quarta-feira, 3 de junho de 2015

[8215] - RECORDANDO O "ATLAS"...

Num comentário nosso no Blogue "Storia Ca Ten Dono", do amigo Artur Mendes, a propósito dos marítimos italianos que se refugiaram em S.Vicente durante a II Grande Guerra, fiz referência ao Bar-Restaurante Atlas que meu pai fundou, nos anos 40 do sec. XX, na Rua de Lisboa, tendo como colaboradores três italianos que presumi  terem pertencido a esse lote de marinheiros do Jerarquia, navio atacado pelos submarinos alemães...
Algures nessa Europa multifacetada, alguem tomou conhecimento do comentário e enviou um e.mail ao gerente do Blogue com uma mensagem que tenho o maior prazer de reproduzir, com a devida vánia ao A.Mendes:

 Prezado Zito,

Tenho grandes e boas lembranças do Bar Restaurante Atlas, do teu pai,  Senhor Azevedo.
A minha mãe trabalhou nesse Restaurante e trazia-me sempre algumas comidinhas especiais do vosso restaurante e na minha percepção de criança com uma cozinha  bastante rica e muito especial para a época pois em nossa casa o nosso menu não passava duma simples catchupinha remediada, caldo de peixe, papa, etc., etc.
Foi uma experiência interessante e riquíssima para mim pois, já adulto, emigrei para a Europa e enquanto muitos patrícios tinham problemas com outro tipo  de alimentação eu nunca conheci esse problema pois já tinha experimentado, graças ao  vosso Bar Restaurante Atlas, outros tipos de comida...
Sem dúvida, um enriquecimento enorme para mim!
De qualquer forma, um muito obrigado, pois o vosso Bar-Restaurante contribuiu, sem dúvida, para aperfeiçoar o meu gosto.
Um abraço.
Daniel Conceição (Nhelas Costinha)

N.R. - Já respondi ao amigo Nhelas e mandei-lhe a foto que ilustra este "post" pois há duas funcionárias que se vislumbram na primeira porta e, quem sabe, uma delas bem pode ser a mãe do Daniel Conceição.
Uma coisa, entranto, parece certa: O MUNDO ESTÁ CADA VEZ MAIS PEQUENO!

5 comentários:

  1. Foto que já conhecia do Arrozcatum e que copiei na altura. E que uma vez por outra volto a ver, dado o encanto que revela. A chapa mostra um tempo não totalmente perdido que se recupera em cada novo visionamento e que sobrevive ainda em alguns espíritos como o deste conhecido do Zito. Como eu comentei na altura, foto para ampliar, emoldurar e pendurar em lugar de honra.

    Braça ATLético,
    Djack

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  2. Lembro-me desta foto do "arrozcatum" que volta sem causar constrangimento nenhum. Pelo contrario.
    So queria fazer uma observação, ou melhor dizer o que ouvi e guardei sobre "Gerarchia" (ou Jerarquia).
    O Zito diz "... navio atacado pelos submarinos alemães". Parece que o barco teria recebido ordens para
    ficar no Porto Grande para não ser afundado pelos Aliados. Mais valia ser nacionalizado que afundado
    com perdas humanas. Penso que esta teoria tem lôgica. Também podia ser afundado pelos U-Boat...
    Certo é que, além do Atlas, muitos italianos fabricavam o "mancarrom" que era muito apreciado por muita
    gente acostumada ao milho e ao arroz (com e sem atum).
    Braças e mantenhas.

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  3. Meu caro Valdemar

    De acordo com os dados oficias do Ministério das Finanças ( publicados no "storia ca tem done", o Gerachia foi vitima d'uma avaria quando navegava ao largo de Soncente--- Daí a lista de pagamentos que a Comp. teve de saldar... O navio ficou retido no Porto Grande até ao fim da II GM.... A " Estoria" ( resumida)do submarino daquele home bazofo Hilter:-- Os tripulantes do U2 faziam-se passar por tripulantes do Gerachia... para poderem vir a terra.! Quando os espiões deram por ela, a tripulação foi obrigada a abandonar o navio... daí muitos deles terem ficado alojados em casas particulares(....." O resto pode ser lido no post; A Capitania & Finanças)

    Braça com aqueles excelentes pratos ( comida ) do Atlas e do Bar Estrela... ambos Made in Gerachia...

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    1. Amigo:
      Da estôria dos tripulantes do(s) submarino(s) e das consequencias (tripulantes para a terra) lembro-me muito bem. Se pensaram enganar alguém não seria os serviços do MI-6 que tinham 2 agentes residentes na Western e, graças a isso, conversavam com o Head Office sem interferências. Quanto a detalhes ouvi tantos e não contesto nenhum. Seja quais forem, fazem parte do nosso tempo de menino e sabe bem rememorar episôdios, detalhes, causas e efeitos.
      Do Restaurante Atlas tenho uma ideia muito ténue mas lembro-me de muitos italianos; cheguei mesmo a conhecer um deles (amigo e colega de trabalho de um meu tio) que fabricava e vendia uma deliciosa pasta.

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  4. Saúdo esta intervenção do Nhelas Costinha, que esperemos se repita vezes sem conta.

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