quarta-feira, 9 de julho de 2014

[7140] - CRÓNICA EVENTUAL...


BRASIL 1 - ALEMANHA 7

 
Mal soou o apito para o início do jogo e viu-se o Brasil se atirando ao pote com sede exagerada, tão exagerada, que acabaram quebrando a bilha e ficaram encharcados...
E a Alemanha, milimétricamente, marcou o primeiro, depois o segundo, a seguir o terceiro e, quando marcou o quarto, eu pensei: mas eu já vi este filme!  Só que, depois, os germânicos ainda marcaram o quinto, o sexto e o sétimo e, aí, eu disse para os meus botões: afinal, o filme é outro, e de sessão dupla...
O Brasil,  teve o seu ponto de honra, numa segunda parte em que a Alemanha tirou as salsichas quase todas do assador mas, mesmo assim, marcou dois golos...
Provavelmente, com Neymar o jogo teria sido diferente mas isso, é algo que jamais saberemos...
Agora, há que lamber as feridas e começar tudo de novo, pois a vida continua e mesmo uma hecatombe não é o fim do mundo!
 


11 comentários:

  1. Não poucas pessoas já tinham previsto um desfecho deste mas seguramente longe de pensarem em hecatombe. A diferença entre a versão portuguesa e a versão brasileira do filme está no score, mas não só. Portugal jogou com menos um jogador (o seu melhor defesa central) logo no início da 1ª parte, sofreu o primeiro golo de uma penalidade muito duvidosa e o árbitro fez vista grossa de uma penalidade contra a Alemanha que pareceu menos duvidosa que a primeira. Portanto, Portugal teve uma arbitragem pouca favorável às suas cores.
    O que deveras surpreendeu foi a pouca organização colectiva da equipa brasileira, com um descalabro defensivo que certamente não seria observável em qualquer das equipas da nossa Liga de Honra. Além disso, há jogadores nesta selecção cuja convocação deixa muitas dúvidas, a começar pelo Fred, se bem que a equipa tenha mostrado confrangedora fragilidade muito mais ao nível colectivo que individual. Parece ter ficado claro que o Scolari pode ser bom motivador de jogadores mas um técnico de futebol sofrível.
    Se o panorama do futebol brasileiro não evoluir ao nível táctico e organizativo, tão depressa a sua selecção não ganhará um título. Tempos houve em que os valores individuais excepcionais faziam a diferença, mas hoje não parece haver abundância. Que saudades de jogadores como Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Éder, Luisinho e outros!

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  2. Esta pesadiiiiiissssiiiiimaaaa derrota, fez- me lembrar uma outra: Sporting Clube de Portugal X Mindelense ( 23-0)... No intervalo do jogo (12-0) o guarda redes do Mindelense( Nhé) recusou-se a ir para a baliza, aponta o dedo ao guarda-redes suplente e grita: --" Agora é bô vez ... bà tmá bô parte!"

    Brasil tmá ce parte!

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    1. Mendes, creio que o resultado foi 21-0, pois no seu regresso ao Mindelo, a malta da Micá chamava ao Mindelense "três vês sete",,,

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  3. O meu registo é menos futebolístico...

    Lembram-se do Videla, do Viola e do Galtieri, aquele "simpatiquíssimo" pessoal militar argentino? Recordam-se de como eles andavam cheios de problemas internos e acharam que tentar recuperar as Malvinas os resolveria? Viu-se no que deu a proeza...

    No Brasil do cefalópode e da sua afilhada, a coisa não é tanto assim mas anda lá perto. Pensava a pequena que agora lá manda que era fazer um campeonato (não decidido por ela mas avalizado por si e que poderia ter cancelado se não desejasse ser chica-esperta) e que para o escrete eram favas contadas. Não foi!... como se viu ontem. Ali, tal como em Portugal e noutros estúpidos países, deixa-se de dar a educação, a saúde e o pão para a boca que as pessoas merecem, para se construírem estádios principescos e logo a seguir inúteis (com a conivência daquela instituição de beneficência dos patos-bravos, chamada FIFA). Agora, a menina que os coma, como aqui em Portugal estamos a comer alguns, já podres, por falta de uso.

    Porque nisto de futebóis, a esperteza está no Mindelense, que se serve do modesto estádio municipal e mesmo assim ganha quase sempre...

    Viva o Mindelense! Abaixo os fazedores de estádios inúteis!
    Braça com bola... de Berlim,
    Djack

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  4. Ali atrás, era "os resolveriam"

    Braça com concordância,
    Djack

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  5. Estou sem fala embora tivesse previsto (sem manifestação) que o Brasil não estava em condições de ganhar a màquina germânica. ou os rapazes dos polders. Mas estava longe de assistir a uma memoràvel cabazada, como eles dizem. Pela primeira vez (que eu saiba) o prestigioso diàrio desportivo "L'Equipe" deu a nota 1 (1/10) a um jogador. E para os brasileiros foi mais que um.
    O pior està por vir fora dos campos de futebol. A factura vai ser muito dura para o Governo actual

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    1. ALIÁS, JÁ COMEÇOU, COM DEZENAS DE CARROS INCENDIADOS, ROUBOS, AGRESSÕES E O MAIS QUE, INFELIZMENTE, ERA PREVISIVEL...

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  6. Pois é, rapazes comentadores de futebol. Vejo ainda o problema com uma outra luneta. O descalabro do Brasil é um autêntico balde de água fria no futebol em geral. É que o futebol de magia, aquele que atinge os os umbrais do sonho, está de luto e irreconhecível. Para mim é o verdadeiro futebol, é o que diverte e encanta. O futebol da outra estirpe é respeitável mas não é o que me enche as medidas.
    Bom seria que se prolongasse o diálogo sobre o futebol, mas sobre futebol.

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  7. Eu sempre ouvi falar dessa cabazada, mas acho que estava em Angola quando isso aconteceu.

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  8. Caro Rice
    Efectivamente, foram 21 secos a zero... "sete vez três"....e onde foi celebrizada a frase:

    Faltavam 10 minutos para acabar o jogo, o treinador do Mindelense grita para os seus craques:-- "Córagem nhas menine, jogo é féma !!!

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