Estes dois peixes são parentes próximos, muito embora um - o mais pequeno - tenha nascido num qualquer rio de águas temperadas e outro - o maior - num tanque de uma "fábrica" de salmões, localizada algures nas margens de um lago da Nova Inglaterra (Canadá). Mas, para além de ter nascido de forma estranha, o bicho pode atingir os 8 quilos de peso porque come desalmadamente (daí, o ventre dilatado...), por se tratar de um transgénico que cresce em semanas mais do que os selvagens crescem em anos...Com tal apetite pergunta-se o que sucederá se uns milhares destes mutantes a quem chamam Frankensalmons forem lançados nos oceanos, em matéria de reserva alimentar dos salmões selvagens e durante quanto tempo se manteria um equilíbrio entre o alimento disponível e o aumento dos cardumes...Mas, mesmo os salmões de aquacultura que não são transgénicos representam uma ameaça cada vez maior para os salmões selvagens. Na realidade, as nuvens de piolhos do mar que se libertam destes locais de produção rápida de peixes infestam os oceanos e colam-se como lapa aos corpos dos incautos salmões selvagens, provocando-lhes doenças que retardam o seu crescimento e que podem levar ao raquitismo e à morte...Mas há mais...
Um "chef de cuisine" colocado frente a três salmões - um selvagem, um de aquacultura e um transgénico - cozinhou-os de igual forma, provou cada um e concluiu que: 1. O salmão transgénico tem a carne mole e a gordura quase toda depositada na barriga pelo que o sabor não é homogéneo e nem sequer é assinalável: 2. O salmão de aquacultura, devido ao rápido ´crescimento em volumes de água restritos obrigando-o a estar em constante movimento, não desenvolve gordura suficiente e a pouca que tem está mal distribuída. O sabor nada tem de especial, por isso...3. O salmão selvagem reconhece-se pela textura homogénea da carne e a gordura em finas camadas ao longo de todo o esbelto corpo do peixe. Por isso tem o inigualável sabor que o transforma no peixe preferido de muitos milhões de gastrónomos...
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