sábado, 9 de julho de 2016

[9427] - DAR À CORDA...


Por mais incrível que isso possa parecer a  alguns visitantes, a verdade é que há uns 6o anos atrás era preciso "dar corda aos relógios" para eles funcionarem...Daí, a carrapeta circular que aqui aparece do lado direito e que, para além de movimentar os ponteiros, servia para dar à tal corda que assegurava até 48 horas de funcionamento.
Este, é um cronógrafo CAUNY  (Prima) de 17 rubis, antimagnético, incabloc, em plaquet ouro de 10 microns, fabricado na Suiça e comprado a bordo de um barco Suiço - é verdade, a Suiça, apesar de país interior, tinha, na altura, uma das maiores frotas mercantes do mundo - aí por volta dos anos 60 e, se bem me lembro, custou à volta de 200 escudos (hoje, um Euro...) o que foi uma pechincha mesmo para a época...
Não sei quantos relógios, destes ou similares, haverá por aí ainda a funcionar mas, este, é o que uso normalmente com uma garantia de pontualidade que nada fica a dever ao mais sofistificados relógios electrónicos da era actual...Basta a gente não se esquecer de lhe dar  à corda, todas as noites, antes de adormecer...

3 comentários:

  1. Com os 13 anos tive um Cauny como presente

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  2. Houve uma época, no Mindelo, todos queriam ter um relôgio e os négociantes de bordo conseguiram introduzir alguns (porcarias), à sucapa, que eram vendidos por preços variàveis.
    Nunca esqueci a estôria de um comerciante que zaragateava porque enviram-lhe um grande barrete. Dizia "a mim cooompra lerogio 50 miréis, ê ca anda".
    Por volta dos meus 15 tive um como presente, vindo da Argentina mas, o que guardo de herança é um Omega (automatico), presente de Sua Magestade a Rainha Elizabete ao meu pai quando fez 67 anos de idade, 50 de serviço.
    Não troco o Omega por uma dessas màquinas a pilha, chinesas. Vai passar gerações. De certeza.

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  3. Tive um (baratinho) que me foi oferecido quando fiz o 2º ano do liceu e durou até Dezembro de 1971. Não prescindi dele, foi-me roubado por o ter deixado numa casa de banho da messe militar de um regimento que havia em Évora. Caso contrário, teria continuado a usá-lo. Nunca avariou. Em contrapartida, nos últimos vinte anos, já tive 3 relógios de marca que avariaram todos, e mais de uma vez, estando no estaleiro como peça de museu, porque cada reparação custou alguma coisa de substancial. Ai o meu saudoso Cauny baratinho comprado no Mindelo!

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