quinta-feira, 30 de abril de 2015

[8085] - EX-MINISTRO VETA RESOLUÇÃO...

Corsino Tolentino
Àcerca da resolução governamental sobre a questão da língua crioula, a edição 700 do Expresso das Ilhas, relata o pensamento de um ex-ministro do actual governo de Cabo Verde, nos seguintes termos:

"Uma Resolução que nada resolve. Uma “brincadeira”, que trata de forma leviana um assunto sério". De forma dura, é assim que Corsino Tolentino classifica a Resolução que aprova as medidas de valorização da Língua cabo-verdiana. Pela sua ineficiência e incoerência, e por considerar que se trata de um diploma que prejudica o próprio debate em torno da Língua Materna, o académico e ex-ministro da educação pede a sua revogação imediata.

1 comentário:

  1. Uma posição do Ex- Ministro Corsino Tolentino sobre Resolução sobre a dita Valorização da Língua cabo-verdiana não muito diferente daquilo que penso.
    Segundo ele esta Resolução nada resolve é uma “brincadeira”, que trata de forma leviana um assunto sério e pede a sua Revogação Imediata. Imaginem !!
    É o que temos dito há muito tempo este processo que é extremamamente sensível tem sido conduzido desde há anos de forma disparatada, uma acção demagógica para enganar os cabo-verdianos e distraí-los do essencial dos seus problemas e do seu futuro (que ainda não está garantido), servindo somente para alimentar o ego de certos Fundamentalistas.
    Será que avaliaram os custos de uma independência linguística radical e total em relação à língua portuguesa, marginalizando a população desta ferramenta.
    Temos advertido que esta operação tem unicamente objectivos políticos e ideológicos, o triunfo utópico de um grupo radical, sem retornos palpáveis para o país.
    O Adriano Miranda Lima no seu último artigo publicado esta semana no Praia de Bote sobre a problemática da língua adverte que é quase garantido que os cabo-verdianos irão meter-se numa demoníaca confusão linguística.
    É curioso que num momento em que todos os cabo-verdianos deveriam estar a dominar a língua portuguesa como o faz um falante nato da língua portuguesa ou os palopianos, estamos a caminhar em sentido inverso a convencer as pessoas que fechadas no seu crioulo, e a rasgar a língua portuguesa, como fazemos por falta de prática, é que ficarão bem. Isto é de uma irresponsabilidade e insensibilidade gritantes sobretudo que temos vindo a denunciar o facto que a elite, que defende sofregamente esta reforma, irá assegurar aos seus filhos o domínio das principais línguas internacionais, para garantir-lhes uma carreira internacional. Garanto que escolas privadas em língua portuguesa vão aparecer dentro em breve para a elite e os ricos.
    Louvo a postura responsável do Ex- Ministro Corsino Tolentino que é ainda da geração de cabo-verdianos com algum sentido de responsabilidade, pois entregar os destinos de Cabo Verde nas mãos de rapaziada imatura, inculta e irresponsável é um risco que todos temos que assumir.

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