domingo, 13 de julho de 2014

[7167] - CABO VERDE - RECORDANDO GENTE GRANDE (2)

OVÍDIO MARTINS (1928 -1999)
Ovídio Martins, natural de S. Vicente, Cabo Verde, frequentou em Lisboa a Faculdade de Direito, que acabou por abandonar depois de um tratamento com estreptomicina o ter deixado surdo. Opositor do regime instaurado pelo Estado Novo, foi perseguido e preso pela PIDE, exilou-se na Holanda e acabou por regressar a Cabo Verde após o 25 de Abril de 1974.
Foi autor dos volumes “Caminhada” (1962) e “Independência” (1983) tendo prefaciado uma antologia de poesia cabo-verdiana resultante dos Jogos Florais de organizados em 1976.
Consagrado essencialmente como poeta e autor de mornas, colaborou também nas revistas “Claridade” e “Vértice”, bem como no “Journal des Poétes” e na “Antologia de Poesia Negra de Expressão Portuguesa” (1958) organizada por Mário de Andrade (1922-1990). A sua poesia apareceu ainda, entre outras, na antologia “Makua”, “Antologia Poética 2” (1963), “Resistência Africana” (1975) e “Contravento”: “Antologia Bilingue da Poesia Caboverdeana” (1982).
 Autor do livro de contos “Tutchinha”, donde se transcreve alguns fragmentos de uma morna – “Ó lua dixam spiabo / nha qretcheu também st’odjabo (…) / (…) anda no céu devagar / bo lumiam caminho na mar / (…) / (…) / parcem que ceu qui abri / qui nhor Deus arri pa mi (…)” e “Sono na Praia”, e os poemas “Flagelados do Vento Leste” dedicado a Manuel Lopes ( 1907-2005) autor de um romance homónimo, publicado em 1960, e “Pergunta ao Mar”.
Transcrevem-se alguns parágrafos do segundo conto, “Sono na Praia” e do primeiro poema, “Flagelados do Vento Leste”:
Belmiro mexeu-se. Tanto tempo sentado tinha-lhe entorpecido os músculos. Resolveu levantar-se e dar uma volta. De mãos nos bolsos, foi até ao Caisinho de Baleia e parou, pernas afastadas, sem um movimento, de olhar fixo nos rochedos do fundo. Logo a seguir os olhos mudaram de direcção e deixou-os deslizar como feixe preguiçoso de luz até à ponta do Morro Branco. Levou a cabeça para trás e inspirou duas vezes, vagarosamente, o ar fresco e puro da ourela do mar. Voltou-se e caminhou em sentido contrário até ao meio da praia e quedou-se a espiar lá longe os paus da rede protectora dos nadadores. Despiu o casaco de fazenda e deitou-se sobre pedra-de-mar, de olhos escancarados para a lua cheia. Ajeitou o corpo e, depois de ficar bem acamado, dobrou, com cuidado, o casaco, para lhe servir de almofada.
Pairou no ar um nome que ficou a boiar entre o céu e mar. Mais uns segundos, o nome se transformava, sem se apagar de todo, até confundir-se com a cabeça morena de Cilinha, que o fitava sem rancor, com a melodia longínqua dos seus olhos azuis. Belmiro sorriu: “Cilinha +e bonita deveras”.
Belmiro sentiu remorsos. Claro que já tinham falado no assunto, mas ele evitava uma certeza – que, de resto, mais pressentia do que desejava que pudesse magoar a pequena. Cilinha, essa, não tinha ilusões: -- Eu sei que vais acabar com tudo, quando fores para Lisboa. É sempre assim que vocês fazem. Inda tem dias falava, nisso com Diolinda. Já tem três meses que Alberto não lhe escreve. Arranjou uma mondronga, com certeza”.
…………………..
FLAGELADOS DO VENTO LESTE
Para Manuel Lopes, poeta / e romancista patrício
Nós somos os flagelados do vento – leste!
A nosso favor
Não houve campanhas de solidariedade,
Não se abriram os lares para nos abrigar
E não houve braços estendidos fraternalmente
Para nós!
Somos os flagelados do vento leste!
O mar transmitiu-nos a sua perseverança,
Aprendemos com o vento a bailar na desgraça,
As cabras ensinaram-nos a comer pedra
Para não perecermos.
Somos os flagelados do vento leste!
Morremos e ressuscitamos todos os anos
Para desespero dos que nos impedem
A caminhada
Teimosamente caminhamos a pé,
Num desafio aos deuses e aos homens,
E as estiagens já não nos metem medo,
Porque descobrimos a origem das coisas
(quando pudermos!...)
Somos os flagelados do vento leste!
Os homens esqueceram-se de nos chamar irmãos
E as vozes solidárias que temos sempre
Escutado
São apenas
as vozes do mar
que nos salgou o sangue,
que nos entranhou o ritmo do equilíbrio
as vozes das nossas montanhas
estranha e silenciosamente musicais
Somos os flagelados do vento leste!
In – Colecções Imbondeiro.
Pesquisa de A.Mendes
NOTA - O AMIGO A.MENDES ACHA QUE OS NOSOS VISITANTES DEVÍAM DIZER DE SUA JUSTIÇA, ACRESCENTANDO O QUE E NTEDSSEM POR BEM A ESTAS CRÓNICAS E, ATÉ, DANDO AS SUAS DICAS ÀCERCA DE QUEM GOSTARÍAM DE AQUI VER RECORDADO...QUE TAL?!
 
 
 
 

39 comentários:

  1. Excerto de um texto de um tal Djack publicado no suplemento literário "Fanal" de "O Distrito de Portalegre", Portugal, em 22.Novembro.2002, e depois no jornal electrónico "Liberal" em 11.Novembro.2005. Sairá em livro, entre uma centena de textos dedicados à história e cultura de Cabo Verde, algures num futuro próximo.

    (...) "Falecido em Lisboa, a pedido do escritor, as suas cinzas foram deitadas ao mar na cidade da Praia, ilha de Santiago, junto ao promontório onde se situa o farol de D. Maria Pia, a partir de uma lancha da Armada cabo-verdiana. Em sentida oração de despedida, Arcádio Monteiro havia de dizer:

    Não te vou chorar, porque como bem sabes, é uma heresia, se não um sacrilégio, prantear heróis sobretudo quando ganham a tua dimensão; ao escolheres o farol Maria Pia e o mar que o envolve, para tua nova morada, quiseste simbolizar, à escala do teu país, a dinâmica da vida, ou seja, o nascimento, a transformação e o renascimento e, ainda, o Sol Nascente, como Força Criadora em oposição às do Mal que tão ousadamente soubeste combater e vencer, mormente através dos teus gloriosos poemas de intervenção e denúncia."

    Está feita a adenda possível...

    Braça literária,
    Djack

    ResponderEliminar
  2. E quanto ao poema, penso que toda a gente sabe (mas é sempre bom lembrá-lo) que foi embrulhado em música e bem pelo Fausto (Fausto Bordalo Dias), no seu disco "A preto e branco" (1988). Né Ladeiras, havia de dar nova interpretação a esta belíssima música no disco "Todo este céu" (1997) em que apenas canta músicas do autor de "Por este rio acima". Portanto, à conta de uns e de outros que têm lidado com a memória e obra de Ovídio Martins, ele continua afinal entre nós.

    Braça musical,
    Djack

    ResponderEliminar
  3. E, aqui, uma pequena surpresa:

    https://www.youtube.com/watch?v=B8KkQy8b8Is (copiar e lançar no Google, pois aqui não é possível activar o automático do link)

    Braça linkística,
    Djack

    ResponderEliminar
  4. Um dos grandes sanvicentinos da literatura que merece ser lembrado pois é tendência esquecer os pioneiros para dar valor, com estardalhaço, aos que aparecem. Sem desprimor para ninguém devemos lembrar os que não tiveram condições para exprimir... livremente mas que souberam contornar leis fatídicas para deixar espôlio.



    Infelizmente, poucos têm a coragem de aparecer preferindo dar seus comentários a desoras ou mesmo a horas minguadas. Mas...

    Felizmente, o Anónimo fala por muitos de nos. Com o que melhor temos - a morabeza - agradecemo-lo bem como o Arroz (com o sem atum) e ao jovem Mendes

    ResponderEliminar
  5. A (aqui) "anónimo do Pd'B" (anónimo por via dos maus humores do blogger) nunca para de falar dos que em Cabo Verde merecem que se fale deles. Aliás, o Arroz faz o mesmo. Aliás, poucos mais. Aliás, por algum motivo estes dois blogues ganham alternadamente desde 1847 (quando ainda nem existiam computadores mas já se sabia que eles iriam existir) o "Diogo Afonso" de ouro instituído pela antiga e conceituada ACCSPBPB (Associação de Comerciantes, Catraeiros, Shipshandlers e Proprietários de Botequins da Praia de Bote.

    Braça moda Óscar d'Hollywood,
    Djack

    ResponderEliminar
  6. GRALHA - O aqui "anónimo... era o que queríamos escrever

    ResponderEliminar
  7. Mas onde raio anda o dono deste botequim?

    Braça com Central Eléctrica avariada,
    Djack

    ResponderEliminar
  8. Quanto à foto, que é muito expressiva, é de péssima qualidade técnica. Mas isso não é culpa do Ac'A. Sei por experiência própria, quão difícil foi arranjar imagens de Jorge Barbosa quando delas precisei. E de outros intelectuais das ilhas, vamos andando. Vai-se à procura e sai sempre a mesma... Se os leitores do Ac'A não tivessem artrite nos dedos, podia ser que algum tivesse lá no baú uma foto melhor. Mas mesmo que a tenham, o raio da artrite não os deixa teclar, portanto ficaremos como antes.

    Braca com fotos fracotas de personalidades das ilhas,
    Djack

    ResponderEliminar
  9. Mas onde está o inventor do G&T a saber a manga?

    Braça com vela na mão, à procura do Homem,
    Djack

    ResponderEliminar
  10. A poesia de Ovídio Martins é das mais engajadas na denúncia contra o colonialismo, de uma grande combatividade em versos directos e cortantes como lâmina afiada, tais como estes:

    Estendemos as mãos
    desesperadamente estendemos as mãos
    Por sobre o mar
    (...)
    Nosso amor de liberdade
    e de justiça
    será contemplado
    e o nosso povo terá direito ao pão
    Povo que trabalha
    mas não come
    Povo que sonha
    o obterá
    Temos a ternura das nossas ilhas
    temos as certezas das nossas rochas
    Estendemos as mãos
    desesperadamente estendemos as mãos
    caboverdianamente estendemos as mãos
    por sobre o mar

    Ovídio Martins deixa a sua marca na história da literatura cabo-verdiana e merece efectivamente ser lembrado, evocado e continuamente estudado. Aliás, o estudo dos poetas é um processo interminável e não se pode dizer que a temática que este perseguiu esteja encerrada e trancada. Outrora, contra o coloniasmo, hoje e sempre contra outras formas de servidão que, dentro ou fora das fronteiras nacionais, aprisionam o ser humano e o tornam escravo de patrões sem rosto mas tão desumanos como os dos tempos do chicote.

    ResponderEliminar
  11. Que desconsideração, três visitas e o dono do botequim não diz "água vai", isto é, "gin vai". Cá para mim era já uma manif em Queluz e tudo a atirar-lhe caroços de manga para a varanda. Estou para ver quando abre a loja, estou para ver...

    Braça em número 11,
    Djack

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O dono do botequim, como bom comerciante, está a fazer contas aos dividendos que obteve com a publicação do texto sugerido pelo Mendes...Ele faz a festa, os outros, deitam os foguetes e haja quem apanhe as canas!
      E viva a GENTE GRANDE DE CABO VERDE!!!

      Eliminar
  12. Apreciei as intervenções do Djack, sempre pronto a acudir-nos com a sua palavra. A transcrição do excerto do discurso fúnebre de Arcádio Monteiro enriquece este nosso efémero debate. Ele diz bem quando considera o Ovídio Martins um herói, como o são efectivamente os grandes homens de letras. Heróis sobretudo quando a sua vida é uma incansável militância em prol da humanidade.

    Prova de que a sua temática era contra todas as formas de opressão e abuso do poder, sejam elas quais fossem, refira-se que Ovídio Martins foi crítico da política do PAIGC, tendo até recusado em 1995 uma distinção presidencial.

    ResponderEliminar
  13. Ovídio Martins também tinha um lado lírico, como se pode ver neste poema:

    Sonho com a manhã clara
    de teus seios
    e rendo-me humilde
    diante da verdade
    do teu corpo nu
    Idear-te
    e ofertar-me caricias proibidas
    ir beber feito outro
    na fonte longínqua
    da minha dor
    E minha dor e teu silêncio!…

    ResponderEliminar
  14. Ufaaaaaaaaaaaaaaaa, lá chegou o dono do botequim... enfim!!! Já pedi intervenções directamente à Praia de Bote para os íncolas dizerem algo sobre o poeta mas as massas locais estão enfiadas no Boca de Tubarão - parece que chegou um lote novo de grogue da ilha em frente e está tudo nas provas.

    Braça poética,
    Djack

    ResponderEliminar
  15. Do Mindelense, também ninguém quer falar. Dizem que poesia não é com eles. A rapaziada da casa é mais de chuto certeiro, isto é, praticam sobretudo a poesia de pontapé à baliza.

    Braça vermelha,
    Djack

    ResponderEliminar
  16. Justa homenagem aqui prestada a mais este homem de letras mindelense, militante das justas causas: dignidade humana e da liberdade 'tout court'

    ResponderEliminar
  17. Da bomba de gasolina, ninguém atendeu. Estão a abastecer um ctchada de carros que vão para a Baía das Gatas. Aqui, a poesia é mais de tchluf.

    Braça com octanas,
    Djack

    ResponderEliminar
  18. Eis que chegou o quarto visitante. Está prestes a fechar-se o círculo dos indefectíveis. Do Museu do Mar também ninguém atende. Estamos na hora de almoço, já se sabe, foi tudo a caminho da cachupada caseira...

    Braça com torre de Belém,
    Djack

    ResponderEliminar
  19. 20 intervenções e o dono do botequim só acudiu com uma? Vou fazer queixa ao PAc'A (Provedor do Arrozcatum), não se admite, não se admite!!! E vão 21, record absoluto, total e inultrapassável (até que surja o próximo).

    Braça com superação,
    Djack

    ResponderEliminar
  20. Ah, agora tenho de dar razão ao Djack. O dono do botequim anda mesmo fugido, ele que até deixou não há muito tempo uma piadinha no ARROZCATUM sobre os visitantes que dão uma bicada e vão à vida sem aparecerem mais. Sim, tem de se pedir ao Lela da Cuptnia para dar uma volta pela Pracinha da Igreja a ver se ele anda por aí.

    ResponderEliminar
  21. Pode a foto ser péssima, como diz o PdB ou, se quiserem o DdC, mas pessoalmente tenho uma imagem muito mais antiga, quiça mais vaga, dos tempos em que o Ovidio e seu irmãos (e os pais, claro) eram meus vizinhos.
    O primeiro poema ovidiense que me despertou foi a sua homenagem pôstuma a um jovem da sua idade, também vizinho, cujo titulo é "In memoriam Belarmino de Nha Talefe". Quem tem essa publicação que veja. Foi dias-hà na munde e ja não me lembro do conteùdo.

    ResponderEliminar
  22. E passemos ao 24 . Já está uma multidão em Queluz, junto ao prédio do dono do botequim a gritar: "Zito! Zito! Isso não é bonto!" e já estão a cair caroços de manga e cascas de coco na varanda dele. Há pouco, apareceu por detrás da persiana mas fugiu logo de novo, parece que está a tentar escrever uma mensagem mas o computador pifou pois desabou-lhe em cima um bloco de carvão do Wilson que atravessou a janela e ali foi parar.

    Braça com esperança de atingirmos os 50 comentários,
    Djack

    ResponderEliminar
  23. Comentário 25 - Um bom texto de "Latitudes" revista francesa onde pontua o Luiz Silva, sobre o Ovídio Martins, aqui: http://www.revues-plurielles.org/_uploads/pdf/17_6_13.pdf

    Braça com pesquisa,
    Djack

    ResponderEliminar
  24. Comentário 26 - "Zito! Zito!" grita gigantesca multidão em Queluz, frente à casa do dono do botequim. Polícia de Intervenção, GOE e Fuzileiros destacados para a zona. Televisões de toda a Europa, Cabo Verde e Burkina Faso aglomeram-se na zona, juntamente com jornalistas da rádio e jornais, incluindo a famosa "Gazeta de Alfeizerão". Neste momento, a inquilina do 2.º Dt.º é retirada do prédio, em trabalhos de parto e parece estar a dar à luz numa ambulância do SNS. Zito vem à janela e é mais vaiado que a Dilma e retira-se gritando para a multidão: "Deixem-se estar para aí a pregar aos peixes que eu vou mas é acabar o meu arrozcatum e voltar para o Arrozcatum".

    Braça com reportagem,
    Djack

    ResponderEliminar
  25. Comentário 27 - E este mimo pelo João Villaret?
    https://www.youtube.com/watch?v=wakX7-OrQkc

    Braça com pesquisa,
    Djack

    ResponderEliminar
  26. Comentário 28 - E aindaaaaaaaaaaa...

    http://www.uff.br/revistaabril/revista-02/010_tania%20martuscelli.pdf

    Braça com pesquisa,
    Djack

    ResponderEliminar
  27. Comentário 29 - Grande confusão em Queluz. O facto de o dono do botequim não ter surgido mais, levou a multidão enfurecida a pensar que o dito se refugiara no Palácio, para onde aquela acabou por convergir ao início da tarde. Munidos de pedras, paus e morteiros, os manifestantes começaram a atacar o edifício que entretanto foi rodeado por um cordão de segurança de Comandos e Guarda Nacional Republicana a cavalo. Parece no entanto que o dono do botequim aproveitou a pausa para se dirigir à sede do Arrozcatum, onde está a redigir com todo o vigor os posts suficientes para serem atingidos os 50.

    Braça em cima do acontecimento,
    Djack

    ResponderEliminar
  28. Comentário 30 - E como isto é um blogue marítimo, aqui vai:

    Solilóquio

    Mar
    Mar brabo
    Mar manso
    Mar vagas de medo
    Mar ondas de lago

    Mar esperança de longe
    Mar saudade de regresso
    Mar riso de menino
    Mar lágrima de velho

    Mar cidade das sereias
    Mar cemitério de pescador
    Mar claridade da lua
    Mar noite de chuva e breu

    Mar bom e amigo
    Mar mau e zangado
    Mar vida de povo
    Mar morte de povo

    Mar poeta
    Mar Morna
    Mar mar
    Ó mar de Cabo Verde!

    Poema de Ovídio Martins, in "50 Poetas Africanos"

    ResponderEliminar
  29. Neste momento, e desde as 13H30, que estou nos escritórios da empresa onde (AINDA) trabalho desde 1977, quando os Ventos de Leste impulsionaram a minha nau para longe do Porto Grande...Sobra-me este momento para dizer que, eu e o Arroz, somos a embalagem: vós, os eruditos, o conteúdo e, ambos (eu e o dito), nos sentimos muito honrados com tão ilustre companhia...Aliás, o que poderia eu dizer que não tenha já sido dito? Pena é que a mesa deste banquete tenha tantas cadeiras vagas...

    ResponderEliminar
  30. Comentário 32 - O dono do botequim desculpa-se mas não se safa de ter de acabar o n.º 50 com mais 18 posts. Logo que saia do job, obviamente. Ficamos todos sentados, a aguardar, de olhos virados (e revirados) para o Ac'A.

    Braça com relógio ao lado,
    Djack

    ResponderEliminar
  31. Comentário 33 - Enfim, somos generosos e aqui vai maias um Ovídio...

    http://ricardoriso.blogspot.pt/2007/08/ovdio-martins-poemas-em-cor-de-sangue.html

    Braça com pesquisa,
    Djack

    ResponderEliminar
  32. Então? Então? Estamos à espera... ainda sentados!

    Braça com banho de cadeira,´
    Djack

    ResponderEliminar
  33. Bem, bem, o Zito está a ser modesto e discreto. Afinal aconteceu que ele foi chamado de urgência à Rádio Barlavento para moderar um programa a emitir esta noite com o título: "Ressuscitem os poetas de todos os tempos!".
    É só o Djack refrear um pouco a sua impaciência que vem aí coisa de monta. Há notícia de que todos os aparelhos de rádio do Mindelo estão já abertos e em grande expectativa. Até contaram que o Muxim de nha Rita, que acabou de chegar da Holanda, anda pelas ruas com um aparelho rádio portátil a tiracolo em altos berros pelas ruas do Mindelo. Ninguém ficou indiferente à grande notícia.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. PODE ESTAR CERTO, MEU AMIGO, QUE NO QUE DEPENDER DE MIM E DO MENDES DAREMOS TODO O NOSSO APOIO A TAL RESSURREIÇÃO...
      ALIÁS, FOI LANÇADO O DESAFIO DE OS VISITANTES ALVITRAREM NOMES QUE GOSTARIAM DE VER RESSUCITADOS AQUI...AGUARDAMOS!

      Eliminar
  34. Esperar sentado, pelo menos, não cansa...E, com o diz a sabedoria popular, em boca fechada não sai asneira nem entra mosca...O facto de gostar de ler, de gostsr de poesia, de ser curioso por natureza, na procura da razão das coisas, não faz de mim um esperto em coisa nenhuma...Por isso, acho que não devo metar a minha foice em seara alheia antes, deixar que vertam para este espaço todo o seu saber e experiencia aqueles que sabem das coisas...Eu não gosto de inventar...A última vez que o tentei, numa aula de História de Nhô Roque, ele teve a amabilidade de me dar vinte a português e ZERO a História...Ficou-me de emenda!

    ResponderEliminar
  35. Então, assim, não chegaremos aos 50... seria uma grande oportunidade.

    Braça finalizante (enquanto oiço o trompete do Morgadinho, em "Flor Formosa", aqui nos auscultadores)
    Djack

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Haverá outras oportunidades quando, em vez de uma mesa de suéca, conseguirmos uma de "poker" a descoberto sem limite de jogadores...

      Eliminar