quinta-feira, 4 de setembro de 2014

[7353] - REGIONALIZAÇÃO EM MARCHA...

José Fortes Lopes

SEGUNDO "A NAÇÃO", DE HOJE,  A REGIONALIZAÇÃO JÁ ESTÁ NA AGENDA DO PAÍS...

Segundo o Jornal A Nação, o Executivo deve submeter ao Parlamento, ainda nesta Legislatura, a proposta de Lei da Regionalização do país, após o MpD, por seu turno ter prometido avançar com a sua proposta de regionalização logo no primeiro ano de mandato, se acaso for governo em 2016 (http://videos.sapo.cv/zfS7CaR7tOMhgzFkvqZk). O mesmo jornal constata que a corrida para a regionalização, tendo como pano de fundo as próximas eleições, já começou.
Esta notícia vem dar razão aos Regionalistas e coroa uma luta cívica de, pelo menos, 3 anos... A nossa causa é justa e não temos dúvida da superioridade moral da mesma, não obstante as campanhas de desinformação e de denegrimento orquestradas contra os regionalista ou o conceito de Regionalização.
Todavia não podemos ir em euforias. No meu último artigo escrevi:
 "Embora seja evidente o consenso dos dois partidos do arco do poder sobre uma regionalização minimalista, este assunto está longe de estar fechado, esperando um melhor posicionamento dos diferentes actores políticos nesta matéria, em função da evolução do debate que se anuncia aberto. Neste sentido a demissão dos movimentos da sociedade civil, convencidos de que a regionalização já está decidida ou ganha, seria nesta fase a pior conselheira e um erro crasso ou mesmo cobardia. Nada está ganho e os partidos estão impacientes para dissolver o espírito da Regionalização, na primeira oportunidade. Uma vez que questão da Regionalização é hoje um dado aceite, o que importa debater neste momento, de maneira aberta e democrática, é qual o melhor modelo para a Regionalização de Cabo Verde?"

http://www.anacao.cv/online/index.php?option=com_content&view=article&id=5449:destaques-da-edicao-366-do-jornal-a-nacao&catid=87:destaque&Itemid=475


1 comentário:

  1. José, o perigo é a sociedade civil convencer-se de que a regionalização é um fim e não um meio. O perigo é não perceber que ela tem de mudar o panorama político e social de uma forma profunda. O perigo é a sociedade civil não atinar devida e atempadamente que ela é que tem de tornar a regionalização no instrumento de mudança de que carecem as nossas ilhas. É sempre de perguntar se haverá militância cívica e capacidade anímica para atingir esse desiderato, mas isso já não está ao nosso alcance prognosticar e muito menos garantir que será uma realidade.

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