segunda-feira, 27 de abril de 2015

[8073] - DEBATE SOBRE REGIONALIZAÇÃO, NO FACEBOOK...

José F. Lopes
Seria bom que outros viessem alargar e contribuir para o debate no Facebook sobre a regionalização, promovido pelo Gualberto Rosario Almada -  "Efeitos da regionalização na eficiência, na eficácia e na efectividade da acção governativa".
Claro que este assunto parece ser quente demais (too hot) para as mãozinhas limpas e brancas da nossa elite pensante, que não se quer comprometer com nenhuma ideia de mudança em Cabo Verde.  Por exemplo, achei surpreendente que o político mindelense João do Carmo, no recente debate televisivo sobre a Regionalização, citasse JMN dizendo que a 'Regionalização é um luxo' para C. Verde... O homem é tal qual um mágico que pode dizer uma coisa e o seu contrário simultaneamente, e parecer natural!  De resto, por ser PM,  JMN não é Deus, nem é nenhuma sumidade intelectual. Ao deixar de ser PM voltará a ser o mais comum dos mortais e eu recomendava-lhe estudar muito e ir fazer uma pós graduação em Liberdade e Democracia, nos States.
João do Carmo, estava no lugar errado neste debate, pois via-se que estava a ocupar um lugar de político... Não tem nenhum pensamento sobre a matéria da Regionalização e do Estado em C.Verde, ou então não estudou a matéria do debate,  limitando-se a repetir a lenga-lenga do seu partido, a defender balanços estatísticas etc., coisas de funcionário político banal.
O PAICV é uma enorme máquina autoritária, de manietar e triturar os espíritos e as vontades dos seus militantes. Eu recomendava, pela sanidade mental de C. Verde, partir este partido dinossauro em dois novos partidos: um, reformista e, outro, conservador e reaccionário... Ia mais longe e até recomendava a mesma coisa ao MPD...
Isto dá uma ideia do atoleiro moral, intelectual e ideológico em que a sociedade cabo-verdiana se afunda,  depois de um longo período de partido único e do interregno reformista/liberal dos anos 90, do MPD.

1 comentário:

  1. Entre outras coisas, o José toca num ponto muito importante, que é a necessidade de uma reformulação do espetro político-partidário de forma a que cada formação corresponda efectivamente a uma linha ideológica que lhe confira identidade. Caso contrário, há o risco de se perpetuar a actual situação que, convenhamos, é pouca saudável para a revitalização do regime democrático. O que temos são duas formações políticas acomodadas com o status quo e pouco preocupadas em tornar a democracia um instrumento de constante reinvenção e dinamização da vida política cabo-verdiana.

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