Páginas

terça-feira, 10 de novembro de 2009

À MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA...


Á MULHER DE CÉSAR NÃO NÃO BASTA SER SÉRIA
PRECISA PARECÊ-LO !!!
Esta frase, claro, é tão velha como a mulher de César, aqui representada por Messalina, que não era séria mas parecia sê-lo...Coisas da História!
É como alguns políticos...Vejamos: as conversas telefónicas entre o Snr. Vara e o Snr. Sócrates foram gravados; dessas gravações foram extraídas certidões;estas foram enviadas ao Procurador da Republica: este enviou os papéis ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e, mais de dois meses depois do caso ser conhecido, eis que a montanha pariu um rato (outra vez!)
AS ESCUTAS NÃO FORAM VALIDADAS...
Quer dizer: as escutas cheiravam a esturro? Vá de gravar, vá de fazer certidões, vá de andar de Herodes para Pilatos e, pumba, toda a gente LAVA AS MÃOS!
Não restam dúvidas: Sócrates é, afinal, uma pessoa séria... Mas não parece!
Vejamos o que vai dizer, agora, o P.G.R. a quem os documentos foram devolvidos...Ping-Pong sem graça!


2 comentários:

  1. Este final não causa estupefacção nem provoca admiração, uma vez que as leis estão feitas para que o fim seja este mesmo. Senão vejamos: o legislador para se precaver, uma vez que não sabe se algum dia estará metido numa embrulhada destas ( o dinheiro tem muita força), vá de legislar para uma escapadela...
    É assim que sucede neste país... e nóa a unica coisa que podemos fazer é o mesmo que aquela iraniana frente ao carro do presidente iraniano: um grande "PIRETE" ou "DOIS TOSTÕES"...
    Mas de nada valerá, porque os poderosos continuam a assobiar e olhar para o lado...
    E assim vai a Justiça em Portugal...

    ResponderEliminar
  2. Esse é o grande problema das sociedades modernas - não haver uma verdadeira separação entre os poderes - neste caso, o executivo e o judicial. Obrigado pela análise, lúcida como sempre...

    ResponderEliminar