quarta-feira, 29 de junho de 2016

[9393] - HUMOR...OU TALVEZ NÃO!...



(Colabor. Manuel Marques)

4 comentários:

  1. Isto é apenas o logótipo. Não sei porquê, o Ac'A não reproduz a notícia respectiva...

    Dizem os jornais de Cabo Verde (todos eles mostram este logótipo) que a secessão em República de Santiago e República de São Vicente (esta, como cabeça e capital do novo país que também congregará as ilhas de Santo Antão, Santa Luzia, São Nicolau e Boavista) terá início no próximo São Silvestre. Entretanto, a sede da CIRSV (Comissão Instaladora da República de São Vicente) ficará em Queluz, num anexo do Palácio local. Zito Azevedo foi já nomeado Alto Comissário para os assuntos da nova república, encontrando-se hoje a ser recebido pelo Presidente Obama em Washington.

    A RSV terá como prenda de nascimento oferecida pelos EUA uma frota constituída por um porta-aviões, cinco submarinos nucleares e dezoito fragatas, fora uma esquadra de 35 F16, tornando-se assim o país mais bem equipado da África Ocidental em termos de material pesado de guerra. O presidente Hollande, através do vice-cônsul Valdemar, já prometeu a instalação da maior fábrica de baguettes e croissants (a fundo perdido) da África a sul do Sara. Portugal também contribuirá com a construção de socalcos no Monte Cara para produção de vinho do porto que ali se designará como "Vinho Cara". Aveiro criará em Salamansa uma fábrica de ovos moles e Tomar instalará na Baía das Gatas uma filial da Pastelaria Estrelas de Tomar onde existirá uma linha de produção dos famosos doces "Beija-me Depressa".

    Consta que os povos da Brava e Fogo também se preparam para criar a sua república (República do Fogo Bravo) e que a ilha do Maio de igual modo deseja republicar-se, mudando o nome para Junho. Quando ao Sal, parece que a situação será diferente, pois a ilha deseja ser anexada pela Martinica. O caso mais dramático será o do Ilhéu dos Pássaros que destoa desta onda republicana, pois o faroleiro pretende tornar-se rei com o nome de Faroleiro I, monarca do Reino dos Pássaros.

    Bem, isto deveria tudo ser dito pelo Ac'A, mas as notícias aqui são sempre tendenciosas. Contudo, assim, fica reposta a verdade.

    Braça jornalística,
    Djack

    ResponderEliminar
  2. Não se enganaram, Não Será referendo para a criação da República de Santiago? Depois do Estatuto Especial acredito que acontecerá. Questão de sapato apertado no pé ou o céu é o limite?

    ResponderEliminar
  3. Desde que aprendi o meu nome (como diziam os antigos) compreendi que a gente da minha ilha (os nascidos e também os ali criados), eram afectos à brejeirice. Quantas partidas, quantas pirraças, quantos jogos entre meninos, adolescente e entre gente taluda...
    Até tinhamos os incondicionais como Augusto Cavirinha, Fodjinha e tantos outros sedeados na Praca Estrela ou Rua da Luz, muito procurados para momentos de divertimento. Depois apareceu outro estilo, que menos apreciava, que consistia em faltar respeito a pessoas que mereciam o minimo de estima porque humanos.
    Penso que ainda se encontra algum mas, como os tempos mudaram, não me atrevo a brincar senão com os da minha laia, aqui e no "Praia de Bote" casa de um perfeito mnine de ponta de praia. Mas... temo que isto do Exit, com as voltas que se lhe pode dar, seja servido de partida da continuação de muita mà fé.
    Podem levar tudo mas deixem-nos o nosso humor. Sobretudo que estamos perdendo tudo: nossos tesouros, nossa identidade...
    Obrigado.

    ResponderEliminar
  4. Tens razão, Val, o humor mindelense não tem igual nas outras ilhas. Admito até que os santiaguenses o tenham, mas seguramente que deve ser algo bem diferente do nosso. Mas o humor mindelense não é fenómeno que se feche em si próprio nem é apanágio exclusivo de quem nasce na ilha. Basta olhar para o nosso Djack para se perceber isso, pois é dos mnins mais busods que conheço. O humor mindelense tem obviamente influências e contribuições exteriores (principalmente da comunidade britânica residente na ilha), mas cultiva-se com os seus próprios meios e é partilhado uniformemente por todos, sejam mindelenses naturais ou adoptivos, como é o caso do Djack.

    ResponderEliminar