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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

(6249) - SALVEM O ÉDEN-PARK (2)...

A PROPÓSITO DO APELO CONTIDO NO "POST" Nº 6247, DA AUTORIA DE ADRIANO MIRANDA LIMA, RECEBEMOS O SEGUINTE COMENTÁRIO DO AMIGO JOSÉ FORTES LOPES...
 
Que mais dizer? Com este texto Adriano Miranda Lima este nobre activista cívico das causas mindelenses, praticamente arruma o debate sobre o valor patrimonial do Eden Park. Maldito sejam os que consideram o Eden Park como um pardieiro sem interesse, a abater na calada da noite, pois se as paredes gravam algum marco dos espíritos que passaram por este edifício, então o clamor chegará aos céus e talvez os espíritos superiores que passaram por esta ilha comungarão connosco estas dores que sentimos pelo estado desta nossa ilha e intercederão por nós junto do PAI. Mais uma vez sobre este e outros temas tocante aos problemas do Mindelo onde é que estarão os intelectuais e fazedores de opinião. Em 2014 Passarão 40 anos do 25 de Abril e 39 anos da independência eventos que mobilizaram milhares de nindelenses. Onde terá passado toda esta gente tão participativa nos comícios e saraus. Estarão todos distraídos, foram para a Passárgada ou não tocam em nada que queima ou seja politicamente incorrecto.
Efectivamente a cultura tem que fazer parte do dispositivo de recuperação da cidade do Mindelo pelo que a preservação do pouco património existente é essencial. S. Vicente pode ser um ponto farol no Atlantico e nesta costa de Africa, no cruzamento de vários continentes como sempre foi a sua vocação.
Ter um património como o Eden Park numa zona central a mais estratégica da ilha que é a praça nova é um trunfo para a cidade, pois é ali que desemboca tudo. Se pensarmos exclusivamente em hotéis então São Vicente transformar-se-á num paraíso turístico não pela sua cultura mas para outras procuras mundanas, e talvez até pouco dignas como se vê pelo mundo fora.Porque não modernizar o Eden Park para acolher salas multimédias galerias e ser o futuro teatro, ópera da ilha (sim senhor Ópera, pourquio pas) um auditório. Estamos aqui a pensar noutro produto cultural para além da praia que não temos muita.
Portanto os homens de cultura têm que abraçar a luta para a defesa do património material e imaterial das poucas riquezas que CV tem!





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