A designação deste tipo especial de vinho (Região Demarcada) muito popular no Norte de Portugal, remonta ao século XIX quando os vinhedos, abundantemente regados com as águas das hortas, se desenvolviam formando grandes latadas e por via disso e das técnicas de vinificação da época, o vinho era produzido a partir de uvas ainda verdes. Daí, a designação de "vinho verde" que ainda hoje prevalece, apesar de, agora, o vinho já não ser produzido a partir de uvas não maturadas. O pique especial, ou "agulha" caracteristico deste tipo de vinho, é devido à presença do ácido carbónico proveniente de uma segunda fermentação pela qual passa, a chamada fermentação malo-láctica. A qualidade deste vinho faz que ele seja o segundo mais exportado, depois do Vinho do Porto, qualidade que foi sendo aperfeiçoada ao longo de décadas mediante a escolha das melhores castas para as diferentes variedades. Assim, para os vinhos brancos prevalecem as castas Alvarinho, Loureiro, Arinto (Pedemão) e Trajadura; para os tintos, a casta Vinhão e para os rosés, a casta Espadeira. Ao contrário do que se aconselha para os vinhos tintos "maduros" (Alentejo, Dão, Bairrada, Douro...) os verdes-tintos devem ser bebidos bem gelados e são um acompanhamento de eleição para a gastronomia poderosa da região Minhota onde o nobre verde-tinto é rei e senhor...Que Baco seja bendito!-oOo-
Sem comentários:
Enviar um comentário