sexta-feira, 28 de outubro de 2016

[9846] - ESPECTACULAR...

ESTÁ MESMO GENIAL !!! SÓ COM A LÍNGUA PORTUGUESA SE PODE ESCREVER ASSIM ....

Tem  que saber ler com paciência. Óptimo exercício!

O que falta no texto?

Tente descobrir...Amanhã desvendaremos o mistério!

...oooOooo...


Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis se resolvem com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.

Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.

Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.   

Então, descobriu o que é que falta?

(Sugestão do Tuta Azevedo)

1 comentário:

  1. Uma riqueza de texto que me chegara às mãos por outra via, tendo eu lido e relido para me certificar da curiosidade que não fui capaz de decifrar à primeira. Muitas vezes lemos um texto, embalamos, deliciamos e não notamos pequenas falhas (ou outras coisas). E deixamos passar. Agora volto para dar fé porque é injusto não deixar uma palavrinha de forma a provar que um "cristom de Nossenhor" leu, gostou e aprovou.
    Não vou dizer o que falta, ou melhor, o que não foi utilizado, para que sejam curiosos pela próxima.
    Obrigado Tuta pela remessa, obrigado Zito por a teres publicado.

    Braças e mantenhas reconhecidas

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