quinta-feira, 14 de agosto de 2014

[7280] - HISTÓRIA, HISTÓRIA...

Clube Matiota-FaceBook

ESTÓRIAS E LENDAS DE CABO VERDE, SONHANDO COM OS GONGONS, MAÇONGUES, CATCHORRONAS, CAPOTONAS......

A propósito de estórias e lendas de Cabo Verde, antigamente havia aqueles contadores de estórias, que costumavam assustar as pessoas, contando aquelas estorinhas de CATCHORRONA, MAÇONGUE, CAPOTONA, GONGON, etc.
Esses grandes contadores, tinham uma certa predilecção sádica para aterrorizar os seus ouvintes com os casos das feiticeiras e das almas penadas de outro mundo, de Capotona (ser masculino assutador que aparecia a desoras, usando um grande capote aberto), de Catchorrona (seres sobrenaturais com aspecto de cão gigante que atacavam as pessoas à noite), de Gongom (figura medonha), de Canelinha(ser muito magro, de uma única metade (só ossos), que corria sempre em linha recta para não se desconjuntar) e dos Maçongues (Maçons que, segundo a crença popular de então, pagavam aos incautos para entregar cartas de morte). 
O problema surgia depois, quando se tinha que ir pra casa, e era preciso fazer o percurso de regresso, com pouca luz ou às escuras, e as sombras dos montes de pedra, das charuteiras, das espinheiras e das tamareiras, abanadas pelo vento, faziam evocar aquelas figuras. Morria-se de medo e corria-se aos ziguezagues para despistar os possíveis e imaginários persseguidores. Uma vez sobrevidido à chegada a casa depois, antes de deitar, era preciso espreitar debaixo da cama para ter a certeza de que não se tinha alguma companhia desagradável...Finalmente, só restava a companhia do escuro e do que ele poderia esconder........
Já agora, ninguem tem uma estória pra contar?

Sugerido por Adriano M. Lima

5 comentários:

  1. Se me autorizarem e gostarem...
    transcreverei uma imemorável "estória" de gongon contada em crioulo de Sancente pelo saudoso Zizin Figueira é um verdadeiro "tratado de gongon"!

    Aguardo.

    Braça
    ...

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  2. Histórias de CATCHORRONA, MAÇONGUE, CAPOTONA, GONGON e CANILINHA que preenchiam os imaginários das pessoas, sobretudo as crianças, a partir do 'cambar do sol' em torno dos anciãos que eram os nossos livros de história e a nossa televisão. Estas figuras 'mitológicas' capeavam para além do Chã de Cemitério e quem ousasse andar pelas horas minguadas por essas bandas podia correr todos os riscos de ter um Close Enconter of the Third Kind. José F Lopes

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  3. Zito, deve haver um lapso. Este post não foi sugerido por mim, como nele consta. O José Lopes foi quem o enviou, extraindo-o do facebook, onde por acaso alguém comenta com o nome de Adriano Lima, mas outro Adriano que não eu. Mas respondi ao José no mail que ele enviou e em que fui um dos destinatários, dizendo: "Esclareço que esse comentarista do facebook que se identifica por Adriano Lima não sou eu.​ Como todas as criancinhas, eu tinha um medo dos diabos dessas figuras imaginárias que nos impingiam nas histórias contadas à boquinha da noite. Houve uma altura em que até dormia com a cabeça tapada só para não ter o azar de topar com elas na penumbra do quarto

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    Respostas
    1. O.K., amigo, está reposta a "legalidade" e retiro o "M" do nome do sugeridor...Agradeço, depois, a sugestão a essoutro Adriano Lima ou ao José e, creio, ficamos todos bem com os fantasminhas da nossa meninice...

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