
Da íntima colaboração destes dois miúdos resultará, decerto, o salvamento do cachorro, gesto que se define como solidário no âmbito de uma estratégia global de fazer o bem...O cachorro, e todos nós, ficamos gratos pelo altruísmo de um simples gesto de inteligência colocado ao serviço de uma colaboração estratégica que devia fazer parte das nossas preocupações quotidianas no nosso relacionamento tanto com os mais próximos com o com os mais distantes; evitar-se-iam muitos mal entendidos e incompreensões que dão em boato que é a lepra da notícia que se cola ao nosso subconsciente como carraça em pele de cão vadio e a gente coça, coça que se farta, mas a comichãozinha de repetir a coisa continua lá, latente, à espera do primeiro passo em falso...
Quando meu irmão e eu éramos meninos, lá na Rua do Senador Vera-Cruz, do Mindelo (C.Verde) dos anos 45 do século passado e, por azar regressávamos a casa, directamente das nossas aventuras na Praça Nova ou de uma matine no Eden-Park, depois das sete horas da noite, tínhamos que combinar uma desculpa verosímil que convencesse o nosso pai quando nos confrontasse, individualmente, com o crime do atraso, por vezes minúsculo...Era já uma colaboração estratégica ao serviço de uma táctica em defesa dos nossos costados...
Então, perguntar-se-á porque razão há membros do nosso governo que dizem agora uma coisa que meia hora depois é desmentida por outro membro do governo - do mesmo governo, entenda-se - que, por sua vez, corre o risco de ser ele próprio desmentido pelos espanhois que, depois se verifica que também não estavam bem informados, enfim, uma roda-viva de dar o dito por não dito e nós, embasbacados, a perguntar: então e a "colaboração estratégica" ???
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