quarta-feira, 27 de agosto de 2014

[7317] - CRISE OU LAXISMO?!


"Construído nos finais do século XIX, o Mercado dos Órgãos cedo desponta como uma importante feira do interior de Santiago. Assume esse estatuto até à década de 60. Agora, o projecto que visa restituir-lhe a sua centralidade económica e brilho de outrora custará mais de 105 milhões de escudos e será executado no prazo de um ano. De acordo com o presidente Victor Baessa, 80 por cento desse valor é financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Francês, enquanto que os restantes 20 por cento serão assumidos pela edilidade e parceiros."

Este é um excerto de uma notícia publicada em "A Semana",  a 24 do corrente e que só nos pode provocar um sentimento de real satisfação por constatarmos que, com perseverança e interesse pela coisa publica, existem mecanismos capazes de ajudar a melhorar a economia de uma região e, por tabela, o bem estar das populações...Aqui, a ajuda externa participa com a parte do leão num empreendimento de verdadeiro alcance económico-social e que terá sido resultado de negociações entre a edilidade e o tal Fundo de Desenvolvimento Francês... Tal constatação leva-nos directamente ao estado de degradação progressiva que fere de morte muito do património arquitectónico do Mindelo, com maior visibilidade para os casos do antigo Liceu, do Fortim d'el Rei, do Eden-Park, do edifício da antiga Administração e por aí fora. E, claro, a pergunta é evidente: se o  município dos Órgãos conseguiu uma tão significativa ajuda para a execução de uma obra de iniludível interesse comum, não haverá idênticas possibilidades que a edilidade do Mindelo possa explorar para acudir ao inestimável património da cidade?!
Estaremos, pois, em presença de alguma incapacidade dos órgãos municipais ou existirão impedimentos políticos de escala nacional a cercear tal tipo de iniciativas?!

1 comentário:

  1. Estaremos, pois, em presença de alguma incapacidade dos órgãos municipais ou existirão impedimentos políticos de escala nacional a cercear tal tipo de iniciativas?!
    Boa questão a colocar a CMSV e ao Estado de Cabo Verde

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