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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FACE BOOK - BIG BROTHER...

Já que o amigo "Arte Certa" resolveu trazer para a primeira página o seu comentário ao meu "post" sobre o FaceBook, cá estou a dar alguma corda ao relógio, aqui na montra da minha loja...
"First things, first"...GRAÇAS A UM ENCONTRO COMBINADO ATRAVÉS DO FACEBOOK, UMA MENINA DE 14 ANOS É VIOLADA..." o que não é bem a mesma coisa que dizer "...mais uma menina violada por causa do facebook...".
Entre o projecto e a obra existem causalidades diversas e o FaceBook é, apenas, uma delas, no seu papel de Big Brother da era digital...
Fechar as escolas? Claro que não...Fechar o FaceBook? Claro que sim...São duas realidades diferentes que não devem comparar-se...De resto, para além de todas as explicações adiantadas pelo colega existe essa eterna questão da natureza humana e a nossa eterna tendência para o narcisismo, que levam os "facebookistas" a desnudarem-se perante uma audiência de dezenas, centenas, milhares de ninguéns, apenas números de uma febre coleccionista de amigos que jamais o serão e cuja existência se resume aquilo que deles próprios escrevem, numa atitude por vezes  exibicionista que, se mal usada ou interpretada pode virar-se contra o próprio, como foi o caso do candidato aprovado para um emprego que, subitamente, se viu preterido porque o funcionário a quem incumbia escolher se lembrou de consultar o F.B., ficando a saber que o concorrente era "gay"...
Por muito bem que os pais e outros encarregados de educação dos nossos filhos os eduquem eles serão sempre permeáveis a todos os chamamentos tipo FaceBook e se todos os perigos que os rodeiam podem ser minimizados com a aniquilação de algumas das causas, pois bem, que se eliminem...Já!

7 comentários:

  1. Caro Zito..

    O dito cujo "Cara de Livro" não é dos tempos modernos... tem barbas!... Só que foi evoluindo ao longo dos tempos...
    O Amigo, certamente, facebocou numa carteira do Gil Eanes... "aquele coração de Cupido: Ma...Amo-te".. bilhetinho dentro do caderno...
    ..."Quantas mulheres não foram anganadas com as "facebocadas" dos anuncios da revista Maria? " Homem ..situação economica estavel... deseja corresponder-se com senhora 25 /35... fim sério..."
    Mais recentemente os SMS... Enfim... "Cara de Livro" para enganar o parceiro... já vem da pré-história..

    Agora, muitoa a sério:
    a "fEDERAL tRADING cOMISSION - usa"
    elaborou a lista dos 5 perigos do Facebook
    1- Suas configurações estão sendo compartilhadas com terceiros
    2- As configurações de privacidade voltam ao modo padrão menos seguros após cada redering
    3 - Os anúncios podem conter malwere no facebook
    4 - Seus verdaeiros amigos, sem saber, podem torná-lo vulnerável
    5 Scammers estão criando perfis falsos.

    Bom fim de semana

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  2. Prefiro a tradução LIVRO DAS CARAS em que, afinal, os textos acabam por ser o mais importante...Claro que todos "facebucámos" desta ou daquela maneira mas era em circuito restrito e o conceito até nem será original mas o perigo vem, precisamente, da sua massificação e do excesso de exposição a "tutti quanti"...

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  3. Caro Zito,
    Dos seus argumentos contra o Facebook apenas posso concluir que não conhece bem a "coisa"... e não lhe fica bem esse papel de "velho do Restelo" quando estamos habituados às suas reações inteligentes ao Mundo que o rodeia.
    Repito: o Facebook tem tantos perigos como tinham no meu tempo as tardes passadas no café. O assédio de menores sempre existiu e se agora se desloca para a net e para o facebook em particular é pela mesma razão que existe o ARROZCATUM e o ARTE CERTA. O Mundo desloca-se vetiginosamente para o on-line e contra isso não há nada a fazer. Repito novamente: os pais e educadores têm que se adaptar porque, como diz Amendes no seu comentário: os anúncios da Maria, os SMS e o MSN sempre serviram para assédios vários e nunca ninguém achou que se devia acabar com eles.
    E não se esqueça que 80% dos abusos de menores são levados a cabo por familiares ou amigos próximos...
    Experimente o Facebook e verá que muda de opinião.
    Abraços.

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  4. O "LIVRO DAS CARAS" visto por: Millôr Fernandes

    .. Era uma vez uma pequena
    chamada Lia
    que dizia
    que quando um rapaz a convidava
    a um coquetel
    ela já sabia
    o que ele queria.
    Sabia
    mas ia.

    ...

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  5. Meu amigo,
    Se eu não conhecesse a coisa não teria argumentos, alguns dos quais, de resto, se apoiam na opinião de instituições insuspeitas...E sou velho, sim, mas não do Restelo: sou de Leiria, a cujo pinhal se foi colher o lenho que haveria de levar às caravelas de 500 e àqueles que por obras velerosas se vão da lei da morte libertando...A minha presença, aqui, nesta varanda cósmica fruto do progresso tecnologico e da inteligencia dos homens, é sinal de que não me coloco à margem embora me falte já algum vigor físico pata acompoanhar a velocidade vertiginosa da evolução da electronica que nem sequer coloco em causa, pois também não sou "bota de elástico"...O que eu censuro e agradeço que ninguém ouse lêr para além disso, são os exageros a que a teconolgia convida e não me parece que tudo tenha que ser óptimo só porque é novo e tecnologicamente avançado...O FaceBook apela à natureza humana e faz dela a sua ferramenta com a qual devassa a vida, os sentimentos, os gostos e os desgostos dos que caem na sua WEB (teia...) E, comparar a universalidade globalista desta arma de espionagem indirecta às revistinhas de charme, SMS e quejandos é, por demais, simplista...Já agora, vamos aos primórdios do "assédio" na figura universal do "pirôpo"...
    Desculpe, amigo, mas não vou à bola com tal companhia: prefiro o aconchego do velho e caduco humanisto!

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  6. Caro Zito,
    Que não lhe pareça que a referência ao "velho do restelo" tenha a ver com a idade! Tem a ver com a recusa pelo novo e desconhecido, nada mais... Nunca me passou pela cabeça apelidá-lo de "bota de elástico", muito em especial por uma razão egoísta: não me apetece ser apanhado como amigo de uma "coisa" dessas.

    Sem querer prolongar muito mais este ping-pong onde o palerma (que sou eu) leva capote do Príncipe, apenas lhe digo que o mito do facebook tentacular que está mal quando é (agora) para todos e que estava bem quando (antes) era só para alguns, não me cabe na cabeça...

    A lâmina de Occam diz que a explicação mais simples é quase sempre a mais provável. E, neste caso não me parece que a explicação mais simples seja a de um monstro que nasce à frente de toda a gente e que ninguém vê...

    Sem querer saber quais são as instituições insuspeitas que lhe fornecem o apoio contra o facebook, gostava de lhe fazer notar que a igreja católica tem lá uma forte presença, assim como a cruz vermelha, Cavaco Silva, Barack Obama, (e até a Madonna)...
    É estranho que todos esses (que tanto têm a preservar) se associem a uma câmara de horrores como por vezes o facebook é descrito.

    Como diz o seu amigo AMENDES: ela já sabia / o que ele queria. / Sabia / mas ia.
    Um abraço.

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  7. Amigo Carlos,
    Enganou-se, de novo: eu sei quem foram os "Velhos do Restelo" e quando Camões os denunciou nos Lusiadas não tinham a conotação de ignorantes que hoje lhes atribuímos: eram, apenas, uns pobres velhotes convencidos que a epopeia era um perigo, abrigados num conservatorismo atávico que lhes toldava a capacidade de sonhar e crer no seu semelhante..Não pertenço à classe desses velhos, nem na versão camoniana nem na carlista. Portanto não me podia sentir ofendido por me chamarem aquilo que sou: velho! Apenas repudio a comparação com os "outros" velhos, a quem tambem não nego o direito à existência...
    Quanto ao FB parece que estamos a olhar a coisa de prismas diferentes e os exemplos que me dá de individualidades que usam a ferramenta, eles lá saberão porquê mas não creio que nenhum deles verta para a pantalha universal os seus segredos mais íntimos, os seus hábitos, as suas manias, os seus devaneios, os seus sonhos mais inconfessáveis salvo, talvez, a Madonna mas essa é desbocada por natureza e escandalosa por formação...E também lhe digo que continuo a preferir a forma antiga de fazer amigos...Ninguém consegue ter centenas deles e creio que, e recorro de novo ao que já é velho, "poucos mas bons" é que é bom!

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