Pouco depois das 11 da noite manifestou-se um incêndio nas águas-furtadas do edifício em que funciona a Casa da Sorte, na Praça da Figueira, em Lisboa. Coisa pouca, que os bombeiros resolveram em 36 minutos...Mas que, uma vez mais, chama a atenção para os autênticos barris de pólvora que representam cerca de 1.000 edifícios lisboetas que há anos se encontram entre dois riscos, qual deles o menor: o de incêndio e o
de derrocada...E não há volta a dar-lhe: o Governo, recentemente, endossou às autarquias os programas de rejuvenescimento dessa parte envelhecida das respectivas urbes e, como se sabe, as câmaras, pura e simplesmente, não têm meios para tal enquanto os senhorios, nem do assunto desejam ouvir falar pois há décadas que lutam contra situações de rendas congeladas que, hoje, por hoje, não dão nem para lavar os passeios...Quer dizer: estamos com mais uma pescadinha-de-rabo-na-boca, entre mãos, como muitas outras que abundam na vida politico-social. Quando a Baixa Lisboeta voltar a explodir como aconteceu em 1988, no Chiado, talvez alguém se lembre de tomar iniciativas de fundo ao mais alto nível. Talvez, no entanto, já seja tarde, então...
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