terça-feira, 30 de junho de 2015

[8263] - CABO VERDE -MUDAR DE RUMO...

Carlos Veiga
Cabo Verde necessita de uma mudança de rumo político e não pode ficar refém da estratégia de desenvolvimento até 2030 delineada pelo PAICV após 15 anos de governação, defende o antigo primeiro-ministro Carlos Veiga.


Numa entrevista à Lusa, o primeiro chefe de um Governo cabo-verdiano num regime pluralista afirmou discordar totalmente da ideia avançada, também à agência noticiosa portuguesa, pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, que afirmou que, ganhe quem ganhar as legislativas do primeiro trimestre de 2016, o rumo de Cabo Verde está traçado.

“Não, de forma alguma. Acho que o país precisa de uma mudança de rumo. Claramente que as políticas que foram adoptadas nos últimos anos não estão a produzir resultados. Não levaram ao crescimento, à redução do desemprego, a qualidade da educação, a segurança, a qualidade dos nossos serviços de saúde e o país não alcançou os objectivos de desenvolvimento que estavam perfeitamente ao seu alcance”, respondeu,

“A agenda de transformação não transformou nada, fez infraestruturas, que é a coisa mais fácil de fazer quando há dinheiro, mas fê-las com dívidas (114% do PIB) e agora temos o problema da dívida para resolver. Há portos sem barcos, aeroportos sem aviões, estradas sem carros e barragens sem água”, salientou o ex-líder do Movimento para a Democracia.

Para Carlos Veiga, o “sonho” de José Maria Neves, que quer ver Cabo Verde como país desenvolvido e com 12.000 dólares de rendimento per capita (está actualmente nos 3.500 dólares) até 2030, seria positivo se as condições fossem outras.

“O desemprego não desce, vai aumentando e, ainda por cima, qualificou-se. São precisas outras políticas para que haja mais emprego. Se se gerar mais empresas, gera-se mais emprego. E há insegurança. O país está extremamente vulnerável. Há insegurança física, jurídica, nos transportes marítimos e aéreos, na protecção da nossa cobertura vegetal, na protecção civil”, sustentou.

“Há um conjunto de desafios, agora de desenvolvimento. Vencemos o desafio da construção do Estado logo a seguir à independência e o da democratização também. Agora é o desafio do desenvolvimento, que não está claramente a vencer”, acrescentou. (in Lusa/Expresso das Ilhas)

2 comentários:

  1. O dr. Veiga como 99% do nossos polititicos sofre de doença ainda não repertoriada e, por isso, sem antidoto. - MESMICE.
    Hà décadas que o ouvimos, nomeadamente quando se embala nos seus comicios onde faz promessas para angariar votos. Jà temos 40 anos de idade e ainda não encontraram sombra da panaceia para satisfazer a classe menos privilegiada que definha a olhos vistos..
    Acha que deve continuar a martelar em ferro frio que não consegue moldar? Respeite-nos por favor. Seus amigos jà não necessitam de suas explicações, seus adversàrios não acreditam no que diz e os que pensa serem estùpidos não o tomam a sério.
    Pena que desceu tanto na escala politica.

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  2. O que nos fazem hoje é o que nos fizeram ontem e hà sintomas de tudo continuar na mesma. Insistir em recorrer ao passado não é solução pois os programas que estudaram, programas inamoviveis, contribuem para a implosão de tudo quanto existe em lugares que não sejam na ilha capital.
    Com a inércia de uma classe que devia ser a flor da cidadania, estamos condenados ao abandono.
    Não devemos permitir isso porque queremos um futuro.

    Ema Rodrigues

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