um Livro Branco, um repositório de todas as narrativas falaciosas, lendas para consumo local, e especulações diversas para justificar opções políticas e económicas passadas actuais e futuras. Para que a narrativa se cole aos novos tempos e às novas vontades, revelam-se ao público ‘épaté’, atónito, descrições de alegadas epopeias gloriosas, combates épicos com as forças coloniais, focos de resistência, etc, tudo isso, imaginem, em solo cabo-verdiano. É claro que neste glorioso cenário, centenas de novos heróis fazem-se luz, impõem-se e recompensam-se: um punhado de combatentes engendra centenas de outros, e toda a clientela que gravita à volta, qual o milagre da multiplicação dos pães e peixes. É claro que tudo isto tem implicações financeiras: é suportado pelo magro erário público cabo-verdiano, ele mesmo dependente da ajuda externa. Como escrevi em tempos estamos na era do conhecimento e da informação, e simultaneamente na era de uma grande desorientação social, política, religiosa e ideológica. Aquilo que era ontem uma verdade quase absoluta parece tornar-se uma inverdade amanhã, com um simples ‘clickar’. 
Assim não agradará a alguns, mas é um facto que a ilha de S. Vicente, mais propriamente na cidade do Mindelo, graças a um histórico concurso de circunstâncias e a conjugação de factores externos e endógenos, jogou um papel fundamental na génese do Cabo Verde moderno, na passagem à modernidade, após o que foi considerado uma longa noite colonial, quando o arquipélago deixou de ter a importância estratégica no seio do império português e mergulhou no marasmo. É ainda nesta cidade que se criam as condições políticas em 1974 para a existência do Cabo Verde que se conhece hoje, ou seja, um país independente, uma situação criada por um evento inesperado, extraordinário, que foi o 25 de Abril. Se houve luta política e social no arquipélago, no período colonial recente, antes do 25 de Abril, ela ocorreu essencialmente em S. Vicente, a ilha onde, entre outros, os cabo-verdianos ‘aprendiam a ser gente’, cultivavam-se através do acesso à cultura e melhor se inteiravam do que se passava mundo, transformando-se, assim,  em cidadãos cabo-verdianos. E não podia ser de outra maneira, pois tirando os dois principais burgos do arquipélago, Mindelo e Praia, o resto de Cabo Verde ‘era paisagem’, a tal ‘pasmaceira’, com inúmeras localidades/aldeias abandonadas a elas mesmas. Inclusivamente acredita-se que uma parte da consciencialização política e cidadã de Amilcar Cabral (e de vários dirigentes de Cabo Verde) foi adquirida na cidade do Mindelo, numa altura da sua formação liceal e humana (anos 30), onde aí fervilhavam actividades intelectuais e socio-culturais. Lá porque esta ilha/cidade hoje nem sombra do seu glorioso passado é, pretender rebaixar o seu papel na História moderna/contemporânea de Cabo Verde e valorizar artificialmente outros, não fica bem. 
 Foi precisamente em S. Vicente, nos meados do século XIX, que dava à luz o novo Cabo Verde e surgia um autêntico homem novo cabo-verdiano, que rompia com a vida rural, semi-feudal do fim da escravatura, para abraçar uma vida urbana livre, sob impulso do capitalismo mercantilista britânico, que estabeleceu os seus arraiais em torno da Baia do Porto Grande, com o intuito de controlar para o seu império, a importante rota do Atlântico Médio, que já tinha sido exclusiva do império português. 
S. Vicente encarnava para o cabo-verdiano, fechado no horizonte montanhoso da sua ilha natal, um El Dorado, a liberdade, o trabalho, o mundo e sobretudo a perspectiva da emigração. A conjugação da massa crítica social, a existência do porto associado à atractividade que exercia a presença britânica no mesmo, e as condições socioeconómicas liberais assim proporcionadas forjaram na ilha um espírito de abertura ao mundo e uma identidade peculiar. Esta identidade nascida do urbanismo, e a industrialização, seria o molde, o substrato para a identidade cabo-verdiana moderna, que iria, como estudiosos defendem, potenciar as aspirações para a formação da nação Cabo Verdiana do século XX e mesmo o estado independente.
Sobre este ponto, a relação entre a identidade cabo-verdiana moderna e a cidade do Mindelo, Ondina Ferreira (1)  escreve: Aproveitaria esta oportunidade para transcrever excertos de um texto que retirei do “blogue” «Arrozcatum» de Zito Azevedo “ (…) “na segunda metade do séc. XIX, Mindelo torna-se um pólo de atracção para camponeses sem terra, que fogem da fome e da miséria, para famílias de importantes proprietários agrícolas ou comerciantes que aqui encontram melhores oportunidades de negócio e também para aqueles que, por serem mais escolarizados, podem encontrar bons empregos na Administração e Serviços. Vêm principalmente das ilhas de Santo Antão e São Nicolau, mas ao longo dos tempos é todo o arquipélago que aqui se cruza. No dizer de Onésimo Silveira, S. Vicente é a única ilha povoada por cabo-verdianos.”In: «Arrozcatum» blogspot.com, Zito Azevedo, “A Formação da Sociedade Mindelense“. Esta asserção a negritos da tese de Onésimo Silveira – e é aí que a transcrição tem sentido para este escrito – relativamente ao povoamento inicial da ilha de S. Vicente, com algumas tentativas conhecidas a partir do século XVIII, vem ao encontro da tese da identidade já completamente formada, cujos sujeitos povoadores, vindos de outras ilhas, maioritariamente, de Santo Antão e de S. Nicolau aportaram a S. Vicente – a última a ser povoada – O que só exalta o papel do mestiço, isto é, do filho das ilhas que pôde inclusivamente, povoar uma das ilhas do arquipélago cabo-verdiano. Adriano Lima acrescenta interrogações pertinentes sobre esta temática: para quê tanta preocupação com a nossa questão identitária?. O povoamento da ilha de S. Vicente gerou um cabo-verdiano liberto de complexos étnicos e culturais e é por isso que a mentalidade e as inclinações idiossincráticas do homem do Mindelo são as mesmas, sem distinção de cor de pele ou estrato social ou cultural. Não é que eu queira fazer a apologia do perfil humano do mindelense, até porque a sua mentalidade tem aspectos passíveis de censura, mas se há processo de mestiçagem a merecer curiosidade histórica é o que ocorreu em S. Vicente. E note-se que o processo não se circunscreveu à ilha do Porto Grande, propagou-se e influenciou o cabo-verdiano de outras ilhas, momente no Grupo Barlavento, e é isso que os “ascentralistas” não aceitam por denegar os pressupostos da sua  abordagem política do tema". 
Com a independência, nasce um novo paradigma baseado na ideologia reinante dos anos 60/70. A visão de desenvolvimento que imperava então, era a revolucionária e justicialista, eivada de um certo maniqueísmo, que consistia na ruptura com o passado, uma tentativa de mudar o mundo e libertar os Homens corrompidos espiritualmente pelo colonialismo. Na realidade, segundo os ideólogos, os países recém-nascidos da descolonização deviam fazer uma ruptura com o passado colonial, mudar 180º o rumo, marginalizar aquilo que os colonialistas privilegiaram e priorizar aquilo que foi marginalizado e oprimido, numa tentativa de vingar as injustiças, e de extirpar as sequelas do colonialismo. Uma tal política, segundo eles, libertaria definitivamente o país, ao romper com o passado. O drama destas teses, bem-intencionadas, em que se tenta aplicar a justiça linearmente e mecanicamente, é que os seus resultados podem ter efeitos contraproducentes ou nefastos. Acontece que, segundo alguns ideólogos fundamentalistas, S. Vicente, pela forte presença ocidental e colonial, era precisamente a ilha filha legítima do colonialismo, a sua aliada dilecta. Opções tomadas num prisma  exclusivamente ideológico, como aconteceu em 1975,  não poderiam, pois, eleger, logo à partida, a ilha como motor do desenvolvimento de Cabo Verde, e redundariam a longo prazo no nivelamento por baixo do arquipélago e na queda vertiginosa da ilha. Onde tudo ficou mais complicado é que na ausência de projecto credível para Cabo Verde, o investimento no interior do país não se saldou no desenvolvimento da agricultura que pudesse gerar uma auto-suficiência alimentar e uma nova economia. Sem agricultura, indústria e turismo, não havia motores de desenvolvimento, as perspectivas para o país tornaram-se sombrias: sem fonte de receitas, Cabo Verde transformava-se num eterno assistido da comunidade internacional. 
Janeiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[7716] - ERA UMA VEZ, ANGOLA - (48)...


Permitam-me, entretanto, fazer aqui um pequeno desvio do percurso narrativo, par recordar esse feliz acontecimento que foi o mais que casual reencontro com o Administrador Estaca...
Era um homem de forte compleição física ou não tivesse jogado "rugby" quando estudante de Direito na Universidade de Coimbra, onde não passou, no entanto, do terceiro ano... Transitado para o Instituto de Ciências Sociais e Politica Ultramarina, daí saiu com os galões de Chefe-de-Posto com emprego desde logo garantido em Angola...Quanto cheguei a Cazombo, sede da Circunscrição Administrativa do Alto Zambeze, em 1957, já ele era Administrador de Circunscrição há 10 anos, fustigado por uma média de um processo disciplinar por ano, graças à sua visão da política ultramarina um pouco desviada dos manuais...Segundo afirmava, Luanda e Lisboa, jamais permitiriam que ele viesse a ser Administrador de Concelho o que o condenava, desde logo, a uma vida profissional deambulando pelas Circunscrições do interior profundo daquele território imenso, as mais afastadas dos grandes centros populacionais, como as capitais de Província e de Distrito. Mais de três anos de convívio profissional e social cimentaram uma amizade que muito me envaidecia, pois o Administrador Estaca, que tinha idade para ser meu pai e era o meu mais alto superior hierárquico, nunca me tratou com sobranceria ou desrespeito e, segundo consegui saber, tecia-me os maiores louvores nas Informações Anuais remetidas à Sede da Província, em Vila Luso, hoje, Moxico...
Despedira-me dele com aquele aperto no coração que nos agride quando estamos na iminência de uma separação dolorosa, por isso, rejubilei quando, numa tarde quente e húmida de Julho, de 1965 (?) recebi um telegrama, de bordo de um paquete da Companhia Colonial de Navegação (não me lembro qual...), assinado por Marques Estaca que dizia, mais ou menos isto: "Estou a bordo...Passarei amanhã...Gostaria de vê-lo..." 
Todo o mundo já sabia que o paquete da linha de Angola ia aportar ao Porto Grande com um pequena avaria mas, nunca me teria passado pela cabeça que o Administrador Estaca estivesse a bordo...
Fui dos primeiros a subir a escada de portaló no alto da qual o meu amigo me esperava, de braços abertos e o mais rasgado sorriso no rosto de pele curtida pelo inclemente sol de Angola que eu, durante alguns anos, havia partilhado com ele, num passado não muito distante...
Quando, em 1977 , me recambiaram para Portugal, ainda tentei localizar o Administrador Estaca, sem sucesso e, só há meia dúzia de meses consegui uma informação que me colocou em contacto com a sua residência, em Lisboa...Atendeu-me um irmão com a noticia de que o José Eduardo já falecera há muito, em 2005... Com um agradecimento em surdina, desliguei o telefone, enquanto uma lágrima furtiva me rolava pela face...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

[7715] - SINALEIRO, PRECISA-SE...


[7714] - DE CABEÇA PERDIDA...




CABO VERDE - 1908

QUE CABEÇA PARA ESTE CORPO?!

(Colab. A.Mendes)

[7713] - R E C A D O ....


Meus queridos amigos, o blogue Coral Vermelho, da Ondina Ferreira, é um espaço onde a autora publica de onde em onde o seu pensamento sobre a situação social e política cabo-verdiana. Não é um blogue de grande frequência e prolixidade editorial, pelo que não dá muito trabalho comentar o que nele se publica. De resto, o que nele se publica tem qualidade e aborda assuntos momentosos ou temáticos, o que justifica que se comente, tanto mais que a autora é pessoa que intervém frequentemente no ARROZCATUM e merece, por isso, a nossa solidariedade. Desde que, há 2 meses, descobri o blogue, tenho comentado, mas seria bom que não fosse o único.
Não me levem a mal a lembrança.
Rijo abraço
ADRIANO M. LIMA

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

[7712] - ERA UMA VEZ, ANGOLA - (47)...


Claro que o aparecimento daquela malta, em cuecas, acabou por atrasar a nossa partida: há sempre mais uma palavra, mais um abraço, mais uma recomendação...Tudo isto torna a separação mais dolorosa, antecipa as saudades e coloca-nos um nó na garganta enquanto intimamente nos interrogamos porque razão, afinal, vamos partir, se tanto nos agradaria ficar!
Infelizmente, a vida é feita de pequenas e grandes renuncias e creio que faz parte da construção do nosso "eu" integral essa faculdade de nos darmos à vida com o equilíbrio, nem sempre fácil, entre o sonho e a realidade, entre o desejo e a obrigação entre o lazer e a profissão...Os muitos quilómetros que percorremos na primeira etapa da minha viagem para um novo desconhecido, no mais completo silêncio, denunciavam isso mesmo: o turbilhão de dúvidas que, qual rio caudaloso, me inundava a mente e me corroía as entranhas numa espécie de remorso por ter deixado para trás um punhado de pessoas com quem tinha partilhado as minhas emoções durante tempos inolvidáveis, mas que eu sabia que jamais haveria de rever...
Estava, porem, enganado pois, escassos anos mais tarde, já de regresso ao Mindelo, quis o destino que eu voltasse a estar com com o meu Administrador e amigo, José Eduardo Marques Estaca, infelizmente já falecido...Foi uma feliz coincidência que oportunamente relatarei...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

[7711] - REGRESSO...

Apenas umas linhas para dar conta do contentamento da família pelo regresso de Maiúca a casa...
Debeladas as causas do seu último internamento vamos, agora, prosseguir o processo de físio-terapia que lhe devolva a mobilidade afectada pela fractura do fémur e o seu pleno ingresso nas tarefas do dia-a-dia...
Uma vez mais aqui desejamos deixar expressa a nossa gratidão pelas muitas provas de carinho e palavras de incentivo com que os nossos amigos nos brindaram ao longo destas penosas semanas de dor e sofrimento...Que a saúde e a paz vos acompanhe a todos!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

[7708] - BOLETIM CLINICO...

PACIENTE:
Maria do Carmo Feijóo Leitão de Azevedo
PATOLOGIA:
Fractura do úmero direito e colo do fémur esquerdo...
Infecção urinária com agravamento da função renal por desidratação generalizada...
ESTADO GERAL:
Infecção urinária estabilizada e função renal em recuperação assinalável pelo  nivelamento dos teores de potássio...Primeiros exercícios de físio-terapia com resposta positiva dos tecidos musculares...
GENERALIDADES: 
Recuperação do apetite, nivelamento da tensão arterial e valores aceitáveis da glicémia, sem necessidade de recurso à insulina...
NOTA FINAL:
Maiúca agradece a quantos - e são bastantes,  graças a Deus! - têm dado testemunho do seu carinho e preocupação pelo seu estado de saúde...
A Gerência, claro está, faz-se eco de tais agradecimentos por todas as razões e mais uma...BEM HAJAM!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[7707] - ASSALTO ÀS TRÊS DA TARDE - CENA II ...


Estávamos, esta tarde, no Amadora-Sintra, de visita à Maiúca, quando meu irmão se lembrou que, tendo eu Via-Verde, poderia ver na minha conta se o desaparecido Saxo havia transitado por alguma portagem o que, eventualmente, facilitaria as buscas...
Em vez de consultar a conta, resolvi telefonar à P.J. e dei ao graduado de serviço o número do meu identificador da Via Verde, "para os devidos efeitos"...Perguntou-me, de volta, o meu nome o numero de matricula da viatura e, à minha resposta, comentou: "Esteja descansado porque o seu carro já apareceu!"...Explodi de contentamento!
Passada a primeira emoção fiquei a saber que o meu velho Saxo havia sido encontrado, nas imediações do assalto ao Banco, cerca de 48 horas depois dos acontecimentos do dia 31.12.2014 e parecia em perfeitas condições, mas que só me será entregue na próxima segunda-feira, pois vai ser necessário fazer peritagens em busca de indícios encriminatórios, etc e tal...Do mal, o menos, claro!
Ultrapassado o susto e sofrida a dor da perda, começa o ano com algo de positivo que, e desejo-o ardentemente, se venha a provar premonitório... 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

[7706] - ASSALTO ÀS TRÊS DA TARDE...


Várias vezes, nestas últimas semanas, tenho dado comigo a conferir os meus actos, atitudes e pensamentos mais ou menos recentes, na vã convicção de encontrar o porquê dos sucessivos malefícios que têm infernizado a vida da minha família, fruto das infelicidades de saúde da Maiúca...
Ontem, cerca das três da tarde, tinha estacionado o carro frente a uma pequena retrosaria, na chamada Rua Sete, de Queluz, onde costumo abastecer-me daqueles bons lenços de bolso da marca Poker, que uso há mais de sessenta anos...
Para desanuviar um pouco o excesso de calor provocado pelo aquecimentos do carro, abri o vidro e, segundos depois, senti - mais do que ouvi - uma voz que segredava ao meu ouvido esquerdo: "Isto é um assalto...Sai do carro, devagar e deixa as chaves no lugar"...De soslaio, vislumbrei um fulano de tez morena, de  faces regulares, impecavelmente barbeadas, gorro e luvas e que, agachado contra o carro, me apontava uma arma de fogo à têmpora esquerda...Consegui manter a calma e protelar o mais possível a saída do carro, na esperança que  a passagem de alguém colocasse o assaltante em fuga, sem êxito, no entanto, pois a rua mantinha-se deserta como se tudo tivesse sido previamente preparado...Em menos de dois  minutos - calculo - fiquei apeado...O 112 levou outro minuto, ou mais, a atender a minha chamada e a Policia levou mais dois a chegar ao pé de mim mas mandou-me esperar e seguiu caminho em grande alarido pois, como depois vim a saber, o "meu" assaltante servira-se do meu Saxo, entretanto,  para novo assalto, deste vez, a um balcão do Banco BCP, frente à Estação da CP de Queluz...
Continuo, pois, alimentando a dolorosa dúvida sobre que mal terei eu feito aos deuses...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

[7704] - NAS GARRAS DO DESTINO...


CABO-VERDIANOS "PRISIONEIROS" EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, O ESPINHO CRAVADO NA MEMÓRIA DE TRÊS NAÇÕES: ACHEGAS PARA A HISTÓRIA DE UM DRAMA HUMANO AINDA EM CURSO


Todos os países têm alguns fantasmas no armário. Portugal, para não fugir à regra, possui uns quantos. Um deles é objecto desta crónica: a presença "forçada" de cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe, para onde foram trabalhar nas roças , de modo voluntário ou imposto, em tempo colonial e de onde nunca mais conseguiram regressar à sua terra, por falta de meios económicos para o poderem fazer. É claro que Cabo Verde e São Tomé e Príncipe independentes também passaram a ter culpas no cartório dessa desgraça, ambos os países por dever moral: de cidadania e solidariedade nacional, o primeiro; por ter de algum modo usufruído para o seu desenvolvimento de mão-de-obra externa quase escrava, o segundo. Mas não se trata aqui de fazer acusações ou exigências que contudo devem constituir preocupação "rápida" dos três países, em conjunto ou ajudados por outros ou por instituições internacionais, nesse desiderato de devolver à terra que os viu nascer ou aos seus pais, largo número de homens e mulheres que se sentem estrangeiros e de facto o são numa terra que não é a sua, mesmo que ali tenham residido por décadas. Não pretendemos fazer o historial dessa odisseia de gente cabo-verdiana trasladada das respectivas ilhas para uma outra, rica em cacau e café, onde mourejaram a troco de ordenados de miséria e onde o pouco que lhes restava era obrigatoriamente gasto nos armazéns dos senhores das roças, mas tão só darmos conhecimento de meia dúzia de factos esparsos que podem constituir ajuda aos que fazem a história dessa triste saga de consequências ainda hoje não resolvidas.
Em 1914, o ministro das Colónias, tenente-coronel Lisboa de Lima  fazia uma proposta de lei estabelecendo que as ilhas de São Tomé e Príncipe pagariam uma subvenção anual a Angola, Moçambique e Cabo Verde, de modo a terem o direito de ali recrutar colonos . Só esta pequena nota dá para entender que ir dos citados territórios trabalhar para São Tomé não era coisa inocente e que desde início era decidida em Lisboa mas com ramificações nos governos dos diversos espaços coloniais que do negócio acabavam por beneficiar.
74 "serviçais" foram contratados em Cabo Verde, "para servirem em São Tomé", em Fevereiro de 1916. Mas acontece que idêntico número foi repatriado para o arquipélago de origem, "por terem concluído o prazo da sua prestação de serviço" . Vê-se assim que, pelo menos nesta altura, havia uma certa consideração pelos ditos serviçais e que estes não eram totalmente abandonados à sua sorte, findo o contrato de trabalho. 
Mas os interesses relacionados com a ida de cabo-verdianos para São Tomé eram ainda mais profundos e podiam ser também encontrados na administração intermédia local. Indica-o uma irónica entrevista feita em 1924 pelo correspondente de A Alvorada (New Bedford, EUA), a Mário Alfama de Melo "na qualidade de homem conhecedor dos diversos ramos de serviço público" . Questionado sobre se sabia se na Repartição Marítima da Praia era permitido cobrar alguma importância por cada serviçal que embarcava para São Tomé e Príncipe ou mais portos do sul e qual era a lei reguladora do caso, Alfama respondeu: "Segundo o parágrafo 2.º do artigo 49.º do Regulamento Geral do trabalho dos indígenas, Decreto n.º 951 de 14 de Outubro de 1914, é devida à autoridade marítima no porto da Praia, a quantia de $50 por cada serviçal que embarcar para fora da colónia, visto a referida autoridade conferir uma guia na qual vão mencionados os respectivos nomes, aos serviçais, documento que legalmente é passado em substituição do passaporte para evitar dificuldades aos emigrantes." Tentando aprofundar a questão, o dito correspondente pergunta-lhe em seguida: "A referida importância é emolumento pessoal do Patrão-mor?" É então que Melo se desdobra em ataques aos "homens da Fazenda", a quem chama parasitas e diz que "entendem por uma questão de ódio, inveja e malvadez, que tal emolumento não é pessoal, direito estabelecido por uma lei geral extensiva a mais de uma colónia que não pode ser alterada a não ser pelo Governo central", em virtude de várias disposições que entretanto enumera. Enfim, a entrevista é algo confusa mas dá para perceber que havia forças de poder antagónicas, na obtenção dos ditos emolumentos, ambicionados para várias entidades locais, pelo menos o Patrão-mor e a organização que administrava os impostos.
Uma década mais tarde, em 1935, outra notícia dá-nos conta do interesse que então haveria em fixar os serviçais cabo-verdianos em São Tomé. Era ela proveniente da Comissão Central de Trabalho e Emigração do Ministério das Colónias que se estava a ocupar do recrutamento de trabalhadores para São Tomé e Príncipe e da possibilidade de se estabelecerem definitivamente nesse arquipélago famílias recrutadas em Cabo Verde, Angola e Moçambique. Vemos assim uma inflexão relativamente à ideia acima descrita, de repatriação em final de contrato – que aparentemente se tornaria vitalício…  Esta prática continua a surgir em anos subsequentes, através de organismos como a Junta Central de Trabalho , o que demonstra não só a contínua necessidade de mão-de-obra no arquipélago do Equador como a persistência do Governo português em a assegurar. 
Demonstrando alguma oscilação nas políticas de reenvio de trabalhadores africanos às suas origens, em meados de 1947, o ministro das Colónias, perante agricultores, industriais e comerciantes de São Tomé, decide que sairão dali nada menos que 18.000 serviçais de Angola e Moçambique, substituídos por igual número de pessoas dessas colónias e também de Cabo Verde. Previa-se de igual modo que em breve seguiriam para Cabinda 1000 trabalhadores cabo-verdianos . Nesse mesmo ano anunciava-se também que por Agosto e Setembro tinham ido para São Tomé 2770 indivíduos, dos quais 782 homens, 1373 mulheres e 615 crianças, grande parte constituindo famílias completas que ali se iam fixar .
Na dobragem de 1952 para 53, nos vapores "Sofala" e no "São Tomé" regressaram a Cabo Verde, Angola e Moçambique cerca de 900 trabalhadores, logo substituídos por 1077 apenas de Cabo Verde que seguiram no "Moçâmedes" para São Tomé. Era já uma época de dificuldades de recrutamento e de diminuição da produção de cacau que de 12.000 toneladas em 1930 decaíra para escassas 7617 em 1950 e subira ligeiramente para 8536 em 1953 .
Em 1970, em plena guerra colonial, e por altura da visita do Presidente Américo Thomaz a São Tomé e Príncipe, o jornal americano de língua portuguesa que temos vindo a consultar exaustivamente falava dos forros, tongas, angolares e crioulos, a propósito da situação social no arquipélago. Dizia-se ali que a população flutuante era "fundamentalmente constituída nos últimos anos por trabalhadores contratados em Cabo Verde" e que estes tinham conseguido, muitas vezes, interessar a grande massa da população nativa, os forros, nos trabalhos agrícolas, levando-a a integrar-se na civilização que os Portugueses trouxeram à África… "À noite nas roças, o cabo-verdiano que trabalha em São Tomé pega no violão e recorda a ilha de onde se afastou por alguns anos, para amealhar dinheiro… " Para sempre, infelizmente, em muitos casos, dizemos nós e os que ainda por lá sobrevivem, conforme podem… 


Joaquim Saial – mindelosempre@gmail.com


  Por volta dos meados dos anos 60 havia uma expressão muito vulgarizada em Cabo Verde que era "Bô ta sabe ness roça" que se dizia a quem estava feliz, satisfeito. É claro que a mesma se referia ao facto de que estar numa roça em São Tomé e Príncipe, com alimento certo, ainda que com reduzido vencimento, era bem melhor que vegetar em Cabo Verde sem emprego e a morrer de fome. 
  Engenheiro e docente da Escola Superior Colonial, faleceu em 1935.
  O Luso, Honolulu, EUA, 11.07.1914, p. 1.
  O Lavrador Português, Tulare, Cal. EUA, 08.07.1916.
 A Alvorada, New Bedford, EUA, 29.04.1924, p. 5.
  Diário de Notícias, New Bedford, EUA, 23.04.1935, p. 4.
  Diário de Notícias, New Bedford, EUA, 30.01.1936, p. 2.
  Diário de Notícias, New Bedford, EUA, 03.06.1947, p. 3. Ainda hoje há cerca de 50.000 cabo-verdianos em Angola, espalhados pelas províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Cuanza Sul, Cabinda e Bengo.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=3030944, visto em 15.12.2014.
  Diário de Notícias, New Bedford, EUA, 27.09.1947, p. 4.

[7703] - O FIM DA PICADA...

ULTIMA HORA:

Este ano, em Portugal, não houve Natal: 
O Espírito Santo faliu,
O José está preso
e o Jesus foi eliminado!...

(Djibla)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[7702] - SUSPENSA AJUDA NO FOGO...




Cesar Brutus " Carlos França
Era muito importante que as autoridades de Cabo Verde explicassem á população da Ilha do Fogo e ao país em geral, porque dispensaram a ajuda dos Marinheiros e Fuzileiros portugueses...Segundo estes, foram embora sem que a sua missão de ajuda humanitária ás populações da Ilha do Vulcão fosse completada na integra. Segundo os mesmos, podiam ter ajudado muito mais... A população precisava de muito mais apoio e de ajuda.Os mesmos marinheiros não entenderam o porquê da sua dispensa depois do que visualizaram no terreno. Pessoas com fome, sem casa, sem abrigos e sem comida, ficaram á sua sorte. Segundo os mesmos, as provisões oferecidas por Portugal ficaram dentro de um armazem, assim como as WC móveis e muito material, á guarda da Proteção Civil de Cabo Verde, ali na Ilha.
Depois de falar cerca de 5 horas com dezenas de marinheiros que passearam e jantaram na Cidade da Praia, segundo estes, a Marinha portuguesa vinha preparada para oferecer 200 refeições quentes por dia, durante um mês. Qual o seu espanto quando receberam ordens do Sr.Almirante para regressarem a Portugal. Ontem, á noite, depois de confraternizar com cerca de 50 marinheiros e Fuzileiros Navais, alguns choraram mesmo, pois sairam de Cabo Verde tristes por não ajudarem as populações sofredoras da Ilha do Fogo como mereciam.
Ainda hoje, o Presidente da Proteção Civil, no terreno, afirmou ás Rádios Nacionais,que provavelmente, teriam que evacuar perto de 2000 pessoas, entre elas dificientes motores, grávidas, crianças e pessoas de idade muito avançada.. .Disse, ainda,que as autoridades caboverdeanas estavam bem preparadas para o pior dos acontecimentos, caso venha a ocorrer. Será que têm essa preparação? Que meios têm para evacuar essas pessoas, em caso de urgência ?
Fica a pergunta no ar: quem dispensou os militares portugueses afirmando que já não faziam falta no terreno?
Confirma-se ?

- Este comentário apareceu a 10 de Dezembro, no Facebook...Despois, silêncio sepulcral!

[7701] - BOAS FESTAS...


[7700] - A DICA DA ÉPOCA...


Habitualmente, para se demolhar bacalhau, colocamo-lo em água corrente para retirar o excesso de sal e, posteriormente, num recipiente com água fria, com a pele voltada para cima, mudando a água de 6 em 6 horas. Consoante a dimensão do peixe, a demolha pode durar entre 24 e 48 horas

Mas e se tivermos pressa para demolhar o bacalhau? Basta demolha-lo,  durante uns minutos, em leite a ferver.

[7699] - ENCANTAMENTO...






Escolhas de Adriano M. Lima

domingo, 21 de dezembro de 2014

[7698] - IMPRUDENCIAS...

DEVAGAR...


QUE TENHO PRESSA!

Tks. Tuta Azevedo

[7697] - FOCAS NO PORTO GRANDE...


Há uns tempos publicámos esta estampa, que suscita algumas interrogações, nomeadamente, no nome do ilheu à direita da imagem...
O amigo A.Mendes lembrou-se de pedir ajuda ao Instituto de Investigação Científica Tropical e obteve a seguinte resposta que, porventura, não será definitiva mas lança alguma luz sobre o assunto:
"A referência enviada (legendas em flamengo) não faz parte dos fundos do AHU, apesar de na legenda da obra de Luis Silveira, assim aparecer.  Após consulta a um documento semelhante (legendas em inglês), informamos que o ilhéu em causa aparece designado como “The Monck Stone” (Monk Stone =A Pedra do Monge???), semelhante à designação do documento com legendagem em flamengo, apenas com alterações para a grafia da palavra “Stone”. No entanto, ao tentar obter o significado para Monck em alemão (e não em flamengo), pois a grafia de “monge” em inglês escreve-se “monk” e não “monck”, descobri que se pode tratar de uma espécie de foca referenciada como foca mediterrânica (link sobre a espécie em baixo) que pode aparecer no Oceano Atlântico, nomeadamente no arquipélago de cabo Verde. Esta versão parece-me mais aceitável.

Espero que a nossa informação o ajude na prossecução das suas investigações. Sempre ao dispor.

http://en.wikipedia.org/wiki/Mediterranean_monk_seal

Com os melhores cumprimentos,

Branca Moriés
Branca.mories@iict.pt

cdi@iict.pt"


sábado, 20 de dezembro de 2014

[7596] - QUEM NÃOTEM CÃO...


QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO...

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, adulterou-se. Inicialmente dizia-se quem não tem cão caça como gato, ou seja, esgueirando-se, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

[7595] - SOLIDARIEDADE...


AFRICAN UNION

Description: logo

UNION AFRICAINE

UNIÃO AFRICANA
Addis Ababa, Ethiopia   P. O. Box 3243 Telephone: +251 11 551 7700 / +251 11 518 25 58/ Ext 2558
website: www.au.int

DIRECTORATE OF INFORMATION AND COMMUNICATION

Press Release Nº 367/2014

AUC Chairperson’s Message of Solidarity to Cape Verde following Volcanic Eruption

Addis Ababa, Ethiopia – 15 December 2014: African Union Commission Chairperson H.E. Dr. Nkosazana Dlamini Zuma has announced a donation of USD 100,000.00 in support of, and in solidarity the Government and people of Cape Verde, following the volcanic eruption that took place on 23 November 2014 in Fogo Island, in Cape Verde.
The eruption is reported to have destroyed communities, buildings including a primary school, a hotel, crops and livestock. It has also caused people to evacuate and have been relocated in temporary housing centers, while others are at risk of displacement.
The Government of Cape Verde declared a state of emergency on 25 November and appealed for international assistance.
The Chairperson is encouraged by the humanitarian responses by the government, and from different national and international institutions since the calamity struck Cape Verde. She, however, calls for more humanitarian assistance to support the efforts of the Government and the people of Cape Verde during this challenging period.


For further information contact
Directorate of Information and Communication | African Union Commission I E-mail: dic@african-union.org I Web Site: www.au.int I Addis Ababa | Ethiopia

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