quinta-feira, 10 de julho de 2014

[7145] - CRÓNICA EVENTUAL...

0 - 0
(2-4 g,p,)

Como noutras coisas da vida, também no futebol "não há fartura que não dê em miséria"... Depois da barrigada de golos do Brasil-Alemanha, Holanda e Argentina ficaram-se  pelo zero e foi necessário, ao fim de 120 minutos de jogo, recorrer aos pontapés da marca da grande penalidade...As equipas actuaram, ambas, abaixo das suas reais virtualidades, como temendo a repetição da hecatombe da outra meia-final...As ocasiões de golo foram raríssimas e só nos últimos dez minutos do tempo regulamentar os jogadores parece terem acordado mas golos, nadinha...De Messi, nem a sombra - até porque o sol estava encoberto - e o Roben só se viu a espaços...No fim, creio que a lotaria dos chamados "penalties" colocou alguma justiça na incerteza do apuramento para a final...
Alemanha-Argentina, no próximo Domingo, tem a obrigação de ser um grande jogo entre duas interpretações de futebol algo diferentes...Creio que o confronto será favorável aos germânicos!

2 comentários:

  1. Um nulo que fica na Historia porque foi a primeira vez que houve um 0-0 nas meias-finais neste nivel e que terminou com a prova de tiros à baliza onde ganhou a Argentina 4 a 2) Na possessão de bola a gente das pampas teve 44% de posse de bola.
    Portanto a Holanda teve 56% num jogo classificado de médio.
    Segundo "L'Equipe" o melhor jogador em campo foi o guarda-redes gaucho Sergio Romero (nota 8/10) e o Messi, de quem muito se esperava, foi classificado de mediocre ou um dos piores com 4/10. No entanto o recorde negativo teve o capitão Van Persie om nota 3 (mau)
    As minas equipas ficaram para tràs e agora que ganhe o que melhor jogar.

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  2. Pois é, não quiseram ver repetida a hecatombe brasileira. Cautelas e caldos de galinha...
    Penso que o Brasil caiu na própria armadilha que quis montar. Entrou de rompante para tentar surpreender a Alemanha com um grande ímpeto atacante (que houve nos primeiros minutos), mas, quando sofreu o primeiro golo, ruiu por completo o edifício do ânimo inicial e o choque emocional foi tremendo. Mas só que o jogo tradicional do Brasil não é aquele de passes longos e lançamentos em profundidade, é o futebol pautado por posse de bola rendilhado e súbitas desmarcações, um pouco à semelhança do tiquitaca barcelonista. Com a diferença de que o jogo brasileiro era (é) mais artístico que o tiquitaca, e portanto menos fastidioso, sendo um autêntico regalo para os olhos. Com o tiquitaca costumo adormecer mas com o tradicional futebol brasileiro divertia-me. Ora, os alemães agradeceram aquele futebol de rompante porque, frios e calculistas, sabiam que aquilo era um alçapão para a equipa brasileira. Acrescente-se que os brasileiros quiseram mostrar serviço ao seu público, sentindo sobre os ombros o enorme peso de uma responsabilidade histórica, mas sem estofo emocional para arcar verdadeiramente com ele.
    E tudo porque o futebol brasileiro tem vindo a descaracterizar-se nos pés dos jogadores exportados, que na Europa assimilam atitudes tácticas que não são da sua matriz genética, embora na maior parte dos casos assumidas e até magistralmente interpretadas enquanto integrados em equipas estrangeiras. Só que a mesma filosofia não resulta inteiramente em equipas genuinamente brasileiras. É o que se tem visto desde há alguns anos a esta parte.
    O desastre brasileiro vai ainda dar pano para muita manga. E tal foi a hecatombe que o jogo de ontem é daqueles que não ficam para a História. Ambas as equipas entraram "entepide de medo" e ficaram na sombra da História, porque os jogadores não arriscaram ser nem heróis nem vilões.

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