sábado, 3 de setembro de 2016

[9632] - UM CRIOULO NA CORTE...

…” Em 1794 mandaram-se vir a Lisboa rapazes das Ilhas de Cabo Verde, mas não consta que um só desses adquirisse instrucção, a não ser Simplício João Rodrigues de Brito (Santo Antão), o qual abandonado a si mesmo foi ser criado de um célebre Pintor Italiano, e sendo a um tempo criado e discípulo, tamanha habilidade desenvolveu nesta arte, que veio a ser o primeiro retratista da Côrte do Rio de Janeiro, aonde o conheci e delle vi obras primorosas em 1821”…
José Joaquim Lopes Lima
“Ensaios sobre statistica das possessões portuguezas na África Occidental…. 1844

(Pesquisa de A. Mendes)


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N,E. - Desconhece-se a data em que tenha ido para o Brasil mas, em 1812, a Gazeta do Rio de Janeiro já lhe fazia referência, usando ele então o nome de Simplicio João Rodrigues de Sá...
Fez uma viagem à Argentina, foi professor da Academia Imperial do Brazil e mestre de desenho do Imperador D.Pedro II.
Notável, o percurso deste cabo-verdiano, arrancado às suas raízes aos oito anos de idade, que nascera em S.Antão em 1785 vindo a falecer, cego, no Rio de Janeiro, em 1839.





D.Pedro I em 1822
por Simplicio J. Rodrigues de Sá


1 comentário:

  1. Nunca de tal tinha ouvido falar, mas estamos sempre a conhecer e a aprender.
    O que se constata é que a ilha de Santo Antão sempre produziu pessoas que viriam a notabilizar-se nas ciências, nas artes e na política. Ora, ser-se o primeiro retratista na corte de Rio de Janeiro não era pouca coisa. A relevância deste e de outros factos é tratar-se de uma terra pequenina e na periferia do império, além de esquecida e quase desprezada por ser pobre.
    Acontece que o nome Simplício era muito comum em Santo Antão até décadas atrás.

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