sábado, 14 de novembro de 2015

[8649] - O IMPÉRIO DO TERROR...

PARIS, O CORAÇÃO DA
EUROPA, DE NOVO FERIDA
DE MORTE POR FERAS
DESUMANAS A QUEM SÓ
UM DUVIDOSO ESCRÚPULO
LEGALISTA PERMITE A LIBERDADE!
A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL, MINADA POR DENTRO E POR FORA, ASSISTE, IMPOTENTE À SUA DESTRUIÇÃO, ENQUANTO OS PODERES INSTITUÍDOS DISCUTEM
O SEXO DOS ANJOS!

DO QUE É QUE ESTAMOS
À ESPERA, AFINAL?!

5 comentários:

  1. Para mim, infelizmente, o ataque não foi surpresa. Pela forma como agem os fanáticos e pela desenvoltura de uma certa camada da população tresloucada, essa reacção tinha de suceder; só que veio de forma mais cruel e, como sempre, inoportuna.
    Como é que se compreende que, na evolução diabólica dos radicais, possa aparecer um grupo que, manipulando os migrantes preconizando o "No border" quando o Estado fecha as fronteiras? Agora trancam as portas mas tudo leva a crer que o bicho está na fruta.

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  2. Frutos amargos das "Primaveras" árabes....

    O resultado sinistro da troca d'armas por hipotéticas democracias!

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  3. Pura e simplesmente Chocante. O Mundo está em estado de choque

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  4. Diz bem o post, discutem o sexo dos anjos, esses políticos de curtos horizontes mentais e alienados da História. Mas penso que vai chegar o momento em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai ter de se reunir para conceber a resposta adequada a este fenómeno. A situação é mesmo de guerra, ainda que apareçam alguns teóricos patetas a dizer que guerra não é o termo exacto por não revestir contornos clássicos. Eu acho que é puro disparate pensar assim. Para mim, guerra é tudo o que ameaça e põe em causa a segurança dos povos. Aliás, se fôssemos restringir o conceito de guerra, também se poderia dizer que não foi guerra o que se passou na Argélia, no Vietname e nas antigas colónias portuguesas.
    Sucede até que esta “guerra” que assola o Médio Oriente e repercute-se de forma insidiosa no Ocidente é para mim mais ameaçadora exactamente por fugir aos padrões clássicos, os quais sempre permitem o cálculo matemático das possibilidades entre os contendores e abrem sempre margem para acordos de natureza política e diplomática. Esta não, tem a marca da indefinição política, da fluidez das suas fronteiras físicas e psicológicas e da imprevisibilidade das suas repercussões, o que a torna, portanto, uma verdadeira ameaça à civilização. Uma ameaça sem precedentes. Que o digam os passageiros do avião russo derrubado, que o digam os franceses ontem chacinados. E note-se ainda que poderá ser supérfluo avaliá-la pelo viés do radicalismo religioso ou de um simples conflito religioso. Pensar assim é ignorar que as principais vítimas têm sido os povos islâmicos. Ainda ontem as imagens televisivas mostravam a presença de franceses magrebinos entre as vítimas e entre as forças policiais e militares. Não caiamos em simplificações porque caso contrário baralhamos as vias que podem conduzir à solução do problema.
    Tenho para mim que a ONU tem de declarar uma guerra de envolvimento mundial contra a ameaça que paira no Médio Oriente. Os russos vêm falando nisso mas a Europa tapa os ouvidos (como é habitual) e os EUA vão fingindo que não ouvem, talvez porque ainda não sararam as feridas das guerras anteriores. Mas não, o caminho só poderá ser de “guerra guerreada” e a sério, porque senão o caos atinge dimensões incalculáveis e imprevisíveis. É certo que o Ocidente teme este tipo de guerra, que não é o dos conflitos antigos que bem conhece. Combater os radicais islâmicos não se pode limitar a bombardeamentos. Tem de se ir ao terreno para enfrentar o inimigo e aniquilá-lo fisicamente, o que poderá implicar uma escala que até me arrepia imaginá-lo. E isto porque não concebo que esta guerra seja consentânea com a gestão de prisioneiros de guerra nos moldes da Convenção de Genebra, pois que o inimigo é do género que não teme a morte e prefere morrer de armas na mão. Ora, este um lado do problema que deve preocupar o Ocidente em duplo sentido. Primeiro, porque deve recear uma escalada sangrenta que possa interpelar ou pôr em causa os seus padrões civilizacionais. Segundo, porque enfrentar um inimigo kamikaze aumenta consideravelmente as baixas nas hostes de quem o combate. O inimigo poderá aceitar situações de combate frontal e aberto em moldes clássicos. Mas é muito mais provável que prefira a disseminação e o entrincheiramento em zonas urbanas, com maior ou menor grau de cobertura atrás de populações civis. Aqui é que o problema é mais bicudo para as forças ocidentais, visto que o combate em áreas urbanas, de rua e de porta em porta, cria enormes vulnerabilidades entre os atacantes e coloca delicadíssimos constrangimentos morais, dado o risco sempre presente de danos colaterais incontroláveis.

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  5. Continuação do meu comentário.

    Creio que o Ocidente tem plena consciência deste estendal de riscos e é por isso que até agora se tem limitado a bombardeamentos aéreos. Mas vai ter de chegar à frente de forma muito mais empenhada, interveniente e extensiva, assumindo todos os riscos, sem o que ficará refém da sua cobardia.
    Mas volto a dizer que enveredar por simplificações será a pior maneira de encarar o problema. Pois, simplificar é pensar que o problema se resolve com meios militares. Não resolve. À acção militar deve seguir-se a acção política a ser concebida em fórum próprio (Nações Unidas) envolvendo os países árabes, os EUA, a Rússia, a Europa, o Irão, Israel e também os países asiáticos emergentes. Todos terão de se sentar à mesa com lucidez e vontade de fazer História. O Médio Oriente terá de ser redesenhado em conformidade com as realidades étnicas e religiosas e dirimindo os conflitos locais que vêm perdurando inexplicavelmente, como o caso israelo-palestiniano é o exemplo mais crucial.
    Isto representa uma tarefa ciclópica, mas que tem de ser encarada se o Ocidente quiser viver em paz.

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