quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

[7769] - SOLUÇÃO DISCUTIVEL...


Esta foto reproduz a saudosa Cesária Évora cujo nome, como se sabe, foi dado ao Aeroporto de S.Pedro, em S.Vicente de Cabo Verde, local onde o monumento foi erigido...
O Amendes, que enviou a foto, não gostou, inclusive do enquadramento, que também não conseguimos entender em toda a sua extensão, se é que existe alguma simbologia neste conjunto...
Desde o início que demos conta da nossa discordância, de dar a um Aeroporto o nome de uma figura que nada tem a ver com a estrutura que baptisa salvo, quiçá o facto de ter sido sua utilizadora frequente...
Por esse mundo fora, normalmente, os Aeroportos levam os nomes de figuras políticas de relevo (JFK - USA) ou que, de uma forma ou de outra, tenham a ver com as actividades aeronáuticas (Santos Dumont - Brasil)...
Por exemplo, alguém se lembra de Joaquim Avelino Ribeiro (Quinquim Ribeiro), grande entusiasta da criação do Aeroclube de Cabo Verde, percursor dos TACV? E, por exemplo, o nome do primeiro piloto-aviador cabo-verdiano? Ou o do Eng. Humberto Duarte Fonseca, com trabalhos premiados internacionalmente, no domínio da segurança das pistas de aterragem? E, tantos outros...
Não está, aqui, em causa o merecimento da artista, cuja estátua, aliás, nos parece de muita qualidade estética, apenas duvidamos que a causa se ajuste ao efeito...Aliás, quando, amanhã, o Mindelo tiver, finalmente, uma casa de espectáculos digna, que nome lhe darão?

10 comentários:

  1. O maior escândalo não foi baptizar o Aeroporto Cesària Évora que nem uma bicicleta conduzia e pessoa que temo o maior afecto, mas ignorar o nome de Quinquim Ribeiro, um santiaguense de sete costados, criador da avião cabo-verdiana. Aeroporto Mandela devia ser o da Capital sul-africana

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  2. Concordo com o escândalo a que aludiram tanto o nosso Zito como o Valdemar. Com efeito foi uma oportunidade perdida não se ter dado o nome de Joaquim Ribeiro, Qinquim Ribeiro ao aeroporto da Praia. Trata-se de um pioneiro da nossa pequena aviação civil, de alguém que fundou o aero - clube da Paria e quem com entusiasmo e fé na causa da ligação aérea inter ilhas, esteve na construção dos aeródromos da Praia, do Fogo. Mas não, passou-se uma esponja sobre isso e não se enaltece essa figura.
    Concordo, Zito, a Cesária merecia e merece a estátua em outro local mais afim com a arte, com o canto em particular...
    Mas este pessoal nunca acerta! Desde a independência que vimos assistindo a patronos que nada têm a ver com o assunto, cujo nome emprestam.
    Enfim, esperemos que se modifique este "status" sem semântica a acompanhar.
    Abraços
    Ondina

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  3. Reparem na pobreza do local... mini-palmeiras secas... o fundo em pedra, parece mais um "quintalona"!-...

    ... Por falar em Quiquim Ribeiro:

    A C.M. de Lisboa, deliberou bôtzar" o aeroporto de Lisboa com o nome de Humberto Delgado , criador da TAP e ligado á aeronáutica.

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  4. Demagogia, propaganda falou alto. Claro que um nome Cesária é um chamariz turístico mas ela merecia ser homenageada viva e morte e uma homenagem compatível. Não sei se ela concordava por o seu nome no Aeroporto de S Pedro um nome pelo qual sempre os mindelenses conheceram este aeroporto.O nome dela podia ir para muitas obras de cariz cultural recreativo etc a existir e a existir. Agora desde que a Praia começou a intrometer na vida de S. Vicente a mandar e a desmandar e que a ilha se encontra abandonada sei rei nem roque é só 'cada palhaçaria'.

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  5. Amigo, Amigo , Amigo , tcheu vez Amigo,

    ... " Agora desde que a Praia começou a intrometer na vida de S. Vicente..."
    Na minha "intromisson", isto pode ser verdade para certos actos da governação... Agora, neste caso, como no do Eden-Park, Fortim, Liceu, Escola Nova (outros que desconheço) deve-se unicamente à apatia das autoridades locais e à Sociedade Civil... que nada faz para inverter o rumo da governação local... Simplesmente estão-se nas tintas!!!
    Veja o caso que relatei sobre a recuperação da Escola Nova...Não foi a Praia que mandou para o lixo a nota da C de Oeiras!

    Perdoi-me a intromissom

    Braça
    Am

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  6. Sim tens razão Amendes, mas convenhamos são as duas coisas. O ambiente de desleixo e displicência é generalizado. O número de petições cartas enviadas para os poderes centrais sem resposta amontoam-se!! A este ponto da situação as responsabilidades são partilhadas e diria neste caso que a culpa é de S. Vicente. Mas convenhamos que as políticas de cortar pernas, abandalhar, fazer com que a incompetência e a irresponsabilidade generalizada se instale vem de alto e de há muito tempo. Costuma-se dizer nasce torto tarde ou nunca se endireita mas já estamos a chorar os ditadores do partido único e qualquer dia os portugueses pois nenhum deles abandalhou CV e SV a este nível.

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  7. Há coisas que nos habituamos a ouvir desde menino, que enraizavam e até faziam medo. Lembro-me dos gongons e das pragas e de "maldeçom". Parece que os adultos continuam o costume por interesse próprio ou por inveja ou ainda por maldade.
    Nos primeiros dias de independência o Presidente disse que S.Vicente ia ter vinte anos de purgatório. Ele, bem como os seus familiares, foram sempre bem tratados na ilha e até foi buscar esposa (minha prima) no Alto de Companhia. Portanto não compreendo essa maldade que foi dobrada pelos seus seguidores que podiam potapetear as traseiras de qualquer Edil que não cumprisse.
    E o desastre começou com foloclôrica da Isaura que recusou as facilidades concedidas para a aquisição do Eden Park e acabou por desbaratar o, muitas vezes secular, Fortm d'El Rey. Acho que os sucessivos "Reys" da Praia podiam, se quisessem, salvar-nos do afogamento das Câmaras atravez dos Ministérios das Obras Públicas, da Cultura, etc.
    Não me parece para breve qualquer reacção a nosso favor. Vejam o escândalo do Curador previsto, festejado e... no fim não nomeado, o que redundou numa sem vergonhice e descrédito.
    Muito há ainda a citar e acho que podemos fazê-lo sempre que possivel.

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  8. Por culpa dos nossos pecados, vieram especialistas e enaltecer a riqueza arquitectônica herdada dos tempos de diazà, o que serviu para engordar mais ainda a birra de meninos mal educados. As casas foram feitas dentro das normas por necessidade e por amor ao belo, numa altura em que S.Vicente e Porto Grande eram o pulmão e o coração do arquipélago cujo desenvolvimento se deveu aos ibritânicos que vendiam o carvão e depois o fuel. Os trabalhadores passaram a ser sanvicentinos mas eram oriundos de todas as outras ilhas, nomeadamente da de S.Nicolau que deixou marca ainda conservada (v.g. Alto de S.Nicolau). Se os autoctones são o que são, nada inventaram; assimilaram e criaram o "mnine buzode de SonCente" onde os mais assimilàveis não aderiram.
    Jà que não aparece ninguém instalado, vamos ter de convidar o advogado e jurisconsulto Felizberto Vieira Lopes (v/ no A Semana on line) para anotar todas essas estôrias que nos orgulham e as aberrações que desprestigiam qualquer ser humano.
    João de Deus Soares (Jom de nha Maninha)

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    1. Oops:
      Leiam por favor: "...onde os MENOS assimilàveis não aderiram".
      Obrigado
      Jom

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  9. Este é um assunto em que sinto dificuldade em opinar. Sem dúvida que a Cize merece estar aqui postada, mas provavelmente o seu nome se ajustaria melhor a algo ligado a cultura em Cabo Verde. Contudo, até nem me parece cair mal que ela esteja a dar as boas vindas a quem desembarca no aeroporto.

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