quarta-feira, 8 de julho de 2015

[8285] - A INVASÃO HELÉNICA...


“Se a Europa nos deixar nesta crise profunda, iremos inundá-la de imigrantes ilegais“, avisa Panos Kammenos, ministro da Defesa da Grécia e parceiro de coligação pelos Gregos Independentes. “Será ainda pior para Berlim, porque haverá uma onda de milhões de migrantes por razões económicas mas, também, alguns jihadistas do Estado Islâmico“, continua o responsável, admitindo dar a imigrantes ilegais na Grécia os documentos de que estes necessitam para viajar livremente pelo Espaço Schengen.

O ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos, diz que todos os dias há novos imigrantes ilegais a chegar ao país e que cerca de 10 mil estão, neste momento, detidos em centros de acolhimento e detenção espalhados pela Grécia. Estas pessoas, entre as quais o líder dos Gregos Independentes diz haver membros da jihad islâmica, podem fazer de Berlim a sua casa dentro de poucas semanas caso a Europa não ceda nas negociações com Atenas.

“Se nos atacarem, vamos atacá-los a eles“, diz Panos Kammenos, referindo-se aos líderes europeus que estão a negociar com o governo grego as reformas económicas com vista à cedência de financiamento a Atenas, não só a última tranche do segundo resgate mas também um eventual contrato subsequente.

Ou os líderes europeus cedem nestas negociações ou, ameaça Panos Kammenos, “entregaremos a estes migrantes provenientes de todo o lado os documentos de que necessitam para viajar livremente no Espaço Schengen, portanto esta onda humana poderá ir direitinha para Berlim“, avisou um irado Panos Kammenos, citado pela imprensa grega.

Segundo o The Guardian, estas ameaças estão a ser levadas a sério. Tanto que, segundo o jornal, responsáveis da Comissão Europeia têm recebido estas declarações com tanta preocupação que na semana passada contactaram os responsáveis por estes centros de detenção para averiguar se existiam algumas instruções para libertar os imigrantes ilegais que ali permanecem.

“Europa sempre soube que a Grécia nunca pagaria a dívida”. Varoufakis gera controvérsia

Estão a gerar grande controvérsia, sobretudo na Alemanha, declarações de Yanis Varoufakis, o ministro das Finanças da Grécia, num documentário transmitido na segunda-feira, dia da última reunião do Eurogrupo. Segundo o Ekathimerini, Varoufakis descreveu a Grécia como o país mais falido do mundo e defendeu que os líderes europeus sempre souberam que Atenas nunca iria pagar a dívida pública.

“Pessoas inteligentes em Bruxelas, em Frankfurt e em Berlim sabiam bem, em maio de 2010, que a Grécia nunca iria pagar as suas dívidas”, afirmou Yanis Varoufakis. “Mas agiram como se a Grécia não estivesse falida, como se tivesse apenas uma insuficiência de liquidez”, continuou o atual ministro das Finanças grego. Não há informação sobre quando estas declarações foram gravadas para o documentário.

Em maio de 2010, “deu-se ao país mais falido da História o maior empréstimo da História, como fariam banqueiros corruptos de terceira categoria”. “Foi um crime contra a Humanidade”, conclui Yanis Varoufakis. - (Observador)

2 comentários:

  1. Fiz o comentàrio na postagem seguinte antes de ver aqui o Panos (muito calorente).
    Seja como for, penso que a ameaça deve ser tomada a sério os Panos quentes ou frios.

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  2. Temo que a coisa possa vir a ficar feia, caso não haja um tratamento do caso grego com o pragmatismo a impor-se à visão estreita de gente pouco vivida e ignorante da História.

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