Afinal - ouvi hoje - os 1.500 notáveis da cultura e das artes que estiveram com o Papa, ontem, no C.C.B., não passam de um rebanho de oportunistas e o cabrito escuro que dá alguma cor à fotografia pretende representar a excepção, a individualidade cultural e artisticamente intocável do professor NUNO NABAIS que não esteve lá, embora pareça pairar acima de todos os outros...Ninguém me contou, eu ouvi no Rádio Clube Português, no programa Janela Aberta que, aliás, ouço diáramente com muito apreço até porque muito se aprende ouvindo os colaboradores que o mui bom Aurélio leva ao programa e Nuno Nabais costumava ser um deles...Hoje, parece-me que colocou a pata na poça ao trazer para o século XXI as circunstancias em que o cristianismo foi fundado, acusando-o de ter provocado a derrocada de dois impérios, o romano e o grego, por puro despeito pela cultura e pela arte reinantes em ambos...Então, o Papa, como herdeiro principal de tanta e milenar hecatombe, não é - porque não pode ser - um estandarte da cultura e das artes como pretende fazer passar que seja, numa espécie de expiação dos pecados de antanho, enganando a todos, mesmo às 1.500 figuras da nossa elite cultural e artística que, segundo Nabais, não são, nem mais nem menos, do que uma cambada de convencidos e oportunistas à espera de obter algo em troca deste promiscuo beija-mão oficial...Professor Nuno Nabais, desculpe, mas o senhor anda mal do fígado...
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Bonita resposta...
ResponderEliminarGostei de ter estado no CCB para o encontro "cultural" com Bento XVI. Não apenas pelo Papa, um dos mais importantes pensadores que sempre li com prazer e proveito.
Mas sobretudo para testemunhar a quantidade de "intelectuais" que, apesar de passarem 364 dias a usar a Igreja como saco de pancada, reservaram o 365º para aplaudirem o Papa de pé.
Não cito nomes, atá porque não tenho espaço. Mas como explicar esta esquisofrenia?
Uma amiga,que assistia abismada ao mesmo cenário, optou pela poesia: " Vaidade, tudo é vaidade!"
Não sei se será, embora câmaras de televisão normalmente façam milagres. Ceio que o problema é mais fundo e Bento XVI tem-se ocupado dele com pena cirúrgica: a ditadura presente da nossa condição reside na incapacidade absuluta de defendermos valores fundamentais. Tudo é moda, o que significa que os mesmos jacobinos de ontem se transformaram nos ecuménicos de hoje antes de regressarem ao jacobismo de amanhã.
No relativismo larvar em que chafurdam as nossas sociedades, estou com os profetas: prefiro gente fria ou quente a estas versões mornas.
Joao P.Coutinho in CManhã de hoje
AGRADEÇO A COLABORAÇÃO trazendo à dicussão uma voz credivel...
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