terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[7702] - SUSPENSA AJUDA NO FOGO...




Cesar Brutus " Carlos França
Era muito importante que as autoridades de Cabo Verde explicassem á população da Ilha do Fogo e ao país em geral, porque dispensaram a ajuda dos Marinheiros e Fuzileiros portugueses...Segundo estes, foram embora sem que a sua missão de ajuda humanitária ás populações da Ilha do Vulcão fosse completada na integra. Segundo os mesmos, podiam ter ajudado muito mais... A população precisava de muito mais apoio e de ajuda.Os mesmos marinheiros não entenderam o porquê da sua dispensa depois do que visualizaram no terreno. Pessoas com fome, sem casa, sem abrigos e sem comida, ficaram á sua sorte. Segundo os mesmos, as provisões oferecidas por Portugal ficaram dentro de um armazem, assim como as WC móveis e muito material, á guarda da Proteção Civil de Cabo Verde, ali na Ilha.
Depois de falar cerca de 5 horas com dezenas de marinheiros que passearam e jantaram na Cidade da Praia, segundo estes, a Marinha portuguesa vinha preparada para oferecer 200 refeições quentes por dia, durante um mês. Qual o seu espanto quando receberam ordens do Sr.Almirante para regressarem a Portugal. Ontem, á noite, depois de confraternizar com cerca de 50 marinheiros e Fuzileiros Navais, alguns choraram mesmo, pois sairam de Cabo Verde tristes por não ajudarem as populações sofredoras da Ilha do Fogo como mereciam.
Ainda hoje, o Presidente da Proteção Civil, no terreno, afirmou ás Rádios Nacionais,que provavelmente, teriam que evacuar perto de 2000 pessoas, entre elas dificientes motores, grávidas, crianças e pessoas de idade muito avançada.. .Disse, ainda,que as autoridades caboverdeanas estavam bem preparadas para o pior dos acontecimentos, caso venha a ocorrer. Será que têm essa preparação? Que meios têm para evacuar essas pessoas, em caso de urgência ?
Fica a pergunta no ar: quem dispensou os militares portugueses afirmando que já não faziam falta no terreno?
Confirma-se ?

- Este comentário apareceu a 10 de Dezembro, no Facebook...Despois, silêncio sepulcral!

1 comentário:

  1. Esta é uma questão que tem de ser bem esclarecida. Não é compreensível dispensar a ajuda de quem a vem prestar de boa vontade e ainda por cima com meios inexistentes ou escassos no local da intervenção. Também me pareceu que a saída do navio foi antecipada em relação às expectativas que foram criadas.

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