sexta-feira, 29 de julho de 2016

[9503] - HOMENAGEM...

CORSINO FORTES, homem de letras, politico, nome grande de uma terra pequena, teve, um ano após a sua  morte, a homenagem que lhe era devida, na expressão da implantação do seu busto na rua que, agora, tambem leva o nome do insigne poeta...
Mas, infelizmente, neste mundo de Deus nem tudo é perfeito e, apesar de o busto evidenciar ser uma obra de qualidade, parece que  ninguém sabe o nome do escultor...Na realidade, a TV, os jornais e, pelos vistos, a rádio, acharam que isso era um pormenor perfeitamente despiciendo...
Creio que urge desvendar este mistério, hoje referido no Blogue "Praia-de-Bote"...

3 comentários:

  1. Já fui ao PdB depositar o meu comentário e partilhar da estranheza do Djack relativamente à omissão do nome do escultor.
    Mas o que se tem de relevar é a qualidade do poeta e do homem público. Conheci pela primeira vez o Corsino Fortes tinha eu 12 anos. Estava no 1º ano do liceu e ia à noite estudar com dois primos que viviam na rua de Serra e estavam no mesmo ano escolar que eu. Mas viviam na casa outros dois primos mais velhos e que estavam, creio, no 5º ano. Ora, o Corsino era colega deles e aparecia lá às vezes.
    Mesmo aos meus olhos juvenis de então, tive ocasião de constatar que o Corsino era um rapaz sério, simpático e de muito boas maneiras.

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  2. Encontravamos quase todos os dias (1949...50...) quando depois do almoço voltava ao trabalho (Western) e ele ia para a Pontinha. Tinhamos pouca conversa, ele falava pouco. Depois cruzàvamos quando ia para o escritôrio do sr. Marcelo Leitão. Anos mais tarde, em Lisboa, voltamos a nos encontrar, inesperadamente, para conversa mais longa. Ele enumerou-me umas seis pessoas nascidas no mesmo ano e mês.
    Corsino era mais velho do que eu de 7 dias.

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  3. Queria acrescentar ao meu comentário que o Corsino andava no mesmo ano dos meus primos que frequentavam o 5º ano, mas ele era bem mais velho que eles em idade porque começou a estudar no liceu já adulto ou quase. Homem de têmpera, que se fez pelas suas próprias mãos, deixando obra para a posteridade.
    A nossa Ondina participou há já muitos anos num programa sobre os poetas cabo-verdianos realizado pela RTP e que foi transmitido no canal 2. Na altura gravei em cassete video (é o que havia como suporte) todo o programa, que tinha vários episódios. Infelizmente, tudo se perdeu com a desactualização daquele tipo de suporte e com a sua degradação. Seria bom que o programa fosse de novo transmitido porque tinha muita qualidade. E seria uma oportunidade para voltar a gravar, desta feita em DVD. A Ondina falou sobre vários dos poetas e, salvo erro, um deles foi o Corsino. Outros comentadores do programa, além da Ondina, foram o Mesquitela Lima, o Francisco Lopes da Silva, e mais alguém que agora não me ocorre. Era uma série documental de 13 episódios e chamava-se "O Povo das Ilhas". Reafirmo que foi do melhor e do mais completo que já vi sobre literatura cabo-verdiana.

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