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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

[10011] - PROMESSAS



Certo dia, já ciente do seu estado de saúde, ou seja, num tempo não muito longínquo, o meu pai deixou no ar, que gostaria muito que eu prosseguisse um dia com este projeto do “ARROZCATUM”.

Embora seja um curioso da cozinha, sinto-me a léguas do Grand Chef, que dirigiu este espaço, com toda a mestria de um verdadeiro gourmet da palavra.

Com o seu imenso sentido democrático, foi expondo pontos de vista, factos, efemérides e pequenas e grandes histórias. A sua indisfarçável costela de comunicador estava plasmada na curiosidade que tinha sobre as diversas formas e tonalidades do maravilhoso mundo que nos rodeia.

Contou com a inestimável ajuda de uma mão cheia de leais e profícuos colaboradores. E assim, feitos espectadores atentos, fomos enriquecendo em conhecimento e cultura, embalados pelo tom, por vezes conciliador e outras vezes reprovador, mas sempre desempoeirado.

Estou a falar do meu pai, por isso devem perdoar a minha imparcialidade, mas todos devem concordar, que as crónicas sobre a sua palpitante passagem por Angola, estavam coloridas por pinceladas verdadeiramente geniais.

A forma como nos fez sorrir, chorar ou admirar o belo, são a marca do seu inconfundível estilo e verdadeiro exemplo de um comunicador antigo no BI, mas contemporâneo no formato.

Houve um condimento transversal a toda a história do “ARROZCATUM”, a sua grande e incondicional paixão pela terra que o acolheu, adoptou, mas que malogradamente e a destempo, dele se descartou…

Não posso prometer a mesma cadência e qualidade de informação, mas deixarei via aberta para todos os habituais colaboradores e também a todos que se queiram juntar a este espaço de reflexão. 

Estaremos, antes de mais, a honrar a memória de Zito Azevedo, não deixando morrer um dos seus legados…

Veremos o que dá!

Braça

Paulo Azevedo