No tratamento do correio particular ou profissional sempre fui um pouco bota-de-elástico e gosto de manuscritar os destinatários, humedecer as estampilhas e colá-las no canto superior direito de cada sobrescrito, enfim, uma espécie de ritual que consome mais tempo do que energias ma que acaba por ser fastidioso quanto repetitivo. Até porque a diversidade de franquias até pode provocar enganos, resolvi emendar a mão e mandei comprar aos CTT uns envelopes prefranquiados a 32 cêntimos, que é quanto paga uma carta de correio normal para o território nacional. O funcionário que se encarregou do serviço levava tudo muito bem explicado, por escrito num pedaço de papel, com o nome da empresa o número de contribuinte, enfim, "tudo nos conformes"... Na volta, nada de envelopes, mas a funcionária dos CTT, muito solícita, havia escrito uma mensagem no verso do meu papel em que explicava, muito minuciosamente, que não havia envelopes prefranquiados de 32 cêntimos mas sim de 47 cêntimos, que eram de correio azul mas se eu quisesse, podia vender-me os selos de 32 cêntimos que eu próprio teria que colar em envelopes que eu teria que ir comprar a uma papelaria...Veio-me à lembrança a figura tutelar de minha mãe ensinando-me, teria eu seis ou sete anos, a colar as figurinhas na minha primeira caderneta de cromos, com cola de farinha de trigo... Bendita funcionária dos CTT que me fez reviver uns segundos de autêntico êxtase...Obrigado!---oooOooo---
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