segunda-feira, 18 de maio de 2015

[8162] - AS RUÍNAS DA NOSSA INDIGNAÇÃO...

Clube Matiota· 
PEDAÇOS DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO DE S.VICENTE QUE FORAM DESAPARECENDO, OU EM VIAS DISSO:
Antiga Matiota, Antiga Central Elétrica, Antiga Frigorífica, Antiga Congel, Antiga Italcable, Antiga Fábrica de Gelo, na Laginha, o Fortim, o Eden-Park, a Esplanada da Ponta de João Ribeiro, etc, etc...  Podiam-se ter aproveitado alguns desses edifícios para se criar,  por exemplo, um museu da Eletrecidade,  das Telecomunicações, etc., mas...

José Fortes Lopes
A ilha toda e a cidade do Mindelo têm que ser repensadas numa estratégia de desenvolvimento equilibrado e sustentável. Não se pode continuar a ofender a natureza e o património, pois daqui a pouco estará tudo escavacado!  Os principais "spots" podem ainda ser recuperados...O essencial é criar          movimentos: (um para a Defesa do ambiente, um para a Defesa do Património,  etc.) que coadjuvem a Curadoria, a CMSV e o IPAR, para garantir a salvaguarda do que resta e  que pode ser ainda recuperado.  Se isto não for feito, agora, depois de nós vai ser o verdadeiro dilúvio: os bárbaros arrasarão tudo e não restará pedra sobre pedra!

3 comentários:

  1. Esta indignação e revolta não é apenas sua, e muito pouco se pode fazer pois já resta muito pouco para ser destruído. Uma total ausência de sensibilidade para com a história desta Ilha. Os guias turísticos que deambulam pela cidade acompanhando caravanas de turista, devem estar numa situação ingrata com tanta destruição

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  2. Postagem para avolumar a nossa indignação (nossa... aqueles que são). Da forma como as coisas se passam onde não aparece ninguém para combater o "tude pa tchom", qualquer dia a essência mindemense desaparece sem sequer deixar um museu..
    Não pretendo com a minha reacção atacar o AcA de cujas postagens me regalo diariamente. Pelo contrario; quero ver aqui esparrachado hodiernamente as vestigens dos vandalismos cometidos para acordarem a consciência dos comodistas.
    Se sempre fui conservador (respeitador da herança recebida), tive o privilégio de viver numa terra onde - espontâneamente - se criam "comités" ou "associações" de defesa da mais modesta reliquia que, ao fim e ao cabo, contribuindo para a beleza de uma modesta aldeia acaba por fazer a riqueza de uma Nação.
    Ê frequente ver alunos dos liceus, ou mesmo universitàrios, médicos, professores, etc. sacrificarem uma parte das férias para a restauração de um apeeiro onde desciam os passageiros das carruagens, de um antigo lavadoiro municipal quando não se trata de um pombal ou de uma antiga manção em ruina.
    Na nôs terra ninguém mexe mas... saiem à rua quando ganha o Benfica. Booolas !!!

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  3. Noutros tempos, nos tempos de diazà (diazà na munde), quando eu era menino (a partir dos meus 7 aninhos), nossos pais não nos permitia estar nun canto "sem fazer nada" porque "mnine calode ê mnine c'algum côsa". Também não podiamos fazer "mufeneza". Então iamos convidar os colegas para às interminàveis partidas (inter ruas ou inter bairros) de "corrida pau" ou, quando não havia nùmero suficiente, jogos de "4 trocada, 8 cabada". Aposto em como os janotinhas de ramela nos olhos e catarro no nariz mas que correm atràs das sainhas curtas nunca ouviram falar nisso. "O tempora, o mores"
    De propôsito não falo de futebol porque estou cheio de raiva como os comentadores anteriores. Por não ser fanàtico (embora ferrenho) e pelas manifestações que deviam ter lugar em outras circunstâncias.

    Eduardo Oliveira
    (Tio Dudu)

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