terça-feira, 19 de agosto de 2014

[7291] - PRESERVAR E/OU EVOLUÍR?!...


Ouvi, dias atrás, na TV, que um professor havia reunido em livro, mais de um milhar de palavras e expressões características do linguajar tripeiro pois, dizia o autor, muitas dessas especificidades se estavam a perder, afogadas em novas palavras que as facilidades de comunicação colocam no nosso léxico, numa operação de padronização inconsciente mas evidente...
Pergunto a mim mesmo se, embora reconhecendo que as línguas são instrumentos dinâmicos que, portanto, evoluem ou, pelo menos, se alteram, não haverá por aí  umas que serão mais permeáveis à importação, como parece ser o caso do português (de Portugal) que cada vez mais assimila termos e expressões do português do Brasil e anglicismos inculcados pela linguagem informática...
Ao mesmo tempo, parece que se vão perdendo nesse trajecto termos coloquiais característicos de diversas regiões do país o que coloca a questão de saber se, nesta luta de influências existirá um "deve-haver" que quantifique o fenómeno e nos permita julgar se a "nossa" língua sai perdendo ou ganhando nesta osmose que parece funcionar melhor num só dos sentidos...
Em tal contexto, será ou não, legítimo, tentar preservar os modismos linguísticos regionais como pertencendo ao nosso património cultural, sem dar a ideia de que somos um povo de nacionalismos bacocos?!

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