quarta-feira, 1 de julho de 2015

[8264] - A VOZ DE UMA PATCHÊ-PARLOA...

Celly Paixão
Opinião: São Nicolau, a ilha desafortunada

À semelhança de Baltasar Lopes, distinto filho de São Nicolau e de Cabo Verde, autor do primeiro romance, genuinamente cabo-verdiano, sou uma saonicolauense e confesso que, por circunstâncias outras fui obrigada a deixar a ilha em busca de outras oportunidades. Também natural de Caleijão, concelho de Ribeira Brava, oriunda de uma família de tradição camponesa, passei toda a minha infância e adolescência nessa localidade.

O tempo genesíaco da minha infância e adolescente, passada em ambiente rural, afetivo, entre a atmosfera familiar, a escola primária, as brincadeiras de menino e o ciclo preparatório na Stancha (então Vila Ribeira Brava), marca o meu horizonte de memória, profundamente.

O meu cordão umbilical está e estará sempre ligado à minha ilha, particularmente, ao meu Município da Ribeira Brava. Sempre que lá vou, com frequência, procuro estar com a minha gente. Gente da minha geração, mas também a da dos meus pais e avós. É das conversas que procuro encetar com as pessoas que nascem as luzes que refletem a realidade e o pulsar da ilha e do concelho. Pois, a situação socioeconómica do Município da Ribeira Brava inspira cuidados intensivos e muita atenção dos governos central e local, sob pena de a vida das pessoas se agravarem, ainda mais.

Nos últimos anos a ilha de São Nicolau foi fustigada pelas políticas erróneas do PAICV e do seu governo. Desde logo, políticas de transportes marítimos, de agricultura e pecuária, das pescas, de formação e capacitação dos jovens, passando pela elevada taxa de desemprego que aflige a ilha de Chiquinho e o Município da Ribeira Brava, em particular.

 “Grito de Ipiranga”
Por estas e outras razões a ilha parou no tempo de crescimento e desenvolvimento. As populações sobretudo as mais jovens viram-se impossibilitadas de dar continuidade aos seus estudos e, naturalmente, de conseguir um emprego digno, em ordem a contribuir para o desenvolvimento da sua ilha e do seu concelho. Os agricultores, os criadores, os pescadores, os comerciantes e demais forças vivas locais vivem situações de verdadeira penúria e desencanto, que já os conduziram à uma profunda letargia social. Apetece-me dizer mesmo, que São Nicolau e Ribeira Brava em particular, precisam de uma espécie de “grito de Ipiranga”, que permita agitar a consciência das elites do poder local e central, para uma nova ordem de relação com a ilha que leve ao desenvolvimento sustentável e harmonioso.

Ainda no domínio de agricultura e da criação de gado, a situação é mesmo preocupante, para não dizer dramática. Com o mau ano agrícola que assolou o País, as pessoas viram-se impossibilitadas de fazer uma dieta alimentar condizente com as suas necessidades, por um lado. Mas também foram confrontadas, com a perda substancial de produção hortícola, já que os furos que fornecem a água para agricultura reduziu a sua capacidade, substancialmente. Contudo, com a entrada em funcionamento da unidade de dessalinização da água do mar, na Preguiça, para abastecimento doméstico, os agricultores acreditaram que teriam acesso a mais água (e mais barata) para irrigação.

Aliás, foram estas as promessas do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava (CMRB), Américo Nascimento e do próprio Governo. O que realmente acabou por acontecer foi o anúncio, aqui há dias, do aumento do preço de água, quer para o consume doméstico, quer para agricultura. Portanto, se os agricultores, de per si, já tinham a vida difícil, com esta medida recente do Governo e da edilidade da Ribeira Brava, a situação agrava-se ainda mais.

Destarte, sem capacidade de escoamento da sua já fraca produção, para as outras ilhas em virtude do deficitário sistema de transportes marítimos de e para a ilha, aos homens da terra cabem-lhes agora a resignação e esperar melhores dias que hão-de vir, decerto. Infelizmente está-se perante a uma fatalidade protagonizada pela incompetência do poder local, que não soube, em boa hora, junto do Governo identificar a melhor política de produção, gestão, distribuição e venda de recursos hídricos para os agricultores e população do vale da Ribeira Brava. Estivesse vivo, Baltazar Lopes, como homem do campo que fora, seguramente, olharia para estes homens e mulheres da terra com muita mágoa e revolta.

No capítulo da pecuária, os criadores esperam e desesperam com o tão propalado programa de emergência de salvamento de gados. Os animais morrem de fome por falta de pasto, provocado pelo mau ano agrícola. O Governo continua a olhar para esta situação de forma impávida e serena. 

Assim, a situação socioeconómica de São Nicolau é de tal sorte degradante que, confrontados com o dilema: “querer ficar e ter que partir”, a ilha perdeu, nos últimos tempos, um número significativo da sua população, que foi obrigada a migrar-se para outras ilhas, em busca de melhores condições de vida.

 Fuga de cérebros jovens
A juventude foi a franja da população que mais sofreu com as más políticas da edilidade da Ribeira Brava e do Governo. A fuga de cérebro para trabalhar em grandes centros urbanos do Pais, tem sido uma realidade sem precedente na ilha de Chiquinho, com perda da capacidade produtiva para a economia. Tudo por causa do desemprego gritante que fustiga os jovens de São Nicolau, com destaque para os do concelho da Ribeira Brava.  

Para produzir este artigo, dei-me ao trabalho de visitar às fontes do INE – Instituto Nacional de Estatística, sobre o desemprego em Cabo Verde. Segundo os dados daquela instituição estatística a taxa de desemprego no País em 2014 era de 15,8 por cento. Isto considerando a nova metodologia de cálculo adotado pelo INE. Porém, se formos analisar as informações que dão conta da taxa de desemprego dos jovens com idade compreendida entre 15 e 24 anos, veremos que aqui a situação é deveras preocupantes. Ou seja, 35,8 por cento dos jovens cabo-verdianos, com capacidade para trabalhar estão no desemprego. É caso para perguntar: qual têm sido efeitos práticos de tão apregoadas, (com uma grande dose de propaganda política) políticas de formação, capacitação profissional e emprego jovens em Cabo Verde? A avaliar pelos dados do INE, podemos concluir que os efeitos da proliferação dos centros de emprego e formação profissional, pelas ilhas, têm sido muito aquém da expectativa dos jovens cabo-verdianos. Diria mesmo um bluff total!

Recorde-se, entretanto, que os dados recolhidos entre Outubro e Dezembro de 2013 mostram uma ligeira baixa do desemprego a nível nacional, passando de 16.8 para 16.4 por cento. Porém, uma diferença pouco expressiva e, por conseguinte, sem impacto direto na vida das pessoas e na economia, já que o crescimento do País continua a ser anémico e a não conseguir, por exemplo, atrair os investimentos diretos estrangeiros. 

Olhando agora, para os dados de desemprego jovem a nível dos concelhos do País, entre 2012 e 2013, ficamos, algo atónitos. Ribeira Brava é um exemplo paradigmático. Só assim, conseguiremos perceber melhor os motivos desta “hégira” dos jovens e população deste concelho para os grandes centros urbanos do País, à procura de emprego e rendimento.

Ora, o Município da Ribeira Brava lidera a taxa de desemprego concelhio aumentando de 18.8 para 23.7 por cento dos jovens deste município que se encontram desempregados e, naturalmente, sem rendimento para garantir a sustentabilidade da sua pessoa e da família. Uma subida, de resto, muito preocupante, já que ultrapassa, inclusive, São Vicente, que era o município com mais desempregados jovens em Cabo Verde, chegando atingir os 28,9 por cento, em 2012, tendo diminuído para 22,1 por cento em 2013.

 Status quo das políticas
A situação do desemprego no País, é um problema muito sério que convoca a todos nós, mas sobretudo o poder político, à uma reflexão de fundo, sobre o status quo das políticas de governação deste País. Decorridos 14 anos de governo do PAICV importa agora interrogar: os cabo-verdianos estarão mais felizes ou não? Qual é a perceção, em termos da capital de confiança, que os cidadãos têm deste partido e do seu governo? Já percebemos, através de sucessivos estudos encomendados, que os cabo-verdianos hoje têm, menos confiança neste Governo. Apesar de toda propaganda e poesia que o PAICV e o seu governo têm abrilhantado nos seus discursos ao longo destes anos, ainda assim, o povo destas ilhas está a dar sinais claros, de querer um poema diferente para o povo destas ilhas.
Não se pode, sistematicamente, evocar em vão a pretensão de ser um partido/governo de “rosto humano”, quando se sabe que esta evocação não passa de um mero cinismo e hipocrisia. Um pecado contra os mandamentos da lei de “boa governação”, tão apregoada por este Governo.

Um partido que governa com razão e não com romantismo, não deve estimular políticas de agravamento da pobreza para depois explorá-la, durante o período das eleições. Esta é uma atitude desumana, sem rosto e típico dos regimes onde a força partidária se confunde com o Estado. Aliás, existem literaturas que defendem que este tipo de abordagem na governação de um País, com base em “assistencialismo e demagogia pode minar e beliscar o Estado de Direito Democrático”, pondo em causa as liberdades e as garantias dos cidadãos.  

Ora bem, Cabo Verde e os cabo-verdianos não podem permitir que esta prática faça escola no nosso País. A independência e o advento da democracia e da liberdade são duas conquistas do povo destas ilhas. Como tal, são irreversíveis e contém suor e marcas indeléveis que perpetuarão na história e no imaginário do cabo-verdiano. É preciso, pois, renunciar todas e quaisquer práticas dos governos local e central que põem em causa, o maior ativo deste povo que é a liberdade e a democracia, conquistada a 13 de Janeiro de 1991.  

Gostava, à guisa de conclusão desta minha reflexão, deixar uma palavra de apreço e carinho pela população de São Nicolau, particularmente, do Município da Ribeira Brava, que neste momento atravessa um tempo de penúria social, devido às políticas erróneas levadas a cabo por este Governo e pela Câmara liderada pelo senhor Américo Nascimento. Dizer-lhe que não perca a esperança, pois, dias melhores chegarão, decerto! Porque, contrariamente, ao que protagonizou o partido dos governos local e central, a situação por que passa a ilha e o concelho não é uma fatalidade!

Juntos, podemos encontrar a melhor solução para Ribeira Brava e São Nicolau!

(in E. Ilhas)


11 comentários:

  1. Ora aqui está uma pessoa que podia fazer comentários uma vez por outra tanto neste blogue, como no "Esquina do Tempo" http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/ ou no "Praia de Bote" http://www.mindelosempre.blogspot.pt/
    Mas até agora ainda não deu o ar da sua graça nestes três blogues cabo-verdianos. Cá esperamos por ela, embora sem muitas esperanças...

    Braça desiludida,
    Djack

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  2. Concordo...Aliás, concordo plenamente...Aliás, concordo em absoluto!
    Braça, concordante
    Zito

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  3. Saúde o artigo desta ilustre “patchê”, dona Celly Paixão, escrito em português de lei.
    Tem razão na denúncia que faz sobre o estado de estagnação e pobreza da sua ilha natal. Não é apenas a ilha de S. Nicolau que está na penúria, pois o panorama negativo é transversal a todas as ilhas, com alguma ressalva para a ilha de Santiago, já que esta foi objecto de uma atenção especial por parte do Estado. Mas critica a governação sem ir ao fundo do problema. E ir ao fundo do problema é criticar o centralismo político e a relativa marginalização das restantes ilhas. Creio que, tirando este pecado (capital), pouco restaria para apontar o dedo à governação, a não ser em questões menores e de estilo político. Isto porque as nossas ilhas são de tal forma desprovidas de recursos e pouco favorecidas pela mãe natureza, que a governação do país não é tarefa fácil para quem quer que seja. Embora se possa questionar se a regionalização do país resolve ou minimiza os seus problemas, a verdade é que falta pôr em prática essa reforma para no fim podermos tirar conclusões sobre as suas virtudes ou o sucesso da sua aplicabilidade ao caso cabo-verdiano.
    E perdoar-me-á a Dona Celly se lhe disser que incorre em certa superficialidade quando tece louvaminhas à independência e à democracia que foi instituída no país em 1990, considerando-as aquisições irreversíveis. Claro que ninguém o questiona. Mas, repare bem, quando se decidiu avançar para a independência nacional, havia consciência dos riscos e do desafio que a nação ia enfrentar. Se o país fosse um território de outra configuração física (não arquipelágico), certamente que a tarefa seria bem mais fácil. Por exemplo, se a governação tivesse à sua conta apenas a ilha de Santiago, ou, quanto muito, duas ilhas, não duvido de que os padrões de sucesso seriam de outra ordem, e provavelmente sem as malfadadas assimetrias entre as ilhas. Para isso, concorreriam dois factores favoráveis: a qualidade dos quadros cabo-verdianos, que é uma constante; a continuidade da ajuda da comunidade internacional, que é sempre de questionar.
    Se a qualidade dos quadros cabo-verdianos é um activo indiscutível, pergunta-se, contudo, se, e até quando, vai a comunidade internacional sustentar as despesas da nossa independência. Até atingirmos uma virtual condição de país desenvolvido (estatísticas muito discutíveis), mas com a pobreza real a entrar-nos pelos olhos dentro? Quando vemos as exigências e imposições do FMI e do Banco Mundial a certos países europeus actualmente em dificuldades, temos de sentir um certo frio na espinha. Sim, senhora, orgulhamo-nos da independência nacional, e ufanamo-nos com a democracia, valores que fazem o orgulho de qualquer nação. Mas, no entanto, deparamos com os quadros deprimentes como esse que hoje nos pinta da sua ilha. Qualquer uma das nossas ilhas pode posar tristemente para o mesmo quadro. E somos politicamente independentes e temos o usufruto da democracia, mas, ao que parece, até agora insuficientes para podermos ter sonhos risonhos. Isto, passados 40 anos de independência. País sem dúvida alguma mais infraestruturado e mais escolarizado, falta-lhe, no entanto, o essencial, essa coisa que ninguém ignora. E sem esse essencial é duvidoso que os políticos consigam fazer o milagre de dotar todas as ilhas de melhores padrões de desenvolvimento e bem-estar.
    No entanto, há 40 anos, havia uma alternativa. Era Cabo Verde poder constituir uma região autónoma de Portugal, o que hoje o colocaria numa situação equiparável à das restantes ilhas da Macaronésia – regiões periféricas da União Europeia. Beneficiárias naturais e de direito próprio de recursos para o seu desenvolvimento. E sem que percam a sua identidade cultural.

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  4. A Ilha é SUA e, no seu lugar, defendia-a com unhas, dentes e...saber. Candidate-se "Independente" e não aceite os liders impostos pelos partidos que sugerem seus meninos de recado os quais, sem nenhuma vergonha, se prostituem, se vendem, para ter um tacho sem ter o mel do alambique praiense.
    Não sou da ilha de um dos meus avôs mas estou consigo inteiramente, na minha qualidade de caboverdeano.
    Força e Fé !!!

    Eduardo Oliveira

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  5. Parabéns ao seu "Grito Sanicolaense" que espero ser ouvido pelos "nicolaus" quatro cantos do Mundo em geral e specialmente os no Cabo Verde anestesiado (ou acomodado?) pelo manto praiense tão pesado que não conseguem levantar-se da cama onde se meteram para um sono sem dia de acordar.
    Sou descendente mas vivo (mal) o estatudo em que se encontra o "meu" pais que podia ser um exemplo no seu planeta (Africa).

    Ema Rodrigues


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  6. Devemos todos solidarizar-nos com este e mais "Gritos" porque estamos fartos de promessas de horas de folia e, claro, nunca cumpridas, seguidas de justificações para nos adormecer. Estamos rodeados de gente que nos invejou e jurou a nossa destruição lentamente e, se não nos acordarmos com a irmã Patchê (e mais alguns corajosos), selamos o nosso fim a breve prazo.

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  7. Diz bem o Val. Mas não basta acordar se não adquirirmos uma verdadeira consciência da nossa realidade. De nada serve denunciar e lamentar o estado deprimente de cada ilha se não houver algo que nos une e impulsione para tentar alterar a realidade. Esta é dura e intratável: não chove ou chove muito pouco para a nossa agricultura; não temos recursos naturais que possibilitem criar indústrias de bens de valor acrescentado; não temos petróleo nem minerais no subsolo; em suma, o dinheiro é pouco e muito dele vem de ajuda externa. E está ainda por demonstrar a exequibilidade de o país constituir uma plataforma de serviços a exportar para a África. Depois, cada vez mais sabemos que ninguém dá nada de grátis, ou se dá é por tempo transitório. E depois não perdoa os juros.
    Assim, não chega queixar-se da nossa indigência e pensar que cada ilha pode ser um oásis por simples graça divina. Apesar dos erros políticos, é difícil que qualquer política governativa consiga o milagre de transformar ilhas paupérrimas em lugares onde o homem tenha o mínimo de progresso e bem-estar. Mesmo que a política se cinja às regras e aos princípios da democracia. Coisa que não acontece, porque a nossa democracia é mais aparente e formal que potencializadora de todas as nossas capacidades humanas.
    Ainda nos resta uma possibilidade. É promover uma regionalização e esperar que a agregação de ilhas afins e com verdadeira e franca união de vontades possa de algum modo introduzir um paradigma diferente na vida nacional. De nada vale cada ilha queixar-se e reivindicar se não houver entre as populações o desejo de unir esforços e explorar as possíveis mais-valias que resultam da associação de ilhas em comunidades regionais. S. Nicolau não se safa sozinha, S. Antão não vai a parte nenhuma sozinha, S. Vicente também não. Estas 3 ilhas deviam pensar que a sua junção e convergência para objectivos comuns, é a única via para tentarmos sair da camisa-de-forças que nos estrangula e mata a esperança. Tanto mais que o centro do país é cada vez mais absorvente e castrador. E é isso que seria animador ver em artigos de opinião. Um apoio e incentivo à agregação política entre ilhas, em vez de simples denúncia da nossa miséria, pois esta é sobejamente conhecida. Isso é que poderá dar ainda algum fôlego à nossa democracia. Isso é que poderá evitar que um dia destes se venha dizer que a independência nacional de ilhas paupérrimas foi uma precipitação e um erro crasso.
    Não tenhamos receio de olhar o boi nos olhos para o pegar. Caso contrário, não sairemos do nosso fadário.

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  8. Quem são os culpados da situação que se vive em CV 40 anos após a dita Independencia: Pilatos?
    Concordo que SN SA e SV têm que ser ancorados numa parceria Regional
    a Regionalização é um dos caminhos propostos pelo Grupo mas não é a panaceia
    Temos um caso bicudo !!

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  9. Na vida existem pessoas que não sabem aceitar a felicidade dos outros e não se dão a mão para se solidadrizam com os correlegionàrios. Os exemplos são muitos e flagrantes.
    Para nôs é horrivel ver que o Tiago vira as costas ao Antão, ao Nicolau e sobretudo ao Tchenta que foi solidàrio e lhe ajudou no tempo de vapor na baia. Foram-se os barcos , acabou o carvão e agora que se vive de esmola, o Tiago esquece a tabuada para não dividir os shelins, E a fraternidade... foi !!!
    Ê sabido que filho de padre não sabe dar missa e é o que se vê. E talvez haja excomungação.

    Valdas do Flog

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  10. Achei pertinente reroduzir aqui o pensamento de Adriano no comentário a este artigo em destaque no ArrozCatum. Adriano exprime em certa medida a sua visão da questão da Regionalização, um processo que deverá desembocar numa maior integração de ilhas afins

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  11. Continuo sem perceber o que vai na cabeça desses governantes. Que medidas têm sido adoptadas para combater o desemprego e para estimular ou atraiar investimentos para o país? Dar formação é bom mas deve ser adequada às necessidades do mercado de trabalho senão estarão a formar gente para ficar no desemprego. O que eu acho é que esse pessoal (governo) não está à altura dos desafios do país. Governar é coisa séria, exige competência, empenhamento, responsabilidade e sobretudo honestidade. É bom que haja mais pessoas a denunciar a situação das ilhas pois o governo pensa que conseguiu pôr o povo está a dormir uma longa sesta .

    Matrixx

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