
Na sessão da Assembleia da Republica dedicada à discussão do ESTADO DA NAÇÃO, de novo assistimos a horas infindáveis durante as quais partidos e governo se entertiveram a desbaratar parte importante dos nossos impostos enquanto falavam, falavam, falavam de tudo, com excepção do estado da nação já que o discurso cor-de-rosa do PM não passou de uma versão já debitada aos portugueses noutras ocasiões solenes de Alice no País das Maravilhas... Na realidade,o optimismo do nosso ministro-mor já começa a rondar as fronteiras da paranóia e, por isso, se sente cada vez mais sozinho pois ninguém, no uso das suas faculdades mentais, o acompanha na pintura do quadro de um país que já não é, definitivamente, o nosso. Claro que não se pede a um Primeiro Ministro que ande por aí a semear o derrotismo, a renúncia à luta, a submissão ao desespero mas não se pode permitir que, numa atitude super-sebastianica, insista em querer pintar um quadro que, todos sabemos, só existe no entendimento do Sr. Engenheiro Sócrates que, por este andar, é capaz de ir a banhos lá para a próxima Primavera...
-o-
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