terça-feira, 8 de julho de 2014

[7138] - A BUROCRACIA PODE MATAR...

 

AS BUROCRACIAS MÉDICAS E DE VISTO MAIS AS INCOMPETÊNCIAS DOS CLINICOS MATARAM A NOSSA BIA.
"Quem vai morrer não pode esperar"
"A Doença da Bia tinha solução"
AS DESCULPAS DE SEMPRE DO HOSPITAL DO ESPARGO:
“Os médicos fizeram tudo o que puderam para salvar a Bia, mas o caso dela já não tinha solução”- afirmações de Dona Maria José, mais conhecida por Bia Zé, madrinha da Bia...
Maria José dos Reis mais conhecida por Bia, sofria de micropatia dilatada “crescimento do coração     e faleceu na madrugada da quarta-feira, 2 de Julho no Hospital Central do Sal, nos Espargos
e foi enterrada no mesmo dia no Cemitério de Pedra de Lume.
De acordo com informações do ex-companheiro da malograda, os serviços de saúde negaram assinar uma declaração que permitisse que esta saísse do país, para tratamento em Portugal.
A versão é desmentida pela madrinha da Bia, Dona Maria de José, ao afirmar ao Ocean Press que o caso da Bia não tinha qualquer solução, “agora nós e a Dona Milú de Funaná, estávamos empenhados em ajudá -la insistimos nisso de querer conseguir um visto de saída para Portugal.
No dia em que ela foi internada, 11 de Junho, ela ia assinar o pedido de visto e a própria Embaixada de Portugal solicitou uma declaração médica para conhecer o real problema da Bia e a Doutora Carla passou a declaração”, explicou Dona Maria José.
O pedido de visto só não foi assinado pela Bia, porque fisicamente estava muito debilitada, com dificuldade de respiração e segundo Dona Maria José na “sua ansiedade para assinar o documento se negava ir ao hospital”.
Internada com urgência Bia passou 22 dias no Hospital onde veio a falecer no dia 2 de Julho.
“Bia era como uma filha para mim e havia muita boa vontade dela e dos médicos na sua recuperação e saída do país. Os médicos não têm nenhuma culpa, pois a sua saúde oscilava, tinha dias que parecia muito bem, outros seguintes ou horas seguinte eram dolorosos. Se ela estivesse em condições de sair do país os responsáveis de saúde na Cidade da Praia, onde ela esteve também internada, eram os únicos legitimados a passar essa tal declaração de saída”, desabafou reforçando que a malograda não possuia qualquer documento que autorizasse a sua saída do país, nem documentos europeus.
Garantiu, contudo, que a única verdade nesse dilema é que Bia tinha a mãe em Portugal, que, no entanto, estava disposta a recebê-la, mas encontrava-se, também com problemas de saúde na altura.
A respeito deste assunto a Delegada de Saúde do Sal, Paula Santos, diz não ter nada declarar, preferindo respeitar o parecer técnico que envolve o doente.
“As informações do ex-companheiro da Bia não correspondem à verdade e nós não fazemos evacuações para o exterior, quem deve autorizar é o hospital da Praia”, apontou apenas.
Recorda-se que Bia, era tida como uma excelente pessoa e amada por todos em Santa Maria e Espargos e trabalhou longos anos com a artista Milú de Funaná.
AR
Espargos - 8 de Julho de 2014

1 comentário:

  1. É uma tristeza enorme que um ser humano perca a vida por causa da burocracia, como pode ter sido o caso. Mas se não foi o caso, outros certamente existem e existirão enquanto prevalecer a burocracia castradora. Pergunto se o caso desta senhora não seria resolvido com um transplante.

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