Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta BIZARRIAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BIZARRIAS. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

[9920] - O SENTIDO DAS PALAVRAS...

Paulo de Carvalho
O jornalista angolano Rafael Marques é sobejamente conhecido pela sua obstinada luta contra o poder em Angola, cujos desmandos ele vem de nunciando ao ,longo dos anos com indesmentivel coragem cívica e profissional.
A 15 do corrente concedeu uma importante entrevista ao jornal "online" Por Dentro de África da qual não resistimos a reproduzir um simples parágrafo que parece merecedor de uma atenta dissecação já que a susbstância e o autor conceptual parecem navegar a diferentes latitudes do cerne da questão:

"Rafael menciona um episódio no qual o sociólogo angolano Paulo de Carvalho disse que o fato de ele estar vivo era sinal de que havia liberdade de expressão em Angola. “Se em Angola houvesse um sistema ditatorial, tu, meu amigo Rafael Marques, não estarias aqui" (11/03/2014)

-As ditaduras não conseguem exterminar todo o seu povo. Hitler tentou e não conseguiu. Fidel Castro, com um sistema repressivo de muitas décadas, não conseguiu abafar as vozes discordantes. Não se pode confundir a coragem de um indivíduo com a liberdade que está consagrada na Constituição - ressaltou."

Face ao que se conhece sobre o regime angolano em todas as vertentes - a política, a económica, a social - como qualificar as conclusões deste sociólogo formado em Varsóvia mas com passagens por instituições universitárias de Portugal e Angola?!  São, no mínimo, surpreendentes!

domingo, 2 de outubro de 2016

[9741] - QUE "RICO" XIXI...

É de ouro maciço, 18 quilates: uma sanita que é uma obra de arte no Guggenheim, em Nova Iorque. Está num WC aberto ao público e, de acordo com o museu, permite uma “intimidade sem precedentes com uma obra de arte”. E sim, funciona na totalidade.



Chama-se “América” e está  em exibição num wc público do Museu Guggenheim. Ou melhor, é uma réplica de ouro de uma vulgar sanita da casa de banho que estará à disposição do público para ser usada como qualquer outra. Com poucas diferenças. Com um guarda à porta para dar informação e evitar que alguém queira levar o objecto como recordação e uma placa na porta com o nome da obra. 

A sanita dourada é obra de Maurizio Cattelan, um artista e escultor italiano conhecido por obras de arte provocadoras como a do Papa João Paulo II derrubado por um meteorito. No início do ano, o artista apenas revelava que a sua obra tinha sido inspirada pela desigualdade económica. 

Reuters

O artista tinha anunciado a sua reforma há cinco anos, pendurando todos os objetos de arte que alguma vez fez no tecto da zona central do museu Guggenheim. Agora, voltou do exílio auto-imposto.

No seu site, o museu realça a mensagem da obra, ao tornar “disponível para o público um produto de luxo extravagante aparentemente destinado para o um por cento”, ou melhor dizendo, para os muitíssimo ricos. 

A sua natureza participatória, convidando os visitantes a usar a obra de arte com privacidade, permite uma experiência de “intimidade sem precedentes com uma obra de arte”, ao mesmo tempo que “pisca o olho aos excessos do mercado de arte e evoca o sonho americano de oportunidades para todos”- com a sua utilidade a lembrar-nos das realidades físicas inevitáveis da nossa humanidade compartilhada”, realça o texto do museu. 

RTP

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

[9729] - ADIVINHEM QUEM LIXOU A CAIXA!...

José Sócrates foi eleito primeiro-ministro em Março de 2005. Três meses e meio depois (Agosto de 2005) correu com o anterior presidente da Caixa Geral Depósitos, que não chegou a aquecer o lugar (Vítor Martins, 10 meses no cargo), e nomeou Armando Vara administrador, com a responsabilidade de gerir as participações financeiras da CGD em várias empresas estratégicas.

Sete meses depois, a comunicação social anunciava que os seus poderes haviam sido “reforçados”. Cito o PÚBLICO de 9 de Março de 2006: “Armando Vara assumiu agora as direcções de particulares e de negócios das regiões de Lisboa e do Sul, assim como a direcção de empresas da zona Sul. Entre as suas competências estão ainda a coordenação das participações financeiras do banco público, EDP (4,78%), PT (4,58%), PT Multimédia (1,27%), BCP (2,11%) e Cimpor (1,55%).”

Vara permaneceu três anos como administrador da Caixa Geral de Depósitos, até sair em 2008 para a vice-presidência do Millenium BCP, com o dobro do salário, o sucesso que se conhece e um pedido de licença sem vencimento para poder continuar nos quadros da Caixa. 

Ainda em representação da CGD, Vara foi administrador não-executivo da PT, desempenhando um papel decisivo na oposição à OPA da Sonae em 2006, devido aos poderes mágicos da golden share. Justiça lhe seja feita: não se pode dizer que a CGD tenha sido um tacho para Armando Vara. 

Foi muito pior do que isso: a Caixa transformou-se num imenso caldeirão onde os mais variados interesses se foram servir, cabendo a Vara decidir quem enchia a gamela. (Ouvido no âmbito da Operação Marquês a propósito do empreendimento de Vale do Lobo, Armando Vara recusou tal ideia, tendo declarado que estas decisões nunca eram aprovadas por uma só pessoa, mas por um colectivo da CGD.)

.E que gamelas encheu a Caixa nos últimos anos?O Correio da Manhã teve acesso a uma auditoria recente e revelou a lista dos maiores credores do banco. A lista está ordenada por exposição ao risco de crédito, mas eu prefiro ordená-la pelas imparidades já registadas – e aí o cenário é simultaneamente desolador e esclarecedor. 

No topo da lista está o grupo Artlant, que tencionava construir em Sines um daqueles megaprojectos PIN pelos quais o engenheiro Sócrates se pelava: uma “unidade industrial de escala mundial” para a produção de 700.000 toneladas/ano de um componente do poliéster, que levaria à “consolidação do cluster petroquímico da região de Sines”, segundo um comunicado do Conselho de Ministros de Junho de 2007. 

José Sócrates chegou a lançar a primeira pedra em Março de 2008 e agora cabe-nos a nós apanhar os calhaus: 476 milhões de dívida, 214 milhões em imparidades.

Em segundo lugar (imparidades: 181 milhões; exposição: 271 milhões) estão as Auto-estradas Douro Litoral. São 79 quilómetros adjudicados em Dezembro de 2007 e cada milímetro de alcatrão deve hoje três euros e meio à CGD – ou seja, a mim e a si, caro leitor. 

Em terceiro vem o famoso empreendimento de Vale do Lobo, o tal com o qual o Ministério Público está a tentar agarrar José Sócrates, e que tem uma astronómica dívida de 283 milhões (imparidades: 138 milhões). 

Segue-se um grupo imobiliário espanhol que não conheço (Reyal Urbis), mas que fiquei com muita vontade de conhecer, e dois nossos velhos conhecidos: o grupo Espírito Santo e o grupo Lena,todos com dívidas acima dos 200 milhões. 

Digam-me: com uma lista destas, alguém se espanta por a Caixa esteja a precisar de quatro mil milhões? Eu não.




terça-feira, 30 de agosto de 2016

sábado, 27 de agosto de 2016

[9610] - ACERCA DA LETRA "C"...



O post anterior (Nº 9607) faz referência à exclusão da letra "C" do abecedário, perdão, do abedário Alupec (ou será Alupek?) e mereceu, da parte do amigo Dr. Arsénio de Pina, a referência à sua dificuldade em dispensar a letra "C" pois ficava sem solução para receitar a Vitamina C...
Tem razão o nosso distinto clínico...Mas, façamos mais algumas considerações sobre este assunto.
A letra C (cê) é a terceira letra do alfabeto português e é também a segunda consoante. É utilizada em 3,88% das palavras portuguesas.
A letra C começou por representar a letra G, porque os etruscos não utilizavam letras consoantes oclusivas. Já os romanos utilizaram a letra C para representar a letra K e a letra G. Alguns académicos defendem ainda que inicialmente a letra C era a representação de um camelo.
Além disto, esta letra "C tem outras utilidades e representa:

- A velocidade da luz;
- O símbolo do carbono;
 - Cem, em numeração romana; 
- Um condensador ou capacitador; 
  - Um conjunto de números complexos
  - Dó, nota musical (em inglês e alemão)
                                         - Uma linguagem de programação de computadores.

Até é provável que o nosso amigo "C" tenha outras valências e convidamos os  nossos leitores, os que comentam habitualmente e os outros, a denunciarem aqui o que sabem sobre o assunto em defesa, claro, da letra "C", sem a qual até algum vernáculo menos recomendável fica esquisito com a roupagem grega que lhe querem impingir...





sexta-feira, 19 de agosto de 2016

[9585] - EVOLUÇÃO...

A propósito do "*Post" Deitar Achas na Fogueira, acerca do chamado Burquini ou Burkini que, agora, as muçulmanas pretendem usar nos seus banhos de praia o que, no dizer de alguns comentadores, as transforma em autênticos pinguins, venho apresentar estes modelos de moda para a beira-mar desde 1875 a 1929, tal como rezam  as histórias das praias europeias...
E, uma coisa salta à vista: às cristãs de 1875, para pinguins, só lhes faltava o bico!
E, já agora, este blogue continuará a chamar-se "Arrozcatum", por muito que o seu administrador admire esses admiráveis espécimes de casaca que habitam a Antártida...

[9584] - DEITAR ACHAS NA FOGUEIRA...

Creio que essa de os franceses e outros, proibirem as mulheres muçulmanas de irem a banhos com o chamado "burquini", que apenas deixa à vista as mãos, os pés e o rosto, é uma espécie de birra que pode ter consequências desastrosas e parte de premissas que nada tem a ver com usos, costumes e moral publica do ocidente...
Não vemos que mal vem ao mundo permitir que essas mulheres cumpram, de forma bizarra, talvez, mas perfeitamente decente, as regras do comportamento social da sua religião...
Aliás, creio que os moralistas gauleses têm muito mais motivos de se sentirem ofendidos com a prevalência de outras modas adoptadas por banhistas de tanga, fio dental e outras opções que não deixam qualquer hipótese à imaginação de quem observa...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

[9571] - DESELEGÂNCIA...

O sul-coreano BAN KI-MOON, oitavo Secretário-Geral da ONU, cargo que desempenha desde 2007, está de abalada, pelo que andam as instâncias próprias da Organização a sondar uma série de candidatos à sua sucessão, entre os quais o português António Guterres.
Ora, o senhor Moon, em declarações recentes tomou uma atitude que, pessoalmente, acho, no mínimo despropositada e contrária ao estatuto de um Secretário-Geral da ONU, ao tomar partido pela  escolha de uma mulher para o substituír...
Não sabemos se, quando ele concorreu ao cargo, sete anos atrás, haveria, como agora, mulheres na corrida, mas fica-nos a dúvida sobre se, então, ele já sería da opinião de que estava na hora de mudar ou se a meta dos 60 anos por ele referida como argumento é algo de institucional...
Creio que estamos na presença de uma deselegância diplomáticamente condenável...

sábado, 16 de janeiro de 2016

[8821] - OS NOVOS LUSÍADAS...


As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!


E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!


Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.


E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

(Luiz Vaz Sem Tostões)

Autor desconhecido.
Colab. Tuta Azevedo


quinta-feira, 4 de junho de 2015

[8218] - OS SALÁRIOS NA LUSITANIA...


VENCIMENTOS PARA A “VIDA"
EM PORTUGAL


Ordenado Mínimo...€ 485,00 - Para governar a vida; 

G.N.R......................€ 800,00 - Para arriscar a vida;

Bombeiro...........€ 960,00 - Para salvar vidas;

Professor...........................€ 930,00 - Para preparar para a vida;

Enfermeiro ...................€ 1.100,00 - Para ajudar a manter a vida;

Médico......................€ 2.260,00 - Para manter a vida;

Deputado.....................€ 6.700,00 - Para nos lixar a vida.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

[8193] - SER OU NÃO SER...


Sou de cor branca, o que faz que faz de mim um racista;

Não voto à esquerda, o que faz de mim um fascista;

Sou heterosexual, o que faz de mim um homofóbico;

Não estou sindicalizado, o que faz de mim um traidor à classe operária e um aliado ao patronato;

Sou de confissão cristã, o que faz de mim um cão infiel;

Tenho mais de 60 anos e sou aposentado, o que faz de mim um velho imbecil;

Penso por mim e não aceito tudo o que Comunicação Social dita, o que faz de mim um reaccionário;

Assumo a minha identidade e a minha cultura, o que faz de mim um xenófobo;

Gostaria de viver com segurança e ver os delinquentes na prisão, o que faz de mim Gestapista;

Penso que cada um deve ser recompensado em função do seu mérito, o que faz de mim um anti- social;

Fui educado com o sentido do respeito e sou reconhecido aos meus pais, o que faz de mim um carrasco de crianças e um opositor ao auto - desenvolvimento;

Insisto em que a defesa do País é assunto de todo o cidadão, o que faz de mim um militarista;

Sou adepto do esforço total para o desenvolvimento, o que faz de mim um atrasado mental.

Assim, e por isso, agradeço a todos os amigos que teimam em ousar frequentar-me até hoje!

(Autor desconhecido...Email  de Valdemar Pereira)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[8139] - HUMOR - PRIVILÉGIO CANHOTO?!...

Rui Ramos - Observador
Porque é que todos os humoristas da rádio e da televisão são de esquerda?
Tópicos
HUMOR TELEVISIVO POLITICAMENTE CORRECTO REDES SOCIAIS
A novidade  na campanha eleitoral britânica foi o apelo de Russell Brand ao voto no Partido Trabalhista. Fez manchete, abriu noticiários. Quem é Russell Brand? Um humorista televisivo que há uns tempos decidiu fazer carreira como uma espécie de Tiririca enxertado de Varoufakis. Tornou-se assim o grande animador das “assembleias do povo contra a austeridade”. E suscitou logo, na Grã-Bretanha, a mesma interrogação que Jon Stewart e outros parodiantes justificam nos EUA: porque é que, quando tratam de política, os humoristas da rádio e da televisão parecem ser todos de esquerda? Porque é que não existem humoristas à direita?

A pergunta vale para a Grã-Bretanha e para os EUA, como poderia valer para Portugal. Há umas semanas, quando o Observador teve o atrevimento de debater a Constituição, ficou mais uma vez à mostra a regulamentação política do piadismo rádio-televisivo: pode-se gozar com Cavaco Silva, mas não com Francisco Louçã; fica bem atacar as “tias” de Cascais, mas jamais as “figuras” da cultura; é meritório desmontar a austeridade, mas nunca duvidar do despesismo; vale tudo contra os católicos, mas nada contra os jihadistas; e, claro, a Constituição não é para rir.

À esquerda, gosta-se de dar uma razão muito auto-congratulatória para este humorismo enviesado: só se faz humor contra a autoridade, e a direita é a autoridade. É uma explicação pouco persuasiva, porque não é certo que a esquerda, instalada no Estado e principal zeladora das invasões governamentais da sociedade e da economia, não possa ser ou estar com a autoridade. À direita, prefere-se a teoria da conspiração: no Reino Unido, por exemplo, suspeita-se do esquerdismo da direcção da BBC. Também não chega, porque não é certo que, caso existisse uma massa enorme e aplaudida de piadistas e parodiantes de direita, as administrações das televisões, mesmo a da BBC, os pudessem boicotar indefinidamente.

É preciso considerar outras razões. Em primeiro lugar, as vantagens que uma máscara de esquerdismo tem para um humorista. A história já célebre de Justine Sacco, a directora de relações públicas de uma das maiores empresas americanas da internet, a IAC/InterActivCorp, demonstra os riscos do humor sem uma boa caução de esquerda. Em 2013, antes de embarcar num voo para a África do Sul, Sacco passou uma última vez pelo Twitter: “Vou para África. Espero não apanhar Sida. Claro que não: sou branca!” A piada caiu no radar de um activista das rede sociais, que logo mobilizou uma gigantesca bola de neve de raiva digital, e conseguiu forçar a IAC a despedir Sacco. O mais patético de toda a história é que Sacco estava apenas a permitir-se um pouco de humor anti-racista, em função aliás dos seus antecedentes (a família, na África do Sul, estivera ao lado do ANC contra o apartheid). Só que ela não era conhecida como activista de esquerda, mas apenas como directora de uma grande empresa.

Dita por Russel Brand ou Jon Stewart, a piada de Sacco teria sido devidamente apreciada. Porque – e é esse o sentido do politicamente correcto – o que interessa não é o que se diz, mas o que é, ou melhor, o que pretende ser quem o diz. A esquerda zela supostamente pela igualdade, ama tudo o que é pobre e não-europeu, e portanto é insuspeita: pode dizer tudo, como o bom católico de outrora que, munido das devidas dispensas eclesiásticas, comia carne à sexta-feira. Ao situar-se à esquerda, um humorista está a garantir que nunca dará a ninguém o direito de se sentir ofendido. Alguém, a propósito, notou que, hoje, um comediante verdadeiramente provocador deveria ser de direita. Acontece que, tal como Justine Sacco, não sobreviveria muito tempo à indignação barata das redes sociais.

O outro motivo para a opção de esquerda de um humorista é esta: à esquerda, parece dar-se uma tremenda importância a este tipo de profissões. Russell Brand tornou-se uma referência política no Reino Unido. Ed Miliband foi falar-lhe, como a uma espécie de velho guru. Ninguém imagina um episódio análogo à direita. É verdade: David Cameron não tem um humorista com dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais para falar com ele, mas mesmo que tivesse, talvez não estivesse no topo da sua agenda de campanha.

O “esquerdismo”, que é aliás uma coisa diferente da esquerda, está hoje ligado à palavra, não à acção. Outrora, um esquerdista sentiria a obrigação de estar organizado, de pertencer a um partido, a um sindicato, a um movimento. Hoje, o esquerdismo é virtual, está na rádio e na TV, na rede social, na coluna de jornal, na sala de aula, à mesa do restaurante. É o esquerdismo histriónico de Varoufakis, com a sua cátedra, as suas roupas caras, a sua casa com vista para a Acrópole, o seu piano. Não exige qualquer mudança de comportamento pessoal, mas em contrapartida requer, como mais um sinal de distinção, a vocalização histérica do escárnio do sistema a que se pertence e que se serve. Como tal, é uma ideologia muito jeitosa para a classe média que resultou da escolarização, da urbanização e da nova indústria de serviços, e que sabe combinar o que a direita lhe dá em termos de economia de mercado, e o que a esquerda lhe empresta em termos de boa consciência igualitária. A carteira à direita, a boca à esquerda. Humor de esquerda, seriedade de direita. Os humoristas trabalham para essa classe, e o riso que cultivam não é, como há uns anos explicou Nick Cohen, o riso de quem é pobre e não tem poder. Pelo contrário: é o riso vermelho do privilégio.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

[8048] - JUÍZES DO SUPREMO, NO BANCO DOS RÉUS...

Uma auditoria do Tribunal de Contas ao Supremo Tribunal de Justiça - a primeira no historial deste Órgão de Soberania - detectou uma mão cheia de irregularidades que, como é óbvio, não têm, pelo menos na totalidade, a concordância dos meritíssimos...
 O T.C. detectou a existência de, no mínimo, 11 viaturas de gama alta, a mais...  excesso de subsídios recebidos... ajudas de custo atribuídas indevidamente... despesas de vários milhares de euros sem justificativos... bar/refeitório a funcionar ilegalmente... e, por aí fora!
É caso para recordar aquela história em que os fiscais fiscalizam o serviço dos trabalhadores mas ninguém fiscaliza os fiscais!
A história toda em 
www.observador.pt




quarta-feira, 15 de abril de 2015

[8014] - QUANDO AS APARÊNCIAS ILUDEM...




Fotos geniais, fruto de notáveis coincidências e não de qualquer trucagem ou malabarismo
técnico. Obrigado ao amigo Valdemar Pereira... Há mais!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

[7956] - NEGÓCIOS DA CHINA...


O porto de Santos, no Brasil, pode considerar-se a cafeteira do mundo pois mais de um terço do café que se consome na Terra é ali embarcado...É uma longa jornada, desde as fazendas do interior brasileiro até chegar, fumegante, a uma chávena em Lisboa, em Londres, em Nova Iorque...Estranhamente, a Alemanha é o maior comprador mundial de café do Brasil mas apenas consome uma parte: a do leão é reexportada naquilo que se pode considerar um "negócio da China" da era moderna... Efectivamente, este café cru é vendido pelo Brasil a cerca de € 120,00, cada saca de 60 quilos e é reexportado pelos alemães a € 240,00 a saca... Se tomarmos em linha de conta que, dos 18 milhões de sacas de café que importa a Alemanha revende 12 milhões transformando-se, assim, no 3º exportador mundial, logo após o Brasil e o Vietname, sem nunca ter plantado um só cafezeiro é fácil entender a dimensão do lucro! Mas, há mais!
Das 6 milhões de sacas de café que os alemães não reexportam, a maior parte vai para a cidade de Schwerin, onde os grãos crus são transformados em cápsulas Nespresso...Ora, se 1 kg deste café solúvel vale  cerca de €120,00 é fácil verificar que, desde que saíram de Santos, os maravilhosos grãos aumentaram 60 vezes o preço...
Se, no futebol, a Alemanha foi capaz de vencer o Brasil por 7 a 1, no último mundial, no negócio do café os germânicos ganham, todos os anos, por 60 a 1.. Notável habilidade para as "cabazadas"...

quarta-feira, 25 de março de 2015

[7932] - DESMENTIDO...


"Skeleton of Giant" Is Internet Photo Hoax

James Owen 
for National Geographic News
December 14, 2007

The National Geographic Society has not discovered ancient giant humans, despite rampant reports and pictures.

The hoax began with a doctored photo and later found a receptive online audience—thanks perhaps to the image's unintended religious connotations.

By 2004 the "discovery" was being blogged and emailed all over the world—"Giant Skeleton Unearthed!"—and it's been enjoying a revival in 2007.

The photo fakery might be obvious to most people. But the tall tale refuses to lie down even five years later, if a continuing flow of emails to National Geographic News are any indication. (The National Geographic Society owns National Geographic News.)

The messages come from around the globe—Portugal, India, El Salvador, Malaysia, Africa, the Dominican Republic, Greece, Egypt, South Africa, Kenya. But they all ask the same question: Is it true?

(Pelos vistos, a resposta é...NÃO!)

[7931] - OS GIGANTES DA ÍNDIA...{?}


Encontrado Esqueleto do tipo de Gadotkach Filho de Bhima.

G. Subramanian, Canal Hindu Voice.
Recente actividade exploratória na região nordeste da Índia descobriu restos de um esqueleto humano de tamanho fenomenal. Esta região da Índia é chamada Empty Quarter (quarteirão vazio).
 A descoberta foi feita por uma equipe do National Geographic (divisão Índia) com o auxílio do exército indiano visto que essa área está sob sua jurisdição. 
A equipe de exploração também encontrou tabletes com inscrições que deixam supor que os Deuses da tradição mitológica indiana, “Brahma” criou pessoas de tamanho fenomenal, dos quais não criou mais. Eles eram muito altos,  grandes, e muito poderosos, de tal forma que podiam abraçar um tronco de uma árvore e desenraizá-la. Eles foram criados para estabelecer a ordem entre nós, pois lutávamos permanentemente uns com os outros. É suposto que um dos filhos de Bhima dos irmãos Pandava tenha sido portador de tais genes. Mais tarde essas pessoas, a quem tinham sido dados todos os poderes, voltaram-se contra deus e transgrediram todas as regras. Como resultado foram destruídos pelo deus Shiva.
A equipa de pesquisa da Geo acredita que estas sejam restos dessas pessoas. O Governo da Índia pôs toda a área sob segurança e ninguém é autorizado a entrar excepto o pessoal da Nat Geo.
Veja a foto e note o tamanho dos dois homens que estão na imagem em comparação com o tamanho do esqueleto!

Podem ser encontradas em várias escrituras sagradas, referências a gigantes.
Na literatura védica, como está no texto do jornal, há menção aos gigantes. Também na tradição judaico-cristã, na Bíblia e em muitos textos considerados apócrifos, existem igualmente referências a gigantes.
Talvez estes esqueletos sejam reminiscências de outros ciclos evolutivos anteriores, em que pessoas dessa dimensão tenham dado lugar, por necessidade de adaptação, á dimensão que temos actualmente.
Qualquer que seja a explicação que os cientistas encontrem, estamos de facto perante o passado da humanidade terrena, que nos sugere que muitas realidades outras nos escapam ao conhecimento, nesta e noutras moradas da “Casa do Pai”.



(Colab. Tuta Azevedo)