quarta-feira, 1 de outubro de 2014

[7476] - PERGUNTA OPORTUNA...

Clube Matiota

Como estão os fundos marinhos na zona da Matiota e da Laginha com toda a actividade resultante da existência dos estaleiros?
O mercúrio, o chumbo, todos aqueles metais pesados e produtos tóxicos que resultam da reparação naval, onde vão parar? Terão tratamento?
Qual o destino dos desperdícios resultantes dessa actividade?


Esta pergunta foi formulada nas redes sociais há já alguns dias, mas não há notícia de que tenha sido respondida...

2 comentários:

  1. Essas foram precisamente as questões que levantei no meu parecer em forma de artigos que publiquei nesta altura no então Liberal Online e Noticias do Norte.

    Parece-me que dois proveitos não podem caber no mesmo saco no sentido em que alguém um dia terá que julgar e decidir esta questão. Ou esta área é destinada a actividades económicas industrias (estaleiros) e assume-se todas as consequências políticas desta decisão, ou é destinada a lazer (praias etc, laginha matiota etc), neste caso os estaleiros e tudo o que vem ‘avec’ não têm aí lugar. Pretender fazer as duas coisas é enganar as pessoas e pôr a saúde das pessoas em risco. Pode haver risco de a contaminação química e biológica aumentar nesta área no futuro, se ela já não existe. Sim

    Por outro lado, os acontecimentos na Laginha da semana passada vêm confirmar o que enunciei. Os climatologista têm vindo a alertar o aumento de eventos meteorológicos extremos que assolam cada vez mais as zonas costeira em toda parte do mundo, nomeadamente a zonas inundáveis. Cabo Verde não vive na Lua, que eu saiba, ou será que os políticos o blindaram para a natureza.
    As zonas costeiras tornaram-se vulneráveis e o urbanismo concentra-se precisamente nesta zonas , de preferência junto à praia sobretudo para o lazer e o turismo.
    Uma conjugação de eventos extremos temporais: marés, um ciclone, correntes, ribeiras a correr é o pior de todos os cenários possíveis. Em CV pode ser complicado. Toda a área marginal de S. Vicente pode estar potencialmente em risco, incluindo a Baia das gatas que virou uma autêntica cidade, uma atitude irresponsável das autoridades do país que deveriam preservar esta área para um turismo de lazer, como era antigamente, e não contruir de raíz sem ordenamento uma cidade balneária para a pequena burguesia mindelense. As construções em prédio de vários andares é uma afronta ao bom senso. Depois é preciso muita água, luz, rede de esgotos tratamento do lixo e etc etc

    Estará o país a preparar-se para os diferentes cenários . Existe uma educação ambiental? O que se vai fazer do lixo da poluição etc. Existe alguma antecipação? Neste momento existe muito ruído político mediático e não há uma reflexão sobre a problemática de sustentabilidade em CV e ninguém quer levantar as verdadeiras questões até que…

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  2. ...ATÉ QUE SEJA TARDE DEMAIS E POR MAIS QUE SE TORÇA A ORELHA, NÃO DEITAR PINGA DE SANGUE...

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