sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

[10008] - REGRESSO...


Exactamente trinta dias depois, regressei ao meu cantinho... Está tudo como devia estar, já o locatário, como se sabe, está bem diferente, infelizmente, para pior...
Mas, como creio já ter escrito algures, posso ser, agora, fisicamente incapacitado mas continuarei a lutar para ser mentalmente activo...
Peço que me desculpem este silencio de alguns dias, mas, como compreenderão, há rotinas que têm que ser adaptadas à minha condição actual que requer muita ajuda externa para o que conto com o apoio desvelado da Maiuca que me ajuda a suplantar as dificuldades mecânicas com que me defronto.
Agora, como sempre, aliás, estou nas mãos do destino e, se prometo não me divorciar deste nosso Arrozcatum, também não posso garantir uma presença tão alargada como era habitual... Creio, no entanto, que com o passar do tempo - seja ele quanto for - eu consiga aumentar a constância das minhas intervenções...
Termino este capítulo da minha existência com um abraço colectivo aos amigos/as da nossa confraria mais restrita  mas englobando no mesmo amplexo todos os que, de uma forma ou de outra, me manifestaram as suas  preocupações e "torceram" pelo alivio dos meus males... Um obrigado a todos, do mais fundo do meu coração! 

[10007] - UMA NOVA ETAPA...




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

«10002» TESTEMUNHO...


O meu carinho pela canção nacional de Cabo Verde continua patente no YouTube onde já registou para cima de dois milhares de visitas... É algo que ficará como testemunho do quanto sou grato pelos muitos anos que me foi proporcionado conviver e sentir a alma de um povo bom e onde me fiz gente, constitui familia e conquistei amizades que ainda hoje, passados 73 anos, perduram... Quando, em 1977 abandonei o Mindelo fi-lo, como se sabe, contra vontade mas, no Cabo Verde dessa época também não era fácil (con)viver... Enfim, passado! 
Não me arrependo, aliás, de nada do que fiz ou disse - tenho direito às minhas convicções!

sábado, 7 de janeiro de 2017

«10001» UMA LÁGRIMA DE EMOÇÃO...




Meus amigos, os milhares de visualizações dos últimos "posts" e as dezenas de mensagens que aqui deixaram, falam de uma "morabeza" que, apesar de tudo, prevalece no relacionamento de muito boa gente, ainda, mau grado a selva de individualismo em que este nosso Mundo ameaça transformar-se...
Isso foi uma importante alavanca neste doloroso percurso a que "erros meus, má fortuna" e a vontade de algo maior me trouxeram...Estou grato a todos vós!
 Alguns dos males que me afligiram, como a pneumonia, estão em vias de completa resolução, mas não escapei, entretanto, a uma insuficiência renal e, claro, a DPOC e o enfisema, esses, serão meus companheiros de purgatório, até ao fim...
Mas, nada acaba a meio e o diagnóstico final da biópsia a que, semanas atrás me submeti, acaba de ditar a sua setença final: NEOPLASIA!
Agora, meus amigos, que a minha vida deixou de ser só minha, vou-me confortando com a Fé em Deus e com a ciência dos homens!
Não sei como será o meu relacionamento futuro com este cantinho, que tanto prezo... Isso já pertence, também, a outras vontades a que os meus desejos são imunes...
TER-VOS-EI, SEMPRE, EM MEU CORAÇÃO!
Z I T O



domingo, 1 de janeiro de 2017

AVÉ POVO, O QUE RESISTE VOS SAÚDA!



Sim, efectivamente é o post nº 10.000 do “Arrozcatum” e não do seu gerente!
Na realidade, no percurso desta curta-longa caminhada, foram muitos e dos melhores aqueles que contribuíram para que atingíssemos este cume que nada significando é, no entanto, grande no cotejo com a grandiosidade do cosmos e das amizades que se conseguiram concitar. Para não falar do arejamento intelectual que uma outra questão nos provocou e, sobretudo nos irmana neste profundo carinho que nos une a uma terra de adopção visceral: Cabo-Verde!
Que a paz seja connosco!

ISTO NÃO É UM POST - É A EXPRESSÃO DE UM DESEJO!
DESCULPEM SE OS LEVEI AO ENGANO MAS ESTE
BILHETE POSTAL NÃO TEM O ESTATUTO DE POST: É UMA
MERA CORTESIA CONVENCIONAL MAS MUITO SENTIDA...

sábado, 31 de dezembro de 2016

[9999] - « AVE CESAR! OS QUE VÃO MORRER TE SAUDAM »



Hoje morre o ano o que, imagine-se, é uma óptima noticia pois proclama a boa-nova do nascimento de outro ciclo de vida…Uma coisa é tudo acontecer,  assim, normalmente, de acordo com as leis do cosmos, outra é engendrar com a morte de indigentes sociais, pactos diabólicos, para gáudio dos senhores de todas as coisas. E pergunto-me a que paroxismos de degradação mental,  terão de mergulhar espíritos animalescos,  preparados para matar e morrer, e para tal, paranoicamente, se oferecem a seus senhores… Felizmente, amanhã haverá um novo dia, de um novo ano, de uma nova esperança!

Feliz ano novo,

Zito

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

[9998] - CAMINHOS...

Os caminhos que a vida nos reserva, podem ser calcorreados: nos píncaros da fama ou na ignorância do anonimato. Estes, felizmente, e repito, felizmente, são poucos, mas por isso mesmo relevantes. Razão pela qual, hoje e agora, graças à vossa audiência, eu me sinto o campeão de todos os campeões!

                                                 BRAÇA PERTODE!
                                                            ZITO

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

[9995] - HAPPY BIRTHDAY...


NO DIA DO SEU 100º ANIVERSÁRIO
SAUDEMOS UM DOS MAIORES ÍDOLOS
DA NOSSA JUVENTUDE...
KIRK DOUGLAS 
ACTOR, PRODUTOR, DIRECTOR, ESCRITOR !
Descendente de família oriunda da antiga União Soviética,
 onde hoje se situa a Bielorrússia, chama-se, na realidade,
Issur Danielovitch...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

[9994] - ILHEU DOS PÁSSAROS...

Esta tranquila aguarela do Capitão Sarsfield (1845), oferece-me, pela vez primeira, uma ideia do porquê do nome "Ilheu dos Pássaros"...
(Remetida por A. Mendes)

[9993] - OFICIALMENTE... SEGUNDA...


O governo vai introduzir a partir do próximo ano lectivo o ensino do português como língua segunda com o objectivo de fortalecer a língua portuguesa no país, disse hoje a ministra da Educação, Maritza Rosabal.




O Governo vai contar neste processo com o apoio técnico de Portugal, ao abrigo de um acordo de cooperação assinado hoje, na cidade da Praia, pela ministra e pelo vice-presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, Gonçalo Teles Gomes.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, Maritza Rosabal apontou a baixa eficiência do sistema de ensino cabo-verdiano e sublinhou a necessidade de atacar este problema.

"A língua portuguesa é abordada como língua primeira de Cabo Verde, quando não é. Temos uma eficácia do sistema muito baixa, em que apenas 44% das crianças que começam o primeiro ano finalizam o 12º em tempo. Temos muitas perdas", disse.

Maritza Rosabal adiantou que entre os alunos cabo-verdianos a capacidade de leitura e interpretação e a proficiência linguística são questões que se colocam "com muita acuidade".

"Toda esta duplicidade linguística afecta o processo. Reconhecemos que a nossa língua materna é o crioulo, mas como língua instrumental de trabalho e de comunicação temos que fortalecer a língua portuguesa", sustentou a ministra.

A responsável assinalou também "algumas dificuldades" de Cabo Verde na inserção no espaço lusófono.

"O Brasil exige provas de língua portuguesa aos nossos estudantes, o instituto Camões exige provas de língua portuguesa o que quer dizer que, apesar de estarmos no espaço lusófono, começamos a não ser reconhecidos como um espaço com proficiência linguística em português", disse.

Por isso, já no próximo ano lectivo, o ensino de português como língua segunda ou língua não materna começará a ser introduzido no ensino pré-escolar (4/5 anos) e no primeiro ano no ensino básico, estendendo-se depois progressivamente aos restantes anos do primeiro ciclo.

Neste momento está em curso, segundo a ministra, a elaboração dos materiais com o apoio do instituto Camões, que irá ainda dar assistência técnica na elaboração de metodologias, programas e desenvolvimento e alteração de currículos.

O protocolo envolve os ministérios da Educação de Cabo Verde e Portugal e o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua como entidade financiadora do projecto avaliado em 45 mil euros.

"O Camões será o financiador do protocolo, o ministério da Educação vai disponibilizar um dos seus quadros para vir para Cabo Verde trabalhar com o ministério da Educação cabo-verdiano na área do desenvolvimento curricular e capacitação técnica", explicou Gonçalo Teles Gomes.

(Expresso das Ilhas)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

[9992] - RECUPERAR O ESPÍRITO CLARIDOSO...

Quem pode concluir por mim?
Sobre a prova produzida dos crioulos...

Alguém em Cabverde conhece? Escola primária, ensino liceal, universidade? Talvez, aos poucos, por net, comecemos a perceber melhor a razão de ser do nosso crioulo, da nossa Cultura e, também, do Crioulo. O que se fez em Cabverde foi muito grave. Gravíssimo. Foram crimes. Crime (crimes) contra a Humanidade. Amputaram gerações e gerações, já não contando com o tempo de Salazar, o grande amigo de Nhô Balta. Penso, quase tenho a certeza, as pessoas, naquele tempo de obscurantismo político, não o eram culturalmente: eram mais unidas, solidárias, lúcidas e muito informadas e conhecedoras. Brilhantes! Quiseram matar uma Geração de Ouro de Cabverde. Como aquela, outra não haverá! Temos o enorme dever de lutar por ela e expandir os seus doutos conhecimentos: a espinha dorsal de Cabverde.
Não podemos baixar os braços. Temos que também perseguir criminalmente os autores que são pessoas identificadas. Devemos ter a decência moral de obrigar as pessoas que executaram e geriram o golpe de estado cultural (complô ilegítimo historicamente, sem legitimidade na história e cultura cabverdianas) a responder publicamente.
E é isto e muito mais que, minhas senhoras e meus senhores, o PAICV e seus dirigentes andaram a esconder, a omitir, a não ensinar nas instituições de ensino de Cabverde intencionalmente.
O dever fundamental da Educação foi claramente violado. As anteriores e as atuais autoridades cabverdianas sabem-no perfeitamente.
A primeira pessoa a ter que responder, por razões e motivos já invocados na minha Acusação Pública, é o Senhor Professor Doutor Manuel Veiga. Por ter sido governante, por ser professor universitário e doutorado por universidade francesa, matriz linguística. O senhor professor tem informação valiosa e conhecimento de mais realidades sobre o Crioulo, além daquelas que têm sido reveladas pela internet, facebook.
Na apresentação do seu livro “O Dialecto Indo-Português de Damão”, Monsenhor Sebastião Rodolpho Dalgado dá a informação da realização de trabalhos sobre os crioulos em curso e outros a concretizar, por ele e por outro investigador de nacionalidade europeia que não a portuguesa (Hugo Schuchardt). Indica, igualmente, a proveniência de vários crioulos (Cochim e Mangalor, por exemplo) e sua raiz comum. O próprio dá também a perceber, mais uma vez, sobre o caráter universal do Crioulo. Inclusivamente, Monsenhor Sebastião Dalgado invoca e refere-se a Leite de Vasconcelos, insigne Professor, como autor obrigatório para qualquer aluno de linguística e que verse, especialmente, sobre os crioulos.
Julgo que está mais que provado e demonstrado à saciedade que o Senhor Professor Doutor Manuel Veiga nada fez em e por Cabverde de decente e de útil. Nada informou, nada ensinou, ensinamento académico idóneo algum transmitiu, nada de válido deu a conhecer em prol do Povo e Cultura Cabverdianas.
Julgo que está mais que provado e demonstrado que o Senhor Professor Doutor agiu com grave dolo.
Julgo que está mais que provado e demonstrado, agravado ao facto do conhecimento de que Manuel Veiga pertence a um grupo fechado do Facebook de investigação linguística sobre o crioulo falado em Korlai, Índia – surpreendido em flagrante delito por mim, figura jurídica mais próxima que me ocorre -, que o Senhor Professor Doutor agiu com intenção de prejudicar a criança e o jovem na sua formação académica, científica e cultural, o Povo e a República de Cabverde.
Mais que provado e demonstrado que o Ministério Público de Cabo Verde deve agir contra o Senhor Professor Doutor Manuel Veiga.
Depois de uma análise mais atenta do movimento do tempo histórico, constata-se que, com o advento da República em Portugal, o ímpeto de investigação crioulística abrandou bastante e que Baltasar Lopes da Silva tentou recuperá-lo, mas foi completamente abafado por Salazar e, depois, desrespeitado, destronado do seu árduo e profundo trabalho histórico, cultural e linguístico e, fundamentalmente filosófico – como que deitado ao lixo -, em prol das gentes da sua Terra, pelos seus próprios conterrâneos.
Destronaram Baltasar e a Claridade, para assumirem um poder cheio de nada e levarem Cabverde ao abismo de um país sem raízes, sem História, supérfluo, superficial e leviano.

José Gabriel Mariano, Lisboa, 6/12/016

Post scriptum:
Gent tá escoá. Gent tá fcá cu barrig cheu de basófia. Inchód e enchid.
Bzôt tud sinhor li tá conchê kel stória di pirú, qónd ta passa linha d’ iquador?
Post scriptum I:
Devo presar a minha saudação, a minha continência e homenagem a três pessoas a quem devo o maior respeito e a minha mais alta consideração. Por representarem, felizmente vigorosamente atuantes, e por me remeterem imediatamente aos meus mais doutos, cultos e carinhosos ensinamentos de Cabverd, desde infância. São, posso dizer, a Montanha viva e atuante da nossa expansão sobre a Verdade de Baltasar, a nossa Certeza. Como o Crioulo: andámos sempre unidos, mas não encontrados. Agora há o reencontro para continuar o trabalho. Bem-haja, meu Deus!

[9991] - NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO...


UMA VISÃO SOBRE A SITUAÇÃO TERRORISTA MUÇULMANA..

Esta é, de longe, a melhor explicação para a situação terrorista muçulmana que já li. As suas referências ao passado histórico são precisas e claras. Não é longa e fácil de entender, em suma vale a pena ler. O autor deste e-mail é o Dr. Emanuel Tanya, um psiquiatra conhecido e muito respeitado.
Um homem, cuja família era da aristocracia alemã antes da II Guerra Mundial, era dono de um grande número de indústrias e propriedades. Quando questionado sobre quantos alemães eram nazis verdadeiros, a resposta que ele deu pode orientar a nossa atitude em relação ao fanatismo:

"Muito poucas pessoas eram nazis verdadeiros ", disse ele, "mas muitos apreciavam o retorno do orgulho alemão, e muitos mais estavam ocupados demais para se importar.
Eu era um daqueles que só pensava que os nazis eram um bando de tolos. Assim, a maioria apenas se sentou e deixou tudo acontecer. Então, antes que soubéssemos, pertencíamos a eles; tínhamos perdido o controle, e o fim do mundo havia chegado. Minha família perdeu tudo. Eu terminei num campo de concentração e os aliados destruíram as minhas fábricas".
Somos repetidamente informados por "especialistas" e "cabeças falantes" que o Islão é a religião de paz e que a grande maioria dos muçulmanos só quer viver em paz. Embora esta afirmação não qualificada possa ser verdadeira, ela é totalmente irrelevante. Não tem sentido, tem a intenção de nos fazer sentir melhor, e destina-se a diminuir de alguma forma, o espectro de fanáticos furiosos em todo o mundo em nome do Islão.
O facto é que os fanáticos governam o Islão neste momento da história. São os fanáticos que marcham. São os fanáticos que travam qualquer uma das 50 guerras horrendas em todo o mundo.
São os fanáticos que sistematicamente abatem grupos cristãos ou tribais por toda a África e estão tomando gradualmente todo o continente em uma onda islâmica. São os fanáticos que bombardeiam, degolam, assassinam, ou matam em nome da honra.
São os fanáticos que assumem mesquita após mesquita. São os fanáticos que zelosamente espalham o apedrejamento e enforcamento de vítimas de estupro e homossexuais. São os fanáticos que ensinam os seus filhos a matarem e a tornarem-se homens-bomba.
O facto duro e quantificável é que a maioria pacífica, a "maioria silenciosa", é e está intimidada e alheia. A Rússia comunista foi composta por russos que só queriam viver em paz, mas os comunistas russos foram responsáveis pelo assassinato de cerca de 20 milhões de pessoas. A maioria pacífica era irrelevante. A enorme população da China também foi pacífica, mas comunistas chineses conseguiram matar estonteantes 70 milhões de pessoas.
O indivíduo médio japonês antes da II Guerra Mundial não era um belicista sadista... No entanto, o Japão assassinou e chacinou no seu caminho por todo o Sudeste Asiático numa orgia de morte, que incluiu o assassinato sistemático de 12 milhões de civis chineses, mortos pela espada, pá e baioneta. E quem pode esquecer Ruanda, que desabou em carnificina. Não poderia ser dito que a maioria dos ruandeses eram "amantes da paz"?
As lições da História são muitas vezes incrivelmente simples e contundentes, ainda que para todos os nossos poderes da razão, muitas vezes falte o mais básico e simples dos pontos: os muçulmanos pacíficos tornaram-se irrelevantes pelo seu silêncio. Muçulmanos amantes da paz se tornarão nossos inimigos se não falarem, porque como o meu amigo da Alemanha, vão despertar um dia e descobrir que são propriedade dos fanáticos, e que o final de seu mundo terá começado.
Amantes da paz alemães, japoneses, chineses, russos, ruandeses, sérvios, afegãos, iraquianos, palestinianos, somalis, nigerianos, argelinos, e muitos outros morreram porque a maioria pacífica não falou até que fosse tarde demais.
Agora, orações islâmicas foram introduzidas em Toronto e outras escolas públicas em Ontário e, sim, em Ottawa também, enquanto a oração do Senhor foi removida (devido a ser tão ofensiva?). A maneira islâmica pode ser pacífica no momento no nosso país, até os fanáticos se mudarem para cá.
Na Austrália e, de facto, em muitos países ao redor do mundo, muitos dos alimentos mais comumente consumidos têm o emblemahalal (o que é permitido por Alá) sobre eles. Basta olhar para a parte de trás de algumas das barras de chocolate mais populares, e  em outros alimentos no seu supermercado local. Alimentos em aeronaves têm o emblema halal, apenas para apaziguar uma minoria privilegiada, que agora se está expandindo rapidamente dentro das margens da nação.
No Reino Unido, as comunidades muçulmanas recusam-se a integrar-se e agora há dezenas de zonas "no-go" dentro de grandes cidades de todo o país em que a força policial não ousa se intrometer. A Lei Sharia prevalece lá, porque a comunidade muçulmana naquelas áreas se recusa a reconhecer a lei britânica.
Quanto a nós que assistimos a tudo isto, devemos prestar atenção para o único grupo que conta-os fanáticos que ameaçam o nosso modo de vida.
Por fim, qualquer um que duvide que o problema é grave e apenas exclua este e-mail sem o enviar, estará contribuindo para a passividade que permite que os problemas se expandam.
Então reenvie esta mensagem! Vamos esperar que milhares de pessoas, em todo o mundo, leiam e pensem sobre isto e também divulguem esta mensagem – antes que seja tarde demais.

Sugerido por Adriano M. Lima


[9990] - ABANDONO TOTAL...


Victor Hugo Rodrigues partilhou a foto de Provedor De Mindelo.
 
Todas as entradas da Praia-Santiago foram asfaltadas, com os impostos do povo cabo-verdIano, ou com os milhões de dólares da ajuda americana e chinesa que, numa política correcta, devia contemplar todas as ilhas de Cabo Verde e evitar este triste espectáculo que ofende e agride o povo de S. Vicente. Esta é a estrada que liga Mindelo à Baía das Gatas, uma das praias onde todos anos se realiza o tradicional e consagrado Festival da Baía, que atrai milagres e milhares de pessoas, nacionais e estrangeiros. A indiferença e o abandono de S. Vicente, pelo governo da Praia, constitui crime de lesa-economia. Já não é só ódio, inveja ou complexo de inferioridade, é pura estupidez daqueles que lutam pelo poder para, na prática, satisfazerem os seus desígnios mais torpes, neste caso, enterrar S. Vicente!

N.E. - Se não nos falha a memória, esta estrada foi calcetada pela Empresa Construções, Lda. do Eng. Claro da Fonseca, aí pelos anos 60 do século passado, facilitando, assim, a deslocação dos muitos frequentadores da Baía-das-Gatas - das marinhas e das outras... Cremos que os mesmos motivos que, então, terão aconselhado o calcetamento, bem poderiam ter levado, tantos anos decorridos, ao asfaltamento...
Estamos convencidos, por exemplo, que hoje se irá da cidade da Praia à praia de Quebrá-Canela por estrada asfaltada... Ou  não?!

[9989] - CANIS SAPIENS...

De um lote de fotos "estranhas" enviado pelo Artur Mendes...

[9988] - A CENTRALIZAÇÃO ENDÉMICA...

«São Vicente continua sob os auspícios de uma centralização desmedida» - Augusto Neves
 «São Vicente continua sob os auspícios de uma centralização desmedida» - Augusto Neves,
o presidente da Câmara Municipal considerou hoje que São Vicente continua a viver sob “os auspícios de uma centralização desmedida” e questionou o destino dos impostos e taxas municipais cobradas na ilha, nomeadamente as turísticas, ecológica e rodoviária.



Augusto Neves falava no período antes da ordem do dia, na primeira sessão ordinária na Assembleia Municipal, depois das últimas eleições autárquicas. Neves afirmou que apesar da cobrança das taxas, a autarquia continua obrigada a tapar os buracos das estradas e fazer “um duro” trabalho de limpeza durante as últimas chuvas.
Augusto Neves questionou ainda sobre o que fazer com “o número elevado” de jovens desempregados em São Vicente e atribui a situação ao que chama de centralização do poder.
“Não se concebe uma nação que possa viver e, sobretudo, prosperar com uma forte centralização governamental. A centralização só serve para irritar os povos a ela submetidos”, considerou.
“Numa palavra, a centralização é mestre em impedir”, acrescentou.
Por isso, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente entende que é preciso que o novo governo se aplique “para dar aos homens esse gesto pelo futuro”.
A sessão ordinária na Assembleia Municipal decorre hoje e amanhã. Um dos principais pontos é a apreciação e aprovação do plano de actividades e orçamento para 2017.  

FretsonRocha - Expresso das Ilhas


[9987] - QUANTO VALE A DEMOCRACIA?!

Alcindo Amado
O CUSTO / BENEFÍCIO DA NOSSA “DEMOCRACIA”
07 Dezembro 2016 - A Semana
TUDO INDICA QUE CABO VERDE PRECISA, URGENTEMENTE, DE UM NOVO MODELO DE GOVERNAÇÃO MAIS EFICAZ E MENOS CUSTOSO

O CUSTO / BENEFÍCIO DA NOSSA “DEMOCRACIA” 




Como é possível, num país que não tem onde cair morto, com 60% da sua população a sobreviver, com crianças na rua à busca do pão de cada dia, ter-se a coragem de esbanjar UM MILHÃO E QUINHENTOS MIL CONTOS de quatro em quatro anos, em eleições viciadas que não trazem nada de novo ao país, a não ser mais miséria? Isto vai ter que acabar de um jeito ou de outro.

É mais que evidente que não dispomos de um SISTEMA POLÍTICO credível, mas sim de um “ESQUEMA” inteligentemente montado para satisfazer os interesses instalados de uma cambada de alegados gatunos e oportunistas que o integram e/ou gravitam à volta do poder em Cabo Verde.

Vamos ter que optar por um sistema de governação mais funcional, menos dispendioso e socialmente inclusivo, e sobretudo capaz de trazer de volta a segurança e tranquilidade à população. Estaremos na disposição de erradicar a criminalidade da nossa sociedade, e resgatar a paz e tranquilidade, para que serenamente possamos construir um Cabo Verde de futuro, para que todos aqueles que hoje querem partir, venham a ter a vontade de ficar. Tudo faremos para resgatar Cabo Verde, mesmo que as forças da circunstância vierem a ditar a construção de uma prisão tipo “Guantánamo” para isolar os socialmente indesejáveis por tempo indeterminado.

Esta hipótese está sendo cozinhada a lume brando. Tudo vai depender do desempenho do Governo saído das últimas eleições. Caso este cenário não mudar durante a 9ª Legislatura, não vai haver mais eleições em Cabo Verde.

Estamos plenamente convencidos de que os problemas de Cabo Verde não se resolvem com eleições. Temos duas hipóteses – continuar a sustentar este califado que hoje temos, ou construir uma NAÇÃO capaz de nos orgulhar a todos.

A actual situação exige uma mão dura para combater a criminalidade e outros males sociais em Cabo Verde. Por outro lado, serão colmatadas as deficiências de governação que poderão estar na origem da calamidade social que se vive neste país. Temos neste momento um barril de pólvora prestes a explodir, e ninguém faz nada para o desativar. Trata-se da nossa Juventude, que constitui aproximadamente 63% da população. Os jovens não tiveram uma infância digna e o seu futuro, a cada dia que passa, vai ficando cada vez mais nebuloso.

A origem de tudo isto está numa política abstrata de governação que pura e simplesmente ignorou o investimento na infância. Neste momento também, não se vislumbra qualquer mudança de paradigma no sentido de colmatar este mal social.

Não é por acaso que as nossas prisões estão superlotadas de jovens que nasceram depois da nossa independência. É evidente que falhamos, ou melhor, não soubemos lidar com este fenómeno social. Durante estes quarenta anos, abandonámos a nossa juventude e hoje estamos colhendo os frutos. Crianças desamparadas que não tiveram outra alternativa senão enveredarem para a criminalidade infantil de subsistência. Os desvios de comportamento infantil não acontecem per si. No caso de Cabo Verde a culpa tem dono – Um governo desleixado e sem visão de futuro.

Todavia, não é somente a camada jovem da população que constitui as vítimas do déficit de desempenho dos nossos governantes inexperientes e arrogantes. Uma grande percentagem da população adulta têm vindo a comer o pão que o diabo amassou.

Um olhar atento e comparativo ao “modus vivendi” do povo, de Santo Antão a Brava, nomeadamente no mundo rural e nas periferias dos maiores centros urbanos, e à riqueza abusivamente ostentada pelo “clã” que constitui o Poder Central e os “donos” das câmaras municipais geralmente endividadas e tecnicamente falidas, depara com um desequilíbrio social abismal, originado por políticas desajustadas, falta de uma visão clara de desenvolvimento equilibrado, por parte do Poder Local eleito, agravado pelo desleixo ou mesmo abandono de importantes regiões do país, por parte do Governo Central, comodamente instalado na cidade da Praia.

Não sou defensor da síndrome de regionalização defendido por algumas pessoas que provavelmente estão focalizados nos seus interesses. Considero o poder razoavelmente partilhado, mas deficientemente exercido em Cabo Verde. Dada a pequenez do território nacional, defendo um governo integrado por nada mais nada menos que meia dúzia de pessoas competentes e moralmente intocáveis, chefias intermédias com alto nível de desempenho e não arrogância como é o nosso caso, política nacional centralizada e política económica descentralizada em que cada Ilha assume a sua vocação de desenvolvimento. Somos um pequeno país geograficamente descontinuado e extremamente pobre. Não temos espaço para alojar mais políticos-parasitas. Precisamos de homens e mulheres dispostos a trabalhar, de forma a produzir mais e consumir menos. Só assim poderemos criar alguma riqueza, e inverter o destino macabro destas Ilhas.

Vejamos, por exemplo, o cenário desolador que se vive em Cabo Verde: A Ilha de São Vicente alberga o segundo maior centro urbano, e é a região mais densamente povoada do país. Estes dois fenómenos, que infelizmente não apresentam uma paridade sócio-económica, nunca despertoaram a atenção dos governantes, sejam eles locais ou centrais. A economia da Ilha desapareceu por completo, Mindelo é hoje uma cidade fantasma, e do Porto Grande só restam memórias de um passado glorioso.

Santo Antão, a Ilha das montanhas e vales exuberantes, possuidora de um potencial de recursos naturais, nunca foi explorado convenientemente. Quando não chove o gado morre de sede, quando chove tudo é arrastado pelas cheias. O turismo de montanha (eco-turismo) o maior potencial económico da Ilha nunca foi explorada devidamente. Sabe-se que o turismo de montanha é o mais rentável dessa indústria em qualquer parte do mundo, e em Cabo Verde, se devidamente explorada, ultrapassa o turismo de cruzeiro e o turismo de sol e praia. O turismo de montanha que pode ser “economicamente” explorado nas Ilhas de Santo Antão, Fogo, São Nicolau, Brava e Santiago, é o modelo de turismo que pode impulsionar uma verdadeira economia rural em Cabo Verde, envolvendo directamente a população na venda daquilo que os turistas procuram e para o qual pagam bem, que é o serviço, e também a venda da nossa cultura como produto de marca.

A Ilha de São Nicolau, interior da Ilha de Santiago, Ilha do Maio, Brava e Fogo, carecem de políticas sociais e económicas sólidas, capazes de melhorar a qualidade de vida e fixar os residentes.

A Ilha do Sal está em decadência, dada a negligência dos sucessivos governos em proteger e negociar melhor os interesses económicos da Ilha, nomeadamente a viabilidade do Aeroporto Amílcar Cabral que, como é do domínio público, é deficitário, assim como os restantes aeroportos do país, exceptuando o da Boavista, que por acaso é a Ilha que apresenta o melhor crescimento económico do Pais, independentemente de uma política de habitação inexistente, e deficiente investimento na segurança pública, o que poderá vir a prejudicar ou mesmo afugentar o potencial turístico da Ilha. Governar Cabo Verde não é tarefa para qualquer um, e os problemas do dia a dia não se resolvem à martelada.

Nesta base, devemos investir em personalidades competentes, honestas e sobretudo patriotas para governar o país, de forma a encontrarmos uma saída para um desenvolvimento sustentado e distribuído por todas as Ilhas, e promover o equilíbrio no índice de felicidade de todos os cabo-verdianos. O habitual abraço de fraternidade a todos, de Santo Antão a Brava.

Mindelo, 28 de Novembro de 2016.

[9986] - C O N V I T E ...


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

[9985] - H O J E ...


O Artur Mendes informa:

Noticia do “Observador” ... Acordo de cooperação Portugal- Cabo Verde no domínio da Habitação e Urbanismo. (a assinar hoje, segunda-feira)...

Pelo que se depreende da noticia, S. Vicente, deve ficar de fora... É pena, pois seria uma boa oportunidade para uma visitinha histórico-turística  ao  Fortim, ao Eden Park, e a outras ruinas emblemáticas do Mindelo!

Braça

[9984] - POEIRA DOS TEMPOS...

(Remetida por Artur Mendes)

[9983] - COUP D'ETAT...


Golpe de Estado Cultural em Cabverde

A independência cultural de Cabverde foi facto histórico assumido, não declarado literalmente, pelo movimento intelectual e cultural da Claridade.
A declaração de independência de Cabverde, em 5 de julho de 1975, foi política, jurídica e administrativa. A sua autonomia como gente identificada, criadora da sua cultura, com usos, costumes e língua próprios tinha sido já constatada e afirmada durante os anos trinta do século XX.
O que se passou em 1975 foi apenas um culminar natural de um processo gradual de autonomia que se vinha fazendo notar e a afirmar ao longo da existência de Cabverde que teve como resolução sua independência política, jurídica e administrativa.
Já havia matéria-prima trabalhada e bem trabalhada. Já havia substância, conteúdo, para que as Ilhas pudessem afirmar-se como país, com gente capaz - formada, informada, ilustrada e ilustres pessoas – de gerir os seus destinos. Por isso fácil se apresentou ao PAICV assumir a gestão política e administrativa do país. Ao PAICV incumbia o dever Nacional de continuar o rumo traçado pelo movimento a Claridade. Ao Mpd igualmente incumbia prosseguir o mesmo rumo. Acontece que o tempo de governação desta força política apenas demonstrou leves intenções. O tempo parece não ter sido suficiente, com direito ao benefício da dúvida. Mas o tempo foi suficiente para mostrar falta de iniciativas.
Com o chegar da independência política, jurídica e administrativa, em vez de criar-se um ambiente de estabilidade social - porque tal proporcionava-se com gente adulta e madura que lá vivia e outra que previa o seu regresso, disposta a ajudar e a contribuir para a construção de uma Nação -, provocou-se um ambiente injustificado de instabilidade social e política, aberrante, pejado de complexos de inferioridade; criou-se o medo, a violência física e coacção moral, a perseguição sem motivos, a falta de respeito, a falta de tolerância, a falta de aceitação pela diferença (naquilo que era e é a concepção de igualdade e diferença no ideário totalitarista “paicêvista”), a falta de consideração pelos valores culturais e intelectuais do país em formação e afirmação cultural.
Desrespeitou-se profunda e gravemente o Povo, a sua História, a sua Língua, a sua Cultura.
Com a criação do Mpd procurou-se travar a sangria de completo desvirtuamento que se assistia e ocorria em Cabverde, mas tal não lhe foi possível, em tempo útil. Com o regresso do PAICV ao Poder, encabeçado por José Maria das Neves, vimos a confirmar a continuação, a prossecução, afirmação e finalização do GOLPE DE ESTADO CULTURAL em Cabverde.
Golpe de Estado que afastou de sua Terra muita gente de valor, com capacidade intelectual, cultural e científica e, fundamental, capacidade de trabalho.
José Maria das Neves e acólitos vieram confirmar o afastamento de grande parte da Elite de Cabverde, por medo, por complexo de inferioridade, para promoverem a sua própria mediocridade que salta e exala de seus poros respiratórios.
José Maria das Neves e acólitos apenas confirmaram a vontade antiga e assumida por alguns destacados elementos do PAICV em prosseguir outro qualquer rumo que não aquele traçado pelo movimento Claridade.
Quem são estes indivíduos para assim renunciarem, subvertendo-os, aos ditames já douta e superiormente plasmados em doutrina e apontados em política para Cabverde pelo movimento Claridade que respirava cultura cabveridana e o seu povo? Conduta política “paicêvista” que buliu direta e agressivamente com o fundamento de uma cultura política sã e com a política de e da Cultura em Cabverde.
José Maria das Neves e seguidores declararam expressamente guerra à nossa Claridade!
Incumbe agora ao Mpd retomar o seu trabalho que fora interrompido, cumprindo o benefício da dúvida.
Incumbe agora ao Mpd repor a Verdade Histórica, Cultural e Linguística de Cabverde. Repor o estado de direito democrático em todas as suas matrizes, matizes, vertentes e variantes. Repor e assumir a Claridade como fonte estruturante e constitutiva de uma nação, da Nação Cabverdiana. 
O cabverdiano hoje não é apenas emigrante que vive na diáspora – linda palavra, mas enganadora – ou simplesmente ultramarino, mas é também um exilado político e um exilado cultural.
Desta feita é meu convicto entendimento que devemos todos, todo o Povo de Cabverde, das Ilhas e ultramarino, deve assumir e iniciar o caminho para a realização da nossa necessitada suave, doce e delicada revolução de mentalidades.

Lisboa,4/12/016,
José Gabriel Mariano

http://claridade.org/temas/claridade/

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[9982] - ELOGIO A PORTUGAL...


Coisas que o mundo inteiro deveria aprender com Portugal

RUTH MANUS | OBSERVADOR | 26/11/2016



Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal.

Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas: ingratidão e pessimismo. Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui- embora pareça-me que muitos nem percebam.

Não estou dizendo que Portugal seja perfeito. Nenhum lugar é. Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém. Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente. Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.

Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses. Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém. Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata. Os ingleses aprenderiam tudo do zero. Bacalhau e pastel de nata? Não. Estamos falando de muito mais. Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.

Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam. Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima. Saber que o porco é alentejano, que o vinho é do douro. Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.

O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses. A história da quinta do avô, as origens trasmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó. O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos. E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.

O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.

De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem. O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político. Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal. Os portugueses- de direita ou de esquerda- não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.

Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos. Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.

Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar. Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia. Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.

Todo idioma deveria carregar afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal carrega. Gosto de ser chamada de miúda. Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de putos. Gosto do uso constante de diminutivos. Gosto de ouvir “magoei-te?” quando alguém pisa no meu pé. Gosto do uso das palavras de forma doce.

O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses -embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse país do que costumam ter. Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las. A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.

O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe. Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos. Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.

Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal. Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos.

(Sugerido por Adriano M. LIma)

[9981] - AS CORES DE ÁFRICA....


(Veja os Posts 9966 e 9972)
Sugestões de Artur Mendes



domingo, 4 de dezembro de 2016

[9980] - HUMOR...

Um pai, todo orgulhoso pelo filho que fora estudar para Inglaterra, telefona-lhe para saber como ele estava e sobre a sua evolução na língua de Shakespeare.
 - Olá filho. Tudo bem? Então como vai o teu inglês?
 - Olá, pai, ele agora está a tomar banho!...

(Colab. Valdemar Pereira)

[9979] - O DILEMA DAS VOCAÇÕES...


César Palmieri Martins Barbosa 03-12-2016
O DILEMA DE PORTUGAL ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E A SUA VOCAÇÃO ATLÂNTICA.

No pensamento estratégico português se encontra bem claro o dilema entre a integração de Portugal no sonho europeu de uma União Europeia que reconquiste a hegemonia mundial da Europa e a volta de Portugal para a sua vocação atlântica, que levou Portugal a escrever uma das mais importantes páginas da História Universal.

O Portugal como província europeia ou a realização portuguesa como centro do Mundo Português, inserido em um projeto de comércio globalizado, divide o pensamento estratégico português porque as potências europeias excluem Portugal das suas relações com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, seja por criar barreiras protecionistas que dificultam, ou até impedem, as relações comerciais lusas com as suas ex-colônias, ou por tratarem por meio das matrizes de suas empresas multinacionais diretamente com os países lusófonos.

Agora, sob os riscos que pairam sob a própria existência da União Europeia, que poderá sucumbir nas eleições francesas de abril ou alemãs de maio do próximo ano, dentro de poucos meses, bastando que vença um governo anti-europeu em França ou na Alemanha, ou pior, em ambos os países, para que tudo termine no sonho europeu, Portugal move as suas peças para reavivar os seus laços com o Mundo Português, sugerindo até uma espécie de nacionalidade única, da Nação Lusófona, para surpresa dos que não estavam avisados da gravidade da situação de Portugal na União Europeia.

Cabo Verde se encontra sob a dependência do acordo cambial que sustenta o escudo caboverdiano atrelado ao euro, patrocinado por Portugal, que antes garantia a equiparação do escudo caboverdiano ao escudo português, mantendo com Cabo Verde uma ligação única em relação aos demais países lusófonos.

Em situação insustentável da sua dívida pública, Cabo Verde está sem um rumo estratégico conhecido para enfrentar a actual crise mundial, e corre o risco de sofrer uma radical mudança na sua demografia em razão da migração africana, em especial a nigeriana, pois a Nigéria , segundo a ONU alcançará a população de 400 milhões em 2050 e de 750 milhões em 2100.

O Reino de Portugal, Brasil e Algarves por interesse dos credores ingleses foi separado para melhor ser dominado e ao Brasil ficou o encargo de pagar toda a dívida do antigo reino, seguindo Portugal com o resto do Império Português, que seguiu a se endividar. Actualmente os credores internacionais, que agora não são apenas os ingleses, sentem a bancarrota da dívida portuguesa e de outros países lusófonos, em especial Cabo Verde, Angola e Moçambique como inevitável, e somente uma reunião de Portugal com o Brasil e outros países lusófonos poderá garantir a continuidade dos pagamentos devidos, pois o Brasil, apesar dos seus outros problemas, é um grande gerador de superávite de dólares em sua balança de pagamentos.

Logo, cremos que devemos aguardar as eleições de abril e maio de 2107 em França e na Alemanha para saber qual será o rumo que Portugal terá que tomar para evitar a quebra total e o caos de sua economia, e o esquema para recebimento dos seus haveres que os credores da dívida portuguesa irão engendrar.

É a nossa opinião, salvo melhor julgamento.