Felizmente, eu já ultrapassei a idade de me surpreender por tudo e por nada...Todavia, continúo a surpreender-me com as coisas que a nossa memória retém, aparentemente, sobre assuntos sem o menor interesse...
Quando eu era menino da Escola Camões, ali perto da Pracinha da Igreja (Mindelo-S.Vicente, Cabo Verde), decorei, de um livro de meu pai, dois nomes latinos de animais de que jámais me esqueci: Paracentrotus Lividus (ouriço-do-mar) e Felis (Uncia) Leo Capensis (leão de juba)...
Mais tarde, em 1952, andava eu no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, e numa aula de Filosofia, um ponto escrito sem aviso prévio convidava os alunos a definir Tempo e Acaso...
Não recordo o que terei escrito sobre o tempo mas, a minha definição de "acaso" não a esqueci nunca mais: Conjunto de circunstancias imponderáveis que levam à ocorrencia de factos inesperados...
Dias depois, o professor dáva-nos a conhecer que tempo e acaso eram dois conceitos indefeniveis mas que, se o não fossem, a minha definição de acaso sería das mais interessantes...Será por isso que nunca mais a esqueci?
Finalmente, creio que ainda era bem moço quando meu pai nos ensinou, a mim e a meu irmão, aquilo que ele considerava a maior palavra da língua portuguesa, mau grado ser a designação científica de um determinado medicamento...Era assim:
ISOPROPILPROSMILBARBITURATOSINIDOPIRINA!
Coisas da nossa memória!
A minha, também de ensinaça paterna, foi: INCONSTITUCIONALÍSSIMAMENTE... seja lá o que isso quer dizer. 27 letras juntas, em obscura palavra, contra 39 da do Zito, ainda mais obscura.
ResponderEliminarBraza a ver navios,
Djack
"ensinança" e "braça", sorry por mais duas gralhas.
ResponderEliminarO meu velho era uma pessoa de poucas falas, senhor de várias artes que leu, esta certo, a "minha" palavra algures...Provávelmente, a tantos anos de distância, o tal medicamento até já nem fará parte do simposium farmaceitico...
ResponderEliminarBraça químico,
Zito