
Bruxelas já disse: até 2013, Portugal tem que fazer recuar o défice para os 3%, numa altura em que as expectativas são da ordem dos 5,8 a 8% para este ano e, possivelmente, mais para 2010. Como se sabe, são mais que muitas as maneiras de controlar o défice como, por exemplo, subir os impostos (o que está fora de questão) vender património (parece que já não há muito) reduzir nas despesas da administração central, na descentralização e, sobretudo, na reforma do sistema administrativo, área onde já houve algumas experiências incipientes.
Há dias ouvia um professor de economia dizer que Portugal ainda é dos poucos países em que o ensino e a saúde estão tão centralizados, representando um peso enorme para a administração central. E, adiantava, já é tempo de as Câmaras Municipais serem mais do que entidades que promovem a construção de umas rotundas e de algumas ruas com o nome dos amigalhaços e pouco mais. É preciso, pois, descentralizar a sério e em profundidade e, felizmente, há muito por onde escolher. Claro que não é possível fazer tudo o que é necessário até 2013 mas, se se começar já, talvez tenhamos o país mais arrumado antes do fim de outro século!
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