quarta-feira, 11 de novembro de 2015

[8636] - UM W.T.C. EM CABO VERDE...


A capital de Cabo Verde deverá ganhar nos próximos anos uma importante infra-estrutura de negócios e indústria, bem como lazer, hotelaria e sala moderna de convenções de standard internacional, fruto de um investimento de um grande consórcio angolano, o mesmo que promove o impressionante que será o «World Trade Center» Angola, a nascer no espaço do complexo comercial de Viana e cujos primeiros projectos já começam a nascer.

Durante o encontro com os promotores destes dois gigantescos empreendimentos, o Primeiro-Ministro, José Maria Neves foi informado que partirá, já nesta quarta-feira, provavelmente no mesmo voo que o Primeiro-Ministro, para a cidade da Praia uma importante delegação do referido consórcio para assinar os primeiros contractos com a Câmara da Praia neste sentido para, logo após o acerto com a edilidade, aí sim, iniciarem-se os contactos com o Governo sobre a efectivação deste estratégico empreendimento a ser construído, em fases, nas proximidades do complexo do Casa para Todos próximo ao aeroporto Internacional da Praia-Nélson Mandela.

Um investimento que, de acordo com os donos estará orçado em aproximadamente 100 milhões de dólares e que irá construir as facilidades que já fizéramos referência, assim como um hotel cinco estrelas e um complexo de convenções de última geração, para além de edifícios modernos de negócios, mas também de moradias e outras.

Um empreendimento que demonstra o reforço das relações económico-empresariais entre cabo-verdianos e angolanos e que constituirá, como realçou José Maria Neves, uma grande mais-valia para a cidade da praia, valorizando e contribuindo enormemente para a urbanização e expansão daquela zona da cidade da Praia. Sem contar que vai de acordo com a visão de desenvolvimento dos vários clusters e do reforço da posição de Cabo Verde como um estratégico centro de prestação de serviços no ocidente africano.

Quanto ao «World Trade Center Angola», salvo as devidas proporções, pois trata-se de um empreendimento na ordem dos 100 mil milhões de dólares, este irá oferecer infra-estruturas várias para a edificação de fábricas, negócios, moradias para 800 famílias, espaços de verde e de lazer, o maior shopping comercial de Angola e espaços de armazéns e logística para as indústrias, para além do já negociado centro de formação de futebol do Sporting de Portugal, em parceria com o Sporting de Luanda.

Várias infra-estruturas já começam a nascer neste espaço como um dos híper-mercados da cadeia «Kero», a maior do grupo no país, e outras importantes cadeias de comércio nacionais e internacionais. (in A Nação)

9 comentários:

  1. Decididamente, todos os caminhos do dinheiro em C. Verde levam à Praia... Leiam esta notícia que está em todos os jornais após a visitinha de JMN a Angola: a Praia terá em breve o seu World Trade Center!
    Depois dos Chineses, com a Casa de Jogos do Azar e da Batota, na Praia, agora são os angolanos com o dinheiro dos Diamante e o Petróleo para um Trade Center da corrupção pois, pergunto-me, que negócios podem ser feitos com angolanos? 'Es fejon tem tucim'...
    Em todos os casos, aí está o MPLA, sempre pronto para dar uma ajudinha ao PAICV...
    Em Cabo Verde, a vez de S.Vicente nunca mais chegará, quanto mais a vez das outras ilhas !!!
    José Fortes Lopes

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  2. É a megalomania na sua máxima potencia:

    O futuro de cabo Verde e sua sustentação harmoniosa, está na agricultura e nas pescas.


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  3. Na verdade há uma politica timida e de mansinha como as gotas de orvalho, e toda a politica de concentraçao de poderes e bens desde a Independencia que vem fazendo de Santiago a ilha de maior densidade e tambem de eleitores. Isto desviou para esta ilha quase tudo até que a ilha do Fogo por exemplo não presta atençao da sua colonizaçao.e tudo que perdeu depois da independencia, ficando num lugar derradeiro das ilhas quando era a terceira ilha e de muito respeito para os seus cidadaos. Hoje o cidadao do Fogo, nem a quer visitar! Nhos abri odju!

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  4. É que já não há um dia em que despudoradamente o governo ou uma associação de pseudo-privados anunciam investimentos avultados para ilha capital (centenas de milhões), projectos estruturantes, iniciativas culturais diversas etc.
    Os fariseus de sempre dirão 'ah isso são investimentos para Cabo Verde' mas eu responderei: se um pingo destes investimentos fossem vertidos noutras ilhas outros galos cantariam. E é por isso que uma ilha como S. Vicente se 'clochardizou' , abandalhou-se em 40 anos e temos agora a Praia, que foi permitida reciclar todas ajudas e investimentos, nova-rica.
    Que fique bem claro eu não tenho nada contra o desenvolvimento de Santiago e a felicidade do seu povo, desde que seja impulsionado por privados. mas o Estado é de todo CV e não pode ter políticas injustas.
    Outros dirão a autarquia tem que ter iniciativas. Mas a resposta é como num país centralizado à comunista em que o Estado é dono de tudo como é que uma autarquia pode ter latitudes para ir buscar investimentos de milhões, se o próprio governo o tolheria as pernas, como alegadamente aconteceu aos boicotes a investimentos que foram anunciados para a ilha há anos.
    Eu continuo a achar que algo não está bem em CV e que é preciso mudar de modelo.
    Pois o projecto Cluster do mar (um lencinho acenado) é um autêntico bluff. Como é que CV pode um projecto tão ambicioso sem financiamentos, know-how e não estando inserido em nenhum cluster económico mundial? Cluster do mar que eu saiba só os holandeses e dinamarqueses é que possuem desde há 300 anos, e mesmo assim não sei o que é!!!

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  5. Danillon 11 bem vindo à discussão. Com efeito Nhos abri odju! pois eu continuo a achar que algo não está bem em CV e que é preciso mudar de modelo.

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  6. Errata onde se lê 'anuncia' deve-se ler 'não anuncia'

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  7. Os contatos de investimentos não são exclusivos do Governo. As Câmaras Municipais e as associações comerciais e industriais que devem existir em S.Vicente, poderiam fazer tentativas nesse sentido. Sabe-se lá se não dariam frutos. Há que lembrar a essas entidades tais hipóteses e não ficarmos sempre a lamentar-nos em função do sucesso dos outros, ainda que saibamos que as forças das da Praia, inclusive o Governo, são muito desproporcionadas.

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  8. Cem por cento de acordo com o comentário do Amigo Pirilampo...

    Não foram os "badios" que mandaram destruir o Fortim / Eden Park, etc Não são os "badios" os culpados do antigo Liceu GE chegar ao ponto em se encontra. Para evitar a "catástrofe" bastava que a Câmara o fosse reparando ao longo do tempo... não o deixando degradar ao ponto de não retorno...
    A diferença de acção:
    O Jornal a Voz de Cabo Verde ( 1911) relata o seguinte: - Os trabalhadores das "carvoeiras" vivem em barracas degradas de madeira em Chã Cemitério... Um dia de infortúnio houve um incendio em grande partes delas... Os trabalhadores e o povo mindelense revoltou-se violentamente, com greves e outros protestos... Resultado: Imediatamente, as "carvoeiras" começaram a edificar casas em alvenaria e a dar-lhes outras regalias a que tinham todo o mais que merecido direito...

    Sem "guerra" câ tem hipótese.

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  9. Apareço aqui tardiamente mas julgo que a tempo ainda de sublinhar as palavras do AMendes, no que elas têm de implícito e significativo.
    A verdade é que se o centralismo vingou e parece estar de pedra e cal é porque o povo das outras ilhas se portou como autênticos carneiros.

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