quarta-feira, 19 de novembro de 2014

[7645] - OS FORÇADOS DAS ROÇAS DE S.TOMÉ...


Recente leitura neste blog instigou a fazermos algo pelo povo de S. Tomé e Príncipe, em especial o povo de cabo Verde que lá se encontra,  e pensando no que apregoa os objectivos de desenvolvimento  do milênio – ODM  e o comprometimento da ONU como desenvolvimento econômico e social, assumidos nas conferências globais, a Assembleia do Milênio, em 2000, e a Cúpula Mundial, em 2005,  as minhas inquietações encontram eco especial no que declaram como pretensão:

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome;
2. Atingir o ensino básico universal;
3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
4. Reduzir a mortalidade infantil;
5. Melhorar a saúde materna;
6. Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças;
7. Garantir a sustentabilidade ambiental;
8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento.

Estes compromissos baseiam-se num estratégia global e deve-se adequar as diversas realidades regionais em cada pais. Os países membros e instituidores de diversos fundos de desenvolvimento, a exemplo do Banco Mundial e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) já marcam presença com avaliações e até projectos em São Tomé e Príncipe.

Em rápida pesquisa encontrei a presença do FIDA desde 1985 em atividades com pesca e agricultura, desenvolvimento de capacidades para fortalecimento o capital humano e social local.  Este Fundo é o mesmo que financia os projectos de desenvolvimento nos quais trabalho a 10 (dez) anos. Possui metodologia participativa e preza pela erradicação da pobreza extrema. Lá o FIDA investiu em programas e projectos que trabalham para :
melhorar a infraestrutura e tecnologias de processamento do país e apoiar os serviços agrícolas e de mercados; melhorar o acesso das pessoas aos mercados e serviços, enfim o objectivo resumiu-se em capacitar os pobres rurais para cuidar de seu próprio desenvolvimento, nomeadamente através das suas próprias associações , trabalhando com prestadores de serviços , ONGs e governo.

Também existe uma recente avaliação feita sobre a actuação do  Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas ( PNUD) que recebeu recursos para O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas ( PNUD) , através de seu escritório em São Tomé e Príncipe acerca de  financiamento da Governação Democrática Temática Fundo Fiduciário( DGTFF ) para a implementação do Projecto de Fortalecimento de Liderança, cujo Projecto responsabilizava-se pela formação e  ajuda a líderes das instituições públicas, ministérios , parlamento e dos Municípios , bem como as instituições regionais  para desenvolver capacitação em suas instituições e após qualificados,   transformar os desafios locais em vantagens e fomentar o  crescimento do país, garantindo uma distribuição mais equitativa das oportunidades e do uso  recursos naturais do país.

Diante deste quadro e do vasto material de referência que podemos encontrar proponho aos que se interessarem uma consulta ao PNUD, através do escritório local e ao FIDA através da divisão da África e ao Banco mundial  sobre a possibilidade de aporte de novos recursos.

Saliento que nos relatórios referenciados existem os registos da participação dos bancos locais, ONGs e outros parceiros, o que nos credita a reconhecer a possibilidade de contrapartida, inclusive do banco da África do Sul. Precisamos entender melhor onde entraria Cabo Verde e com que tipo de aporte, talvez resgate a cultura e tradições, as contrapartidas muitas vezes não são financeiras mas podem ser monitorizáveis.

Aos que toparem, sugiro que qualifiquemos melhor os beneficiários, sua presença no pais com trajectória histórica, os potenciais parceiros a serem consultados, a participação de Cabo Verde e a receptividade do Projecto  para elaboração de um nota de consulta – chamada normalmente de nota de conceito  neste organismos. Quanto aos órgãos citados, todos possuem modelos próprios de carta consulta – etapa posterior, que  oportunamente nos enviarão, se a nota de consulta/ conceito for respondida.

Assim, conclamo os muitos profissionais e amantes de Cabo Verde que se interessarem para formamos um grupo de trabalho on line e darmos segmento a questão.

Avante!

Heide Oliveira
Salvador - Bahía
Brasil



2 comentários:

  1. Este caso só tem solução através do consentimento e acordo dos estados soberanos envolvidos: Portugal, S. Tome e Cabo Verde. Se um deles bloquear nada feito. Agora a pressão sobre eles deve existir.
    Nós só podemos denunciar e incluir este problema na nossa plataforma. Mas se de antemão estivermos excluídos do Debate da Regionalização pelo Sistema do Novo Partido Único, como poderá configurar, não se irá muito longe. Mas é bom saber que Portugal S. Tome e Cavo Verde podem recorrer a canais internacionais para resolver definitivamente este problema.

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  2. O Governo do partido ùnico prometeu resolver o assunto antes da independência. Falharam e não querem reconhecer que meteram àgua por todos os lados. Assim, continuam com discursos gandiloquentes, promessas de vésperas das eleições e depois voltam ao soninho da vida que os impede de ouvir os queixumes de quem ludibriaram.

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