
Este homem reinava sobre a Alemanha quando estalou aquela que passaria à História como a I Grande Guerra (1914/1918) e que mergulhou a Europa num conflito sangrento, autêntica guerra sem quartel que provocou mais de 1,5 milhões de mortos, quase 400.000 desaparecidos e mais de 4 milhões de feridos...
A esta, outra se seguiria, praticamente com os mesmos actores e motivações não muito diversas, se é que é legítimo falar em motivações para qualquer guerra. Esta mergulharia a Europa numa nova noite de horrores que haveria de perdurar entre 1939 e 1945 e terminando com os mesmos vencidos e os mesmos vencedores mas a uma escala de destruição inenarrável e a Europa mergulhada numa das maiores crises económicas de todos os tempos que terá provocado a onda de solidariedade dos americanos através do Plano Marshall.
Em ambos os casos houve necessidade de unir forças contra a ambição germânica de comandar os destinos da Europa, quiçá, do Mundo, uma ameaça que começa a desvendar-se nos discursos de Angela Merkel... Quando diz que, no futuro, os orçamentos dos diversos países da União deverão ser escrutinados à luz dos interesses gerais, tal como o Governo Federal da Alemanha procede com os orçamentos dos diversos Estados Federados, está na cara que ela deseja para a Alemanha, como maior contribuinte da União, esse papel de guardiã da bondade dos orçamentos nacionais...Este seria um primeiro e decisivo passo para a recuperação de um vício de hegemonia que já levou a duas guerras mundiais sendo, por isso, mister que outros países como a Grã-Bretanha, a França, a Itália, a Espanha se possam constituir como barricadas contra a nova investida dos teutónicos. A primeira vez foi um erro, a segunda uma catástrofe; uma terceira sería a mais completa demonstração de estupidez política por parte da U.E....
---oooOooo---
Sem comentários:
Enviar um comentário