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sábado, 22 de maio de 2010

PLENO EMPREGO - A UTOPIA...

TRABALHO, é um paradigma de comportamento social que nem sempre foi encarado como coisa boa para o corpo e para o espírito e, sobretudo, muito mau para a status das pessoas. Basta recuar até às duas mais recentes civilizações do nosso continente, a Grega e a Romana, para se verificar que trabalho era para os administrativos e para os soldados...Todo o trabalho "a sério" era assegurado pelos escravos e pelas escravas...Aliás, o próprio termo "trabalho" não tem nada a ver com a definição do desempenho de uma função laboral em proveito próprio ou alheio. Trabalho, deriva, afinal, de TRIPALIUM, que era um instrumento de tortura constituido de TRÊS PAUS, que era usado para infligir castigos mais ou menos violentos aos escravos menos cumpridores.
Daí, trabalho ser, em muitas mentalidades, nada mais, nada menos do que uma tortura que é boa para os outros... Havia, pois, nas sociedades em que o "trabalho" era assegurado pelos escravos, uma enorme alcateia de penduras que nada faziam, limitando-se a viver à sombra da nobreza ou do estado, uma espécie de "desempregados" institucionais com direito a subsídio, como hoje... ou eram artesãos altamente qualificados ou artistas, ricamente remunerados pelos seus protectores...Não havia desemprego pelo simples facto de que não havia empregados no sentido actual da função. Foi a sociedade industrial, desenvolvendo actividades de mão de obra intensiva, que criou o imenso mundo do trabalho que cresceu, cresceu, cresceu até que a tecnologia começou a tornar o homem cada vez mais obsoleto e as máquinas começaram a produzir, mais, melhor, mais rápido e mais barato...
No século passado ainda houve países, de ideologia comunista que arvoraram a bandeira do pleno emprego, mediante uma habilidade que duplicava o numero de empregos efectivos reduzindo os horários a metade...os horários e, claro, os ordenados! Em vez de haver 20 milhões de trabalhadores mal pagos, passava a haver 40 milhões, pagos miseravelmente...
Cada vez serão necessários menos trabalhadores nos campos, nas fábricas, nos escritórios...A tecnologia encarregar-se-á de transformar metade da população em desempregados institucionais. Por isso, o paradigma do trabalho para todos não tem já, no nosso mundo, a mínima hipótese de vingar...Há, agora, que estudar o que fazer, num futuro que não está tão distante como isso, com os cidadãos que jamais terão uma oportunidade de trabalho mas que têm, como todos, o direito à vida!
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