sábado, 25 de abril de 2015

[8065] - INACREDITÁVEL...

2014 Há mais suicídios em Portugal do que mortes nas estradas!
Os números referentes aos suicídios podem pecar por defeito já que nem sempre é possível apurar as causas de morte.

07:48 - 25 de Abril de 2015 | Por Notícias Ao Minuto

Em 2014, registaram-se em Portugal 1074 casos de suicídio. Já nas estradas portuguesas, 480 pessoas perderam a vida em acidentes rodoviários.~
INACREDITÁVEL!

3 comentários:

  1. Esta stóra tem algumas décadas e como se pode perceber pela sua leitura e desenrolar dos acontecimentos é rigorosamente verdadeira. O sujeito, nascido em Chã de Cemitério, chamava-se Manuel da Fonseca Semedo mas era apenas conhecido pelo nominha de Naise d'Tcham. Um divórcio litigioso, a falência da empresa, um desastre de automóvel na estrada da Baía das Gatas que lhe destruiu a viatura e o deixou coxo, para além de um sem número de outras desgraças, fizeram-no num dia pensar em suicídio. E se bem o pensou, melhor o tentou.
    Comprou uma pistola de contrabando a um facínora da Ribeira Bote, sentou-se na sua cadeira de baloiço, apontou à têmpora direita e pum... qual pum, qual nada, a pistola era manhosa e encravou de tal modo que por mais tentativas que fizesse nenhuma bala saiu. Verificou depois que elas eram de salva e que tinha sido enganado não uma mas duas vezes.
    Naise comprou então uma faca de mato a um marginal que costumava parar no cais acostável. Chegado a casa, lançou-a de encontro à barriga com tamanha violência que a ponta da lâmina colidiu coma fivela do cinto e partiu-se sem remédio.
    Em desespero de causa, foi à Casa Gaspar, onde adquiriu uma corda de nylon da melhor qualidade. Esperou pela noite, passou-a por cima de um ramo da acácia que se erguia fronteira à sua residência, meteu a cabeça no nó previamente feito e puxou do outro lado. Pimba, Naise na tchom, fazendo honra ao seu nominha. Tinha-se partido o único ramo possível da árvore, já que os outros eram fraquitos e teve de desistir porque por perto não havia outra.
    No outro dia, logo de manhã, dirigiu-se à morada disposto a atirar-se do topo do cais acostável, esperando ter a sorte de ser devorado por um tubarão ou pelo menos morrer afogado. Quando passou pela Rua de Lisboa, ouviu o Tchuna do Café Royal chamá-lo em altos gritos: "Ó Naise, ó Naise, anda cá rapaz, ganhaste o 1.º prémio da lotaria, tens a receber pelo menos uns 80.000 contos". O Naise caiu redondo no chão com um ataque cardíaco fulminante e hoje reside no dezoite dôs ote numa campa perto da Cesária.

    Braça mortal,
    Djack

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  2. Boa estória, Djack. O suicídio é do caraças e é por isso que o Albert Camus, na sua filosofia sobre o absurdo da condição humana, o desaconselha como solução. Em Portugal, o fenómeno está de facto a aumentar, assim como o homicídio.

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  3. A stóra foi adaptada a partir de uma anedota que eu conheço há anos. Sempre achei muita piada a este homem que se queria suicidar e nunca conseguiu, acabando por morrer quando era finalmente rico.

    Houve uma altura e que no Alentejo, sobretudo na zona de Portalegre havia suicídios em barda, sobretudo de idosos.

    Braça não suicidária,
    Djak

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