quarta-feira, 9 de março de 2016

[8994] - ERROS DE PALMATÓRIA...

Por incumbência dos Membros da CNE e em reposta  ao pedido de esclarecimento submetido à CNE por V. Exa, transcreve-se o teor da deliberação  emitido pelos Membros da Comissão Nacional de Eleições, datado de 4 de Março de 2016, lavrada na Ata Nº 36/LEG/CNE/2016,  nos termos que se segue:

 “Tendo em consideração a questão levantada pelo assessor da comunicação social dando conta de uma eventual preocupação por parte da classe jornalística pelo fato de não poderem exercer o direito do voto antecipado que a lei os confere nos termos do art. 213º alínea c) do CE, por terem sido destacado para missão serviço em conselhos ou círculos diferentes de onde estão recenseados antes do inicio do prazo legal para manifestaram de vontade do exercício do voto antecipado.
A questão foi agendado na ordem do dia e discutida no plenário, onde os representantes dos partidos políticos presentes concluíram em síntese que Estando a classe jornalística comtemplados pelo direito de voto antecipado no CE pode-se se aplicar por similitude, o procedimento previstos para os doentes internados e reclusos, a CNE deliberou por unanimidade
Os jornalistas que já se encontram destacados e se encontram em círculos diferentes de onde estão inscritos podem requerer junto do Presidente da Câmara Municipal onde se encontram inscritos o pedido do voto antecipado, juntando para o efeito toda documentação necessária nos termos do art. 214º n.º 1 do Código Eleitoral.
Tramitado o processo, se forem admitidos a votarem antecipadamente pelo Presidente da Camara onde estão inscritos a listagem com os respetivos nomes, serão encaminhados aos Presidentes das Câmaras Municipais onde se encontram em missão de serviço, para o efeito de exercer o direito do voto antecipado ficando o Presidente da Câmara incumbido de cumprir todos os procedimentos”
Sem outro assunto de momento.
 Os Nossos cumprimentos
Indira Margarida F. Tavares
Secretária Executiva da CNE

(Pesquisa de Valdemar Pereira)

N.E. - Isto é um documento oriundo da Comissão Nacional de Eleições de Cabo Verde onde, não há muitos anos, um amigo cabo-verdiano me dizia: a língua é vossa mas nós é que a falamos como deve ser... Pergunta: o que é que sucedeu, entretanto?!

5 comentários:

  1. Existem todos os erros assinalados mas poder-se-ia falar também de deficiências de pontuação que tornam pouco compreensíveis algumas passagens como esta: "Tramitado o processo, se forem admitidos a votarem antecipadamente pelo Presidente da Camara onde estão inscritos a listagem com os respetivos nomes, serão encaminhados aos Presidentes das Câmaras Municipais onde se encontram em missão de serviço, para o efeito de exercer o direito do voto antecipado ficando o Presidente da Câmara incumbido de cumprir todos os procedimentos".
    E insistem em negligenciar a aprendizagem do português a favor de um crioulo que só é falado e compreendido pelo bom povo das nossas ilhas. As duas línguas podem e devem coexistir, como sempre aconteceu.

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  2. Erros de Palmatória: um texto oficial pejado de erros, passados ao crivo.
    Todos damos erros de português pois a gramática crioula não ajuda e a complexidade da língua portuguesa muitas vezes ultrapassa o nosso nível elementar de domínio da língua, mas convenhamos que
    não é admissível deixar sair para fora de um Serviço de Estado erros crassos de português, a língua oficial de Cabo Verde (nem em qualquer língua).
    Isto denota o estado da bandalheira linguística que é hoje Cabo Verde. A língua portuguesa ferramenta de trabalho, e não inimiga como alguns ideólogos defendem, devia se cultivada todos os dias, ouvida nas escolas na rádio etc, para o seu melhor domínio. Ai, os bons tempos do ditado e das redacções, estas torturas !!!Mas enquanto a política populista falar mais alto,,,,

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  3. Caro Djô: aqui temos erros de todos os tamanhos: de orelha de burro, de varadas na polpa e de palpatoria. Em Cabo Verde houve sempre pessoas com quarta classe antigo que escreviam corretamente o português e até se revelaram grandes professores de português como o Senhor Alfredo, Maninho e tantos outros. Hoje, até quadros superiores, dão erros de orelha de burro, de varadas na polpa e de palpatoria. E muitos se defendem que estarão a falar crioulo e tudo acaba ali como se fosse o crioulo uma boia de salvaçao. E essa aposta estupida no crioulo, sem qualquer preparaçao, vai-nos custar caro. Em breve nem poetas e nem prosadores na lingua portuguesa e consequentemente vamos ser excluidos da lusofonia...

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  4. Bem, eu identifiquei mais 3 erros de gramática e dois erros de forma .... Confesso-vos que já vi muito pior em prosa proveniente da AP de CV! Paz à alma do Camões!

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    1. Tem razão e,
      a bem dizer, tudo tinha de ser refeito mas limitou-se a sobressair os êrros mais évidentes.
      De facto "distracções" dessas aparecem frequenteente desde hà um tempo e a tendência é de multiplicar. O pior é de onde vem.

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