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sexta-feira, 9 de abril de 2010

SUPER OU MINI-DOSES?


Aqui há cerca de 20 anos, estando em Londres a serviço, por período prolongado, consultei um médico por causa de uma insónia desconfortável que se tinha instalado no meu dia-a-dia. Deu-me uma receita, recordo, de 6 (seis) comprimidos de um medicamento cujo nome não retive.
Mal habituado, comecei por pensar que o fulano ou não percebia nada de insónias ou era poupado que nem um escocês... Lá fui à farmácia - normalmente são uns cantinhos dentro das papelarias e outros estabelecimentos afins, onde um senhor de bata branca me deu um frasquinho minúsculo com os seis comprimidos cor-de-rosa, um tampão de algodão por cima e uma simpática rolhinha de cortiça. Apesar de microscópico, o frasco tinha um rótulo, acabado de imprimir, com o meu nome, o nome do medicamento, o número de comprimidos e como tomá-los, o numero do médico que havia receitado, a data e o nome do estabalecimento vendedor.
Durante os seis dias seguintes tomei uma dose meia hora antes de deitar, findos os quais o frasco estava vazio e a insónia esquecida e o próprio frasquinho podía ser devolvido para reutilização.
Nada de desperdícios de medicamentos, nada de gastos vultosos em embalagens luxuosas resultando tudo isto em depois factos tão simples que custa haver quem os não entenda: medicamentos mais baratos e diminuição drástica dos desperdícios. Recordo: foi há vinte anos, em Londres...
...oooOooo...

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