domingo, 27 de julho de 2014

[7228] - REPONDO A VERDADE...

Há dias, no Post Nº 7223, editámos um esboço biográfico de Luis Romano, na série a que decidimos dar o título genérico de "Cabo Verde - Recordando Gente Grande".
Estes artigos são fruto das pesquisas de A.Mendes e, por vezes, aparecem em publicações brasileiras o que, óbviamente, mencionamos...Só que parece haver "gato" na coisa pois recebemos do Luiz Silva, há dois dias, esta mensagem:


Caro Zito: numa visita ao teu blogue deparei com uma biografia do Luiz Romano extraída  de uma publicação do Instituto José Maciel, do Brasil, sem citar as fontes e os autores. Trata-se de plágio dum texto meu, que aliàs deve ser publicado em breve num livro meu  de crónicas, em Portugal, e que  foi ja publicado no n° 37 da Revista LATITUDES de Fevereiro de 2010, em Paris. Os brasileiros têm o defeito de copiar tudo e mesmo as teses dos outros. Por isso te envio o meu texto para uma leitura comparativa.
Um abraço,
Luiz

Claro que lhe respondemos a lamentar o sucedido e a prometer
que publicaríamos o seu texto, no original, o que fazemos com todo o gosto...

In memoriam

NA MORTE DO ESCRITOR CABO-VERDIANO LUÍS ROMANO

LATITUDES n° 37 de fevereiro de 2010


Com a idade de 88 anos faleceu em Natal, Brasil, o escritor cabo-verdiano Luís Romano, colaborador da revista Latitudes, figura incontornável da história da emigração e da literatura cabo-verdianas. Nasceu a 6 de Outubro de 1922 numa família judaico-cristã na Ponta do Sol, ilha de Santo Antão em Cabo Verde, onde desde a infância recebeu no seio familiar a influência dos grandes escritores portugueses e franceses. Viveu o período das secas e das fomes, nos anos quarenta, entre as ilhas de Santo Antão e São Nicolau, donde extrai a essência do seu romance Famintos. Trabalhou ainda na ilha do Sal como técnico salineiro, profissão que viria a abraçar nas suas viagens no litoral africano e no Brasil.

Das origens


A Vila de Ponta de Sol em Santo Antão, com o seu mar bravo na Boca de Pistola e seus marinheiros valentes, foi um centro económico e cultural importante na ilha nos fins do século XIX até meados do século XX. Com a sua pequena burguesia de origem judaico-cristã oriunda de Gibraltar (Espanha) e Tânger (Marrocos), conservou a sua tradição religiosa, testemunhando os dois cemitérios judaicos essa presença cultural e religiosa. O seu pai, Rafael Nobre de Melo, foi funcionário municipal na Ponta do Sol e, durante um certo período, emigrante nos Estados Unidos, mas sempre ligado à imprensa cabo-verdiana, tendo sido representante do jornal A Voz de Cabo Verde em Massachusetts nos Estados Unidos. Luís Romano era também primo de Martinho Nobre de Melo, jurista, poeta e escritor, embaixador de Portugal no Brasil, mas com pouca intervenção na vida política cabo-verdiana e que fora aluno do poeta José Lopes, na Ponta do Sol. Tanto Luís Romano como o irmão Teobaldo Virgínio, oriundos da pequena burguesia letrada e possuidora de algumas terras agrícolas, são antes de tudo verdadeiros autodidactas, cujos pais, devido às crises agrícolas não possuíam meios para se fixarem em São Vicente ou em Portugal, onde os filhos pudessem prosseguir os seus estudos. Tem também uma irmã escritora, a Rosa Nery Sttau Monteiro, que vive em Portugal.


A crise económica e a crise das secas que se vivia em Cabo Verde nos anos quarenta somente poderiam encontrar uma solução provisória com o recurso à emigração. Mas a emigração para a América estava encerrada desde 1924. As travessias oceânicas clandestinas para atingir a América nos nossos pequenos veleiros, que insistiam em conquistar esse continente à procura de novos espaços económicos e culturais, tornaram-se raros e muitas vezes só aceitavam passageiros que lá tivessem familiares que pudessem pagar os custos da viagem. Como dizia o poeta Jorge Barbosa, a América tinha fechado as portas à nossa expansão, estabelecendo quotas de emigrantes por cada país.

O caminho de Dakar


Face à impossibilidade de emigrar para a América, Luís Romano, como um antigo lançado, volta-se para a costa africana, a mais próxima, Dakar-Senegal, onde começou uma nova existência no mundo francófono, seguindo depois para o norte da África e mais tarde para a Europa. Ele é um verdadeiro emigrante, no exacto sentido do termo, homem que não escolhe profissão para assumir a satisfação das suas necessidades materiais e culturais, sempre pensando na sua participação nas transformações políticas e económicas conducentes a um Cabo Verde livre e independente.


A emigração cabo-verdiana para Dakar pouco ou nada mereceu a atenção dos literatos cabo-verdianos, tendo em conta o seu importante papel desempenhado nos anos cinquenta na vida económica, política e cultural de Cabo Verde. Foi no Senegal que nasceram os primeiros movimentos políticos para a independência e foi de onde saiu o conjunto Voz de Cabo Verde, que fez a maior divulgação da música cabo-verdiana. Contudo, especial realce merece o contributo económico da emigração em Dakar para atenuar o efeito das crises sociais e económicas que se perpetuavam em Cabo Verde. Em Dakar chegaram a residir mais de quarenta mil cabo-verdianos. Com a independência do Senegal, seguida da senegalização dos quadros, muitos cabo-verdianos emigraram para os Estados Unidos, a França e a Holanda com as respectivas famílias ou seguindo os respectivos patrões. Foi de uma grande heroicidade o trabalho dessa comunidade, cujas famílias em Cabo Verde ainda hoje estão reconhecidas.


Com o romance Famintos debaixo do braço, numa verdadeira peregrinação, Luís Romano viaja pelo interior do Senegal para sentir a África na sua total dimensão. Atravessa o rio Senegal e vai à Mauritânia e a Marrocos, trabalhando como técnico salineiro e, mais tarde, emigra para a França, onde faz estudos de engenharia mecânica e obtém a nacionalidade francesa.


A sua aventura humana leva-o à descoberta da África e da sua história totalmente excluída dos nossos manuais escolares. Em Dakar encontra uma nova geração de escritores africanos à volta da Negritude, onde já se destacavam as obras de Leophold Senghor, Aimé Césaire e Cheik Anta Diop, que mais tarde viria a publicar a sua monumental obra sobre as origens da civilização africana, intitulada Nations Nègres et Culture. Na entrevista concedida a Michel Laban (em Encontros de Escritores), conta o seu périplo pelo norte da África: 


“Demorei-me com os mandingas e yolofs, que me invocaram sua presença em Cabo Verde, embora subjectivamente, desde o tempo dos “Resgates”. Em Marrocos convivi com vários elementos das mais variadas etnias e assisti a cenas das Mil e Uma Noites que me encantaram. Também observei que alguns vestígios dessas gentes eram visíveis em Cabo Verde, mas faltava uma ligação elucidativa para as minhas constantes perguntas”. 


E assim a sua visão da identidade cabo-verdiana ou da história colonial portuguesa ia-se libertando até atingir o sentido da revolta contra a fé e o império colonial de Portugal.


Um outro aspecto não aprofundado nas obras dos escritores é a origem das fomes e suas consequências na sociedade cabo-verdiana, para as quais deve ter-se em conta a dureza da repressão colonial. Na mesma entrevista de Michel Laban diz: 


“Foi em Marrocos que me apercebi de que meus companheiros de luta intelectual ou tinham de sair como eu, ou teriam de inventar grande habilidade para manter de pé a nossa cultura, mesmo que isso fosse através de redundâncias, para não ferir a sensibilidade do sistema. Ao mesmo tempo que estudava, decidi pôr em ordem os apontamentos trazidos de Cabo Verde, para ao menos salvar tantos anos de angústia nacionalista e de idealismo libertário”.


Luís Romano saiu de Cabo Verde em 1945, levando, escondido da polícia colonial, o seu romance Famintos (romance de um povo), que marca uma viragem na literatura cabo-verdiana pela denúncia da situação colonial, que engendra fomes, mortandades e emigração forçada para as ilhas de São Tomé e Príncipe, o que na expressão de Eugénio Tavares (1868-1930) constituía um regresso à escravatura, expressão essa confirmada por intelectuais portugueses, como Jerónimo de Paiva e Alfredo Margarido.


Se o grande romancista cabo-verdiano Manuel Lopes escreve o romance Os Flagelados do Vento Leste, responsabilizando o harmatão ou a própria natureza pelas fomes cíclicas em Cabo Verde, acontece que Luís Romano, com a consciência política adquirida nas aventuras pelo mundo, passa a considerar os “flagelados do vento leste” como vítimas de uma política da fome programada pelo regime colonial português. A emigração para São Tomé e Príncipe é fortemente denunciada no romance Famintos: denuncia os recrutadores cabo-verdianos, os comissários ad hoc cabo-verdianos, os intelectuais, a administração pública cabo-verdiana e o governo colonial, que encontra a solução para as secas e as fomes com o caminho para as roças de café e cacau de São Tomé e Príncipe, que enriquecia os seus proprietários. Mais de metade dos emigrantes que trabalhavam nas roças eram consumidos pelas febres tropicais. Mas a crítica maior é dirigida contra uma pequena burguesia cabo-verdiana que se aproveita da fome para tomar a terra dos mais necessitados, abusar das jovens raparigas, chicotear os famintos e usar a fome como arma de todas as humilhações, sem qualquer reacção das autoridades coloniais, submetidas ao poder fascista do regime de Salazar.


A diferença entre o romance Famintos de Luís Romano sobre a seca, as fomes e a emigração e os de Manuel Lopes, como Os Flagelados do Vento Leste ou Chuva Braba, não está simplesmente na abordagem das fomes e da emigração. Não há revolta em Manuel Lopes, que responsabiliza o vento leste ou harmatão pelas secas e fomes, enquanto Luís Romano assume o seu romance em termos políticos subentendendo que a única via a seguir era a revolta e a independência.


 No romance Famintos, de Luís Romano, tanto o jovem estudante como o emigrante Campina têm consciência política das consequências das fomes e constituem uma espécie de aliança de classes para denunciar a fome e os seus exploradores, bem como o regime colonial fascista de Salazar. Os dois aliados escutam o violão de António Mana e Damatinha de cujas cordas sai nova morna que, cheia de revolta, exprime o sentimento do povo. Proibida por ser música de preto porque não compreendem “o que o violão de António Mana está dizendo”. E Campina continua: 


“Esse violão, rapaziada, é povo inteiro que está na agonia, chorando debaixo de postura de tocador”; e mais à frente: “Dentro desse vilão está saindo história que faz gente-homem arrepiar cabelo de cabeça: é silêncio de casa deserta de gente, é trepidação de picareta, é lanho do chicote de polícia e de Mulato no lombo de desgraçado, é agonia de gente velha acabando como murraça no lume, é homem de trabalho morrendo como cachorro cheio de coceira, é criatura a pedir esmola e esticando na porta da igreja, é barulho de boca pisando milho cru.”


Os artistas populares, à imagem do grande poeta e compositor nacional Eugénio Tavares, estiveram assim à frente do combate em defesa do povo, tal como o testemunham as mornas e as manifestações culturais de autores como Lela Maninha, Jorge Monteiro e B. Leza nos momentos de partida para São Tomé e Príncipe e Angola, iniciativas seguidas também na diáspora no Senegal, Estados Unidos e mais tarde na Holanda, onde se criou a primeira casa editora cabo-verdiana, em 1965, por Djunga de Biluca.


Assim, o romance Famintos será o primeiro romance político cabo-verdiano, cujo impacto vai ser importante para a luta de libertação de Cabo Verde e da Guiné. Amílcar Cabral e o PAIGC promoveram a edição do romance Famintos, publicado unicamente em 1962 no Brasil, mas proibido imediatamente pela censura em Portugal e colónias.


A importância da emigração nas transformações políticas e culturais de Cabo Verde

A sua evolução como escritor no espaço francófono, no contacto com a literatura realista que se produzia em França, foi determinante na reescrita do romance Famintos. Daí poder-se compreender o choque que muitos receberam, mesmo entre os intelectuais, quando da publicação do romance no Brasil. Como ele diz na entrevista de Michel Laban “muita gente, embora à distância dos anos, chegou a dizer que se tratava dum exagero emocional”, pois não esperavam que também chegasse ao ponto de denunciar os próprios irmãos da pequena burguesia cabo-verdiana como sendo os primeiros beneficiários da fome e do regime colonial.


Por isso, ele considerava fundamental a emigração como instrumento de consciencialização do homem cabo-verdiano e dizia na mesma entrevista, alguns anos após a independência de Cabo Verde e na continuidade do pensamento do claridoso Baltasar Lopes, que os intelectuais cabo-verdianos deveriam emigrar para os países dos nossos emigrantes com tradição democrática, para que se fossem consciencializar quanto às formas de emancipação do seu povo. Sobre a renovação da literatura cabo-verdiana, diz nessa entrevista:  


“Para renovar a sua temática, a literatura cabo-verdiana terá de desconcentrar-se do arquipélago e ir para perto dos nossos emigrantes, em terras estrangeiras. Nascerá então a Literatura da Diáspora Cabo-verdiana, de que nada sabemos e faz parte do nosso retrato socioeconómico. Há uma tentativa nesse sentido, no meu livro de “estórias cabo-verdianas”, ILHA, em promessa de edição, escrito justamente sobre o comportamento do nosso emigrante fora de Cabo Verde. Enquanto se repetirem assuntos ligados à monotonia do viver cabo-verdiano, será quase impossível mudar de tema, talvez por efeito de uma herança que recebia-se sem criticar. Ao passo que no estrangeiro a situação é outra: Os “casos” são diferentes, os contactos e o linguajar mais diversificados”.


Na fase inicial da luta de libertação na Guiné e Cabo Verde, Famintos de Luís Romano foi um documento importante na denúncia da colonização. O PAIGC, pela mão de Amílcar Cabral, foi um dos grandes divulgadores da obra deste autor, já que na sua obra, embora condene o apoio da pequena burguesia ao colonialismo e partilhe responsabilidades nas fomes e deportações para as roças de São Tomé, revela-nos um diálogo interessante entre o emigrante consciencializado e o estudante revolucionário.


Se o combate de Luís Romano por uma maior justiça social, pondo termo à exploração do campesinato cabo-verdiano e à emigração para São Tomé e Príncipe, incrimina a pequena burguesia cabo-verdiana, acontece que Amílcar Cabral vem estender a mão a esta burguesia, que ele considera também uma vítima do colonialismo, numa procura de aliança de classes contra o colonialismo. O projecto de Amílcar Cabral, que exigia, durante a luta, à pequena burguesia que se suicidasse enquanto classe, não se concretizou a partir do momento em que ela chegou de novo ao poder.


O livro Famintos foi lido em todos os cantos da emigração cabo-verdiana e foi fundamental para o engajamento de muitos cabo-verdianos na luta pela independência. Luís Romano apostou sempre na emigração e mesmo de Natal, no Brasil, enviava livros, jornais, revistas, etc. Foi colaborador da revista Nôs Vida da Associação Cabo-verdiana da Holanda e do Kaoberdi pa Dianti da Associação Cabo-verdiana de França (1972).


Ensaísta, com incursões na antropologia cultural, publicou Cabo Verde elo antropológico entre o Brasil e a África Mãe e vários estudos sobre a cultura cabo-verdiana. Defensor da sua língua materna – o crioulo de Santo Antão – publicou o livro de contos e poemas intitulado Lzimparim-Negrume. Na revista Latitudes publicou igualmente vários artigos. Desde os fins dos anos sessenta, mantivemos uma troca de correspondência sobre os vários assuntos ligados a Cabo Verde que, com a morte de Luís Romano, perde um dos seus maiores filhos e nós um grande amigo-irmão, como me tratava.


Luiz Silva

12 comentários:

  1. Raios, pior que isso tudo é que lá há um nome de autor do texto (suponho que toparam...) que não é nem Luíz nem Silva. Há gente cá com uma lata!!! Braça Luíz e avisa da saída do book que, podendo, lá estarei para o comprar e para as fotos e propaganda da praxe no Praia de Bote.

    Braça plagiada,
    Djack

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  2. De facto, como se vê por este exemplo, as fontes podem ser perigosas e falseadas. Observe-se a fotografia do capitão António Coelho já reproduzida aqui no Ac'A, com um boné de capitão colado na cabeça de uma foto anterior por algum engraçadinho. E a coisa pegou, pois nos vários locais onde se fala dele, lá está a famigerada foto do boné "colado". Que o homem foi capitão de veleiros, não há dúvida; que usou um boné semelhante, também não. Mas que aquela foto é falseada, disso não duvidamos, tanto mais que o trabalho é bem fracote, nitidamente executado por amador. Portanto, uma foto a não utilizar, a não ser por gozo.

    Braça com história,
    Djack

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  3. Pois é amigo...Há gente que se ocupa a dificultar a vida aos outros, como se não tivesse vida própria...E, claro, quem está nestas coisas de boa fé corre o risco de, uma vez por entre outras, pôr o pé na poça...
    Braça resignado,
    Zito

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  4. O plagiador chama-se Olímpio Maciel

    www.institutojorgemaciel.org.br.

    Embora desconhecesse o autor do texto original, apresento as minhas desculpas ao Luíz Silva... "Minin de Monte"

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  5. E diz a Wikipedia, na entrada "Plágio":

    (...) No Brasil o plágio é considerado crime e sua principal referência é a lei 9.610. Todavia, a lei 9.610 é voltada para a proteção de obras comerciais. Segundo essa lei seria possível copias "pequenos trechos", o que é inadmissível em um trabalho acadêmico. Para fins de trabalho acadêmico é mais adequado seguir-se as normas da ABNT, que não admitem exceções para textos copiados. (...)

    Ó Dilma, cordá!!!!!

    Braça a olhar para o Palácio da Alvorada,
    Djack

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  6. Eu sou testemunha dos factos denunciados pelo Luiz, pois há poucos meses participei na revisão dos seus textos para o livro que vai sair. De facto, quando li o texto primeiramente publicado, fiquei intrigado e perguntei-me como era possível tanta coincidência.

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  7. Até eu publicar o meu comentário não se manifestou a música de fundo, ou seja, as mornas na voz do Zito. E eu então exclamei para mim mesmo: Que pena, o Zito já a retirou. Mas não, ela surgiu e aqui está.

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    1. Por vezes, custa a arrancar...Deve ser da idade!
      Um abraço
      Zito

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  8. Ausente uma dezena de dias gozando de umas férias mais que bucólicas, com acesso muito reduzido à "maquinaria", acabo de chegar e de ler a reacção, mais que justificada do Luiz devido o roubo do seu texto que eu conhecia por o ter lido na revista "Latitude" hà algum tempo.

    Num grau menos importante, passei por esta quando me alertaram que uma emissora crioula nos States acabara de publicar no seu blog uma "foto do Bana em Dakar", onde apareço com o malogrado Fefa Matos, meu "compère" nas lides no Senegal depois de S.Vicente.

    A fotografia - com letras garrafais dando a impressão de ser a rádio a propritària - foi retirada do meu livro "O teatro é uma paixão, a vida é uma emoção" e, até antes da publicação era uma imagem desconhecida pois tinha-a (a foto) guardada sem dia de sair.

    Plágio é roubo e todo o prevaricador deve ser chamado à ordem. Foi o que fiz mas os meninos nunca me responderam. Espero que respondam ao Luiz.

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    1. É verdade, Val..
      Recordo-me de o AcA ter feito eco desse desagradavel incidente da foto do Bana!

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  9. Somente agora pude entrar neste blogue graças a ajuda da Filomena, minha companheira. Tenho a agradecer ao Carlos Mendes e ao Zito de o terem publicado pois nao saberia que o meu texto estava a ser plagiado, ainda por brasileiros..Também muitos musicos teem sido expropriados das suas criaçoes e o mais grave é que esses plagiadores recebem até os direitos de autor. Oi na melom com essa gente pois as denuncias são poucas..
    Luiz Silva

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  10. Caros Zito, Luiz e Amigos Comentadores:
    Embora já tardiamente, pois tenho andado um pouco arredada das minhas leituras preferidas, no caso, do «Arrozcatum», não deixo de juntar a minha voz a este coro de indignação pelo plágio feito ao trabalho do Luiz Silva. Eu já o conhecia pois sou também leitora das «Latitutes». A mim o plágio, "ira-me do sério" - usando uma expressão prosaica - e puxa cá para fora todo o "meu vulcão" da minha ilha de origem.
    É que tenho sido vítima disso também no Brasil. Imaginem que há tempos encontrei livros meus meus atribuídos à escritora brasileira por sinal, também Ondina Ferreira, já falecida e famosa. Creio que é falta de um pouco de trabalho de pesquisa por parte de quem fez isso. Até o livro sobre Maria Helena Spencer: «Contos Crónicas e Reportagens», aprece atribuído à minha homónima. Mais esta: no Jornal espanhol: El País, apareceu um artigo sobre o meu ascendente gaulês: Armand Mont-Rond, o artigo foi "ipsis verbis" copiado, imagine-se! de um conto meu: «O Forasteiro». Conto efabulado e tudo! O pior é que o articulista espnahol atribui u ao francês ,a entrada da vinha em Cabo Verde! Quando sabemos que a videira foi levada pelos portugueses nos primórdios do povoamento das ilhas.- Santo Antão, Brava, S. Nicolau e Fogo todas tiveram uvas, a partir do séc. XVI, enquanto que o meu bisavô arribou à ilha do vulcão no último quartel do séc. XIX.

    Enfim, sobre isto, tenho algumas historietas bizarras que dariam uma ccrónica...

    O seu a seu dono! é o mínimo que se pede! Como te compreendo amigo Luiz!
    Um abraço a todos e bom verão!

    P. S. Zito : estou a escreve ao som da sua bela voz. As mornas que interpretou são lindíssimas e bem cantadas!

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